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quinta-feira, 23 de julho de 2015

H.i.S.T


Banda electro-industrial de Setúbal, os H.i.S.T. (Histeria de Imagens Sonoras em Transe) eram formados por Abel Raposo e Eurico Coelho.

Em Agosto de1988 foi editada pela Facadas Na Noite (Braga) a cassete "Greatest Hist" que englobava 15 temas do período entre 1983 e 1985 (30 cassetes gravadas). A música era apresentada como "áspera à qual se juntam palavras cínicas".

O tema "Kalatuku" foi incluído na compilação "13 Incisões" da mesma editora.

Em 1989 foi editada a cassette "Biologia" que englobava 16 temas de L'Ego (projecto de Eurico Coelho a solo) e 2 de HIST.

"Best Off Hist" contou com a produção de Miguel Carvalho (programação de ritmos e loops) . «Os 12 temas são os mais densos registos deste projecto. Os delays arrastados e uma atmosfera apocalíptica erguem uma parede compacta de som referenciada como industrial, obscura e hipnótica.» O trabalho foi editado pela FNN e mais tarde pela Tragic Figures. 

O projecto obtêm um feed-back inesperado o que os leva a participar em várias colectâneas nacionais e internacionais. Editaram ainda um EP em conjunto com os Rua Do Gin e duas bandas espanholas.

"Bluff" de 1992 incluía trabalhos de L'ego e 7 temas de Hist. O registo foi gravado, novamente, por Abel Raposo (guitarra eléctrica, textos), Eurico Coelho (sampler, voz, textos e produção) e Miguel Carvalho (programações rítmicas).

No ano de 2003, os trabalhos de Hist e L'ego foram disponibilizados em formato CD-R pela editora Thisco (http://www.thisco.net/CTHISRUS.htm).

DISCOGRAFIA
The Greatest Hist (K7, FNN, 1988)
Biologia (K7, FNN, 1989)  [c/L'Ego]
Best Off Hist (K7, FNN, 1989*)
Los Humillados - Rua do Gin - The Barbie Lovers - Hist (7"EP, FNN/Grabaciones Góticas, 1990)
Bluff (K7, 1992*) [c/L'Ego]

Colectâneas
13 Incisões (1988) - Kalatuku
Insónia (1989) - Vorwarts! / Delirium
Corrosão Cerebral (1992) - ...Plus des enfants

COMENTÁRIOS
«Nunca demos espectáculos e não tencionamos fazê-lo, porque não sentimos essa necessidade nem possuimos essa capacidade. Mas a produção continua...» Eurico Coelho 

NO RASTO DE...
O projecto L'Ego de Eurico Coelho continua activo, tendo editado 4 cd's nos últimos 2 anos, em edição de autor. Participou também na compilação "Thisobidience". 

"1 ª I N C I N E R A Ç Ã O", de 2002, foi o  primeiro registo do projecto RESÍDUO de Abel Raposo em formato digital. Abel compõe com uma guitarra traficada, percussão em drum pad não programável, flauta, harmónica, voz e deturpação informática, Ana Isabel Caldeira vocaliza e o software usado é o Sound Forge XP 4.5 e Acid Pro 2.0 .

Informação retirada daqui


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Heróis do Mar


Após o fim do grupo Corpo Diplomático, em Setembro de 1980, Pedro Ayres Magalhães recruta António José de Almeida (baterista dos Tantra) e Rui Pregal da Cunha para dar corpo a um novo projecto intitulado Heróis do Mar.

Continuavam com Pedro Ayres, vindos do Corpo Diplomático, Carlos Maria Trindade e Paulo Pedro Gonçalves.

Após vários meses de ensaios, os Heróis do Mar lançam o seu primeiro single em Agosto de 1981. Este disco continha os temas "Saudade" e "Brava Dança dos Heróis".

O grupo reflecte alguma estética nacionalista nas suas roupas e nas letras das canções. Houve, até, quem os acusasse de neofascistas ou neonazis.(1)

O seu LP de estreia contém os temas do single e outros como "Magia Papoila", por exemplo.

O seu estilo musical, de início, ainda que próximo de algumas fontes portuguesas ia beber ao fenómeno neo-romântico que despontava em Inglaterra capitaneado por grupos como os Spandau Ballet ou os Duran Duran.

Em Junho de 1982 é editado o máxi-single "O Amor"(2), o seu primeiro mega-sucesso comercial. Este disco conta, no lado B, com uma versão em que canta Né Ladeiras, artista com a qual os Heróis do Mar tinham gravado (enquanto músicos de estúdio) o LP "Alhur".

Em Agosto seguinte tocam na primeira parte do concerto dos King Crimson e dos Roxy Music, que os levam até Paris para actuarem na primeira parte da sua actuação em França.

O seu segundo disco "Mãe" tinha uma bela capa, mas apresentava fragilidades a nível das vocalizações de Rui Pregal e nenhuma canção deste disco se consegue impor com sucesso. Os temas de maior destaque são "Cachopa" e "Volta P'ra Mim".

O seu disco seguinte ("Paixão") obtém, finalmente, o êxito que tinha fugido com "Mãe" e leva a revista inglesa "The Face" a considerar os Heróis como o melhor grupo de Rock da Europa.(3)

Os músicos dos Heróis são os acompanhantes de António Variações no seu segundo disco "Dar & Receber", gravado em 1984.

Segue-se a edição do disco "O Rapto", [mini-álbum com 4 canções] que inclui "Supersticioso" e "Só Gosto de Ti". Os Heróis do Mar mudam de visual e apresentam-se com camisas rasgadas e tendo já muito pouco a ver com a sua estética nacionalista inicial.

Após lançarem no mercado outro single virado para as pistas de dança intitulado "Alegria" [lançado em Julho de 1985; no início do ano tinham lançado uma colectânea] e terem participado em espectáculos no país e no estrangeiro, partem para Macau onde ficam um mês.

As vivências de Macau transportam-nas para o seu novo disco, justamente intitulado "Macau", gravado nos Estúdios de Paço de Arcos da Valentim de Carvalho, com quem tinham firmado contrato após divergências com a editora inicial, a Polygram.

"Macau" [editado em Dezembro de 1986] é completamente diferente daquilo que os Heróis do Mar fizeram até então. Musicalmente muito mais avançados, os Heróis abandonam as suas vestimentas e deixam a música falar por si própria.

Deste disco, o tema "Fado" teria um relativo sucesso. Pedro Ayres estava já, por esta época, com os Madredeus, o que retirava algum tempo aos Heróis do Mar.

António José de Almeida abandona o grupo, em 1988, e já não participa na gravação do último disco chamado "Heróis do Mar"(4). A bateria é substituída por uma caixa de ritmos, nas gravações, e António Garcia (ex-Mler Ife Dada) é convidado para novo baterista. No entanto, ele não chegará a aquecer o lugar porque o grupo dá por terminadas as suas actividades, devido a diferentes opções dos seus elementos e a diferentes projectos onde, cada um, estava envolvido. (5)

O documentário sobre os Heróis do Mar, "Brava Dança", do jornalista Jorge P. Pires e do realizador José Pinheiro, estreou comercialmente em Abril de 2007. Na mesma altura foi editada a compilação "Amor" com temas gravados para a EMI e para a Polygram.

(0) Pedro Ayres Magalhães participou no último disco dos Tantra.

(1) «Houve gente nalguns meios de comunicação que não quis que as pessoas percebessem, apostada em confundir. Um movimento determinado a transformar os Heróis do Mar num ícone de um regresso da Direita, a associar-nos aos paraquedistas de Tancos, aos comandos do Jaime Neves e trinta por uma linha. Depois vim a saber onde é que isso foi combinado, porque foi efectivamente combinado, com votos a favor e votos contra. Durante pelo menos dois anos não conseguimos ir tocar a Sul de Setúbal, no Alentejo, porque éramos 'fascistas'. Chamaram-nos fascistas, a putos sem protecção nenhuma que apenas queriam reclamar uma herança histórica, numa altura em que nem na palavra 'pátria' se podia falar. Lançavam-nos: 'Querem é a herança do Salazar!', quando o que pretendíamos era a criação de um showbiz civilizado. Fazíamos tudo como uma companhia de ciganos independente.» PAM

(2) «O "Amor" foi feito em 22 minutos. Entrámos na sala de ensaio e decidimos fazer um 'funkalão' que fosse um êxito para calar toda a gente com aquela história do fascismo. Não é fácil. Na altura o Miguel Esteves Cardoso escreveu que tínhamos feito a coisa mais complicada que qualquer artista podia fazer: uma música comercial e boa» RPC. Primeiro disco de platina português.
A resposta à pergunta engraçadíssima do Paulo Pedro Gonçalves (colocada no meu primeiro encontro com os elementos da banda, à mesa do Califa) foi gravada, 2 meses depois (11/06/82 ) no Máxi-Single Amor. No lado A acompanhava o Rui Pregal da Cunha em uníssono até à 2ª voz "trocam doçuras/trocam delícias". Na versão nocturna (B) ficou a minha voz a solar até ao refrão.Eles tinham uma energia, tanto em estúdio como ao vivo, contagiante. Da introversão de Alhur veio a minha resposta tão espontânea quanto a pergunta do Pedro Paulo Gonçalves: “Tens alguma coisa contra a música de dança?” “Ó aaaaaaaaaaamor não me mataste o desejo” o refrão mais ouvido e dançado no Verão de 82. (Né Ladeiras/blog)

(3) «Embora tivéssemos sido considerados uma das dez melhores bandas da Europa, pela "The Face" e pela "Rock & Folk", e a "Actuel" nos tivesse considerado uma das cem melhores ideias da década, o certo é que, por cá, nunca tivemos nenhum dinheiro nem apoio, nem para a casa, nem para o carro, nem para as contas nem para nada... Foram muitos anos de uma vida difícil». PAM

(4) «Não encontrámos nenhum título que nos satisfazesse e qualquer outro nome só iria parecer artificial. plástico.» CMT

(5) Dão o último concerto em Outubro de 1989.

DISCOGRAFIA
Heróis do Mar (LP, Polygram, 1981)
Mãe (LP, Polygram, 1983)
O Rapto (Mini-LP, Polygram,1984)
A Lenda dos Heróis do Mar (1981-1984) (Compilação, EMI,1985)
Macau (LP, EMI, 1986)
Heróis do Mar IV (LP, EMI, 1988)
Heróis do Mar Vol. 1 (1981-1982) (Compilação, Polygram, 1992)
Heróis do Mar Vol. 2 (1982-1986) (Compilação, Polygram, 1992)
Paixão  (Compilação, Universal, 2001)
Amor  (Compilação, EMI, 2007)

SINGLES
Saudade/Brava Dança dos Heróis (Single, Polygram, 1981)
Amor (Partes I e II)/Amor (versão Nocturna) (Máxi, Polygram, 1982)
Amor (Parte I)/Amor (Parte II) (Single, Polygram, 1982)
Paixão (Máxi, Polygram, 1983)
Paixão/Cachopa (Versão Nova) (Single, Polygram, 1983)
Alegria/A Glória do Mundo (Single, Polygram, 1985)
Alegria/A Glória do Mundo/Castelo de S. Jorge (Máxi, Polygram, 1985)
Mad Mix / Fun Mix (remisturas de Adriano Remix) (Máxi, Polygram, 1986) 4
Fado/Fado (Versão a Guitarra) (Single, EMI, 1986)
Só No Mar/Os Canhões da Belavista (Single, EMI, 1987)
O Inventor (Máxi, EMI, 1987)
O Inventor/Homenagem (single, EMI, 1987)
Eu Quero (Mistura Possessiva)/Rossio/Eu Quero (Máxi, EMI, 1988)
Africana/Eu Não Mereci/D.F.S. (Máxi, EMI, 1989)
Paixão (Single, Universal, 2001)

COMPILAÇÕES SE
O Melhor de 2 - Heróis do Mar/Afonsinhos do Condado (Compilação, Universal, 2001)

colectâneas
Portugal Remix (2005) -

O single "Amor (Hap Hap Happy Day)/Pasión", edição limitada a 2000 exemplares, foi oferecido com o MEP 12" Philips 880079-1 (1984).

O CD single "Paixão", de 2001,  inclui a versão longa de Paixão (editada em 1983) e duas remisturas de 1986 da autoria de Adriano Remix.

Os elementos do grupo lançaram alguns discos a solo: Carlos Maria Trindade lançou o single "Princesa/Em Campo Aberto" (Vimúsica, 1982). Toda a edição do álbum "Tédio" foi destruída devido à falência da editora; Paulo Pedro Gonçalves lançou "Rapazes de Lisboa" (FA, 1984) e Paulo Ayres Magalhães lançou o máxi "Ocidental Infernal" (FA, 1985) que seria o primeiro de cinco discos instrumentais.

COMENTÁRIOS
«Depois do fim do Corpo Diplomático, eu, o Pedro e o Carlos Maria estávamos completamente desiludidos e eu lembro-me de ter encontrado o Pedro no Cais do Sodré e lhe ter dito 'Acho que é altura de fazermos um grupo português, que tenha a ver com Portugal'. Nasceram ai os Heróis do Mar e aquela pose toda do primeiro disco...» PPG/Blitz

«Havia ministérios dentro do grupo. O Rui Cunha era o cérebro da imagem. Ele e o Paulo eram os cérebros da roupa e da animação 'anglo-americana'. O Tó Zé, com a experiência que trazia dos Tantra, era um génio da organização de concertos num país onde não havia produção de concertos. O Carlos Maria era um génio da música, como ainda hoje é. Eu tinha a determinação, uma permanente disponibilidade, estava lá quando não estava mais ninguém. Eu talvez fosse apenas a personificação de um serviço aquela organização». PAM/Público

(...) Inclusivamente já conhecia algumas das músicas dos Madredeus porque elas já tinham sido apresentadas na última fase dos Heróis do Mar. Nunca chegaram a sair. É um disco que está escrito e não saiu. Não saiu nunca. Seria o quinto LP, mas não chegou a sair porque o grupo seguiu caminhos diferentes. (...) quando se muda de projecto, algumas coisas vão para o projecto seguinte. Muitas coisas do Corpo Diplomático foram para os Heróis do Mar. Pelo menos três ou quatro músicas do primeiro LP estiveram nos Corpo Diplomático, com aquele formato quase, com outro nome, filosofia e estética.  CMT/Blitz

Com a rotina, sentia-me a nível criativo muito limitado e achei que podia aplicar a criatividade noutra área. Tirei o curso de percussão, no Conservatório, e também estudei flauta. Isso ajudou-me imenso numa montagem, porque os ritmos são iguais. São artes que parecem distantes, mas não o são. (...)Desde que decidi que estava farto, nunca mais me sentei à bateria. Tinha uma, transparente e a única que havia em Portugal. Foi para o Kalú dos "Xutos", que tocou nela durante anos. AJA/JN 16.06.2006

NO RASTO DE...
Pedro Ayres Magalhães foi o fundador e principal mentor dos Madredeus e Resistência. Chegou também a tocar com os Delfins.

Pedro Paulo Gonçalves e Rui Pregal da Cunha fundaram os LX-90, que editaram o álbum "1 Revolução por Minuto", tendo posteriormente emigrado para Inglaterra e alterado o nome para Kick Out of The Jams (lançaram o disco "Santo António em Lisboa"). 

Carlos Maria Trindade editou os álbuns "Mr. Wollogallu" (1991) e "Deep Travel" (1996). Em 2006 lançou o disco do projecto No Data. Foi A&R da Polygram tendo saído para substituir Rodrigo Leão nos Madredeus. Produziu discos de Rádio Macau, Delfins, Xutos, Issabary ou Paulo Bragança. Mais recentemente produziu discos de Santos & Pecadores e Mariza, entre outros.

O baterista Tó Zé Almeida foi de todos o primeiro a deixar os Heróis do Mar, em 1987, para se dedicar a tempo inteiro à Panavídeo, empresa de produção publicitária e televisiva da qual é um dos proprietários, tendo-se afastado desde então da actividade musical. (Pública/99)

Paulo Pedro Gonçalves abriu, em Londres, um atelier/loja a que chamou Pavement. Ele e a mulher Andreia dedicaram-se a criar roupa a partir de roupa ("customizar"). Vestiram nomes como David Bowie e Blur. Também fizeram peças para o filme "Velvet Goldmine". PPG lançou um disco com o projecto Ovelha Negra.  Mais recentemente regressaram a Portugal onde abriram a Loja Crucifixo (Lisboa).

Rui Pregal da Cunha tem um projecto de DJ denominado Bradoral. Participou num programa da TVI onde cantou com o actor José Wallenstein. Um dos temas foi uma interessante versão de "A Glória do Mundo". Colaborou em disco com Homem Invisivel (2000) e com os Golpes (2010) e em concertos com Delfins, José Cid ou Nouvelle Vague.

Informação retirada daqui

sexta-feira, 3 de julho de 2015

HAZDAM


Os HAZDAM nasceram em Almada, no verão de 1986, na sequência do programa "O Outro Lado", da rádio Ponte Sul, realizado por Luís Milhano e António Simões (Tomané), o qual abordava temas e músicas electro-industriais.

Naquela altura escasseava o material para divulgação, por isso decidiram produzir música que pudesse ser apresentada no programa: "Se não temos discos daquilo que gostamos, porque é que não fazemos a nossa própria musica, sem que os ouvintes percebessem de que se tratava de um projecto nosso?".


A música do grupo foi chamando a atenção dos ouvintes e dos amigos e continuaram o projecto mesmo depois do fim desse e de outros programas, como "Sem Palavras" ou "Casa da Máquina". 

O grupo foi formado por Luís Milhano e por Hélder Gonçalves. Inicialmente o som HAZDAM podia ser caracterizado como «experimental». Esta fase durou até 1988, altura em que avançaram para uma onda «industrial» (com recurso a bidões e outro material metálico).

Os temas "Guerra e Paz" e "Sound's Like Noise" aparecem na compilação "Insónia".

A cassete "1988", com temas do período 1986-1988, foi editada em 1989 pela FNN. Participaram ainda na compilação "no title - no problems", da editora alemã ZNS Tapes, com o tema "Thinking In the Rain".  (ver http://vivavogel.ath.cx/3notitle.htm)

A partir de 1990 o som do grupo tornou-se mais «electrónico». 

Além dos dois membros originais participaram ainda Tomané, o Miguel Cenoura (que integrou os Mata-Ratos) e Alain Mainguet. 

DISCOGRAFIA
1988 (K7, FNN, 1989)

Colectâneas
Insónia (1989) - Guerra e Paz / Sound's Like Noise
No title - No problems (1989) - Thinking In the Rain

Informação retirada daqui

terça-feira, 23 de junho de 2015

Grupo de Baile


A vida corria bem para o Grupo de Baile naquele ano de 1981. Já não eram apenas o grupo de amigos que se conheciam desde a infância (1), dos tempos em que tocavam na filarmónica da terra, nem sequer aquela banda que corria pelo circuito dos bailes com umas rocalhadas importadas do estrangeiro. As 99 mil cópias do single "Patchouly/Já Rockas à Toa", lançadas em Janeiro no mercado, foram consumidas vorazmente. As que traziam o "piiiiii" sobre a palavra "pentelho" e as em que se ouvia tudo. O Grupo de Baile fez disco de ouro em apenas um mês. Foi tiro e queda. Primeiro o tiro, depois a queda.

Quase dois anos depois, mesmo tendo gravado um novo single, "Estória Linda", o Grupo de Baile não voltou a ter o mesmo sucesso (2). Volatizaram-se. Viveram a mesma história que muitas outras bandas nascidas durante o "boom" do rock português, na euforia daqueles anos de 1980 a 1982, em que o panorama musical explodiu de uma tal forma que só podia mesmo vir depois a implodir.

Alguns anos antes e nunca se poderia ter gravado em Portugal uma música como o 'Patchouly'", explica o ex-vocalista do Grupo de Baile, Carlos Tavares.

"O 'boom' foi também muito incentivado pelas editoras, porque isso lhes dava uma maior escolha sobre aquilo que decidiam gravar ou não. Quantas mais houvesse, mais havia por onde escolher", afirma Carlos Tavares. Esta ideia é corroborada pelo guitarrista, Vicente. "Em Portugal as coisas funcionam assim: alguém experimenta uma coisa com sucesso e, de repente, parece que se descobriu a pólvora. Foi assim com o 'boom'. Apareceu o Rui Veloso com o 'Chico Fininho' e de repente percebeu-se que era possível fazer rock em português".

Toda a gente andava a querer e a conseguir gravar, e o Grupo de Baile recebeu o bilhete que os transportaria para o sucesso. "Embarcámos naquilo sem qualquer pretensiosismo, mas com a intenção de ir ver no que é que dava", esclarece o baterista, Luís Rosado. A Valentim de Carvalho convidou-os a gravar alguns dos temas originais que já tinham composto. "Tivemos hipóteses de impôr logo ali as nossas regras, mas não o fizemos", recorda Carlos Tavares. "Já éramos adultos nessa altura, mas nas coisas da música éramos mesmo uns miúdos" desabafa Luís Rosado.

Quando o quiseram fazer, pouco mais de um ano depois, perceberam que não podiam. Não eram essas as regras do jogo. "A certa altura quisemos deixar de ser os tais meninos e impôr as nossas escolhas à editora. Dissemos quais as canções que queríamos pôr num LP e quais é que queríamos que fossem lançadas em singles e a resposta foi um peremptório não. 'Nós é que sabemos disto, vocês editam aquilo que nós vos dissermos', foi a resposta", recorda Carlos Tavares. "Aquilo era espremer o limão até dar. Fomos chupados até ao tutano", reitera Vicente, defendendo que o Grupo de Baile teria tido, eventualmente, maior longevidade "se tivesse sido lançado um bocadinho mais por baixo e lhe tivesse sido dado tempo e estruturas de produção para crescer".

DULCE FURTADO / PÚBLICA, 14/11/1999

(0) Logo a seguir ao sucesso do single foi divulgado a notícia da gravação de um álbum que teria temas como "Metal Sonante Nº1", "Metal Sonante Nº2", "Flashes" ou "Bela Isa Bela".

(1) A maior parte dos músicos tocavam desde miúdos na Sociedade Filarmónica União Seixelense. O grupo foi descoberto por Ricardo Camacho.  Antes da edição do single de estreia já tinham tocado, intensamente, em bailes e festas pelo país fora.

(2) Ainda tentaram lançar o single "Vocalista Rock" mas que foi rejeitado pela editora.

(3) Em 1999 aceitaram o convite para o Seixal Rock 99 que se realizou no Seixal, no Largo 1º de Maio, entre os dias 6 e 9 de Outubro. Uma experiência agradável para o guitarrista Vicente Andrade, que confessou nessa altura ao jornal "Setúbal na Rede" ter em vista uma reunião com a banda, no sentido de equacionar a possibilidade de regresso do Grupo de Baile às luzes da ribalta.

FORMAÇÃO
Carlos Manuel Tavares ( voz)
Vicente Andrade (guitarra)
Luís Rosado (bateria)
António Manuel (baixo)
Luís Landeirote(orgão)
Marcelino (saxofone alto)
João Mário (saxofone tenor)
Zé Manel (trompete)

DISCOGRAFIA
Patchouly/Já Rockas à Toa (Single, Valentim de Carvalho, 1981)
Estória Linda/Conversa de Comadres (Single, Valentim de Carvalho, 1982)

NO RASTO DE...
Vicente Andrade continuou como músico da Orquestra Ligeira do Exército. Trabalha como músico de estúdio e em programas de televisão. Mais recentemente trabalhou com Lara Afonso e Marco Paulo.

António Manuel e Zé Manel são músicos da Banda da Guarda Nacional Republicana.

Luís Rosado é funcionário da Divisão de Acção Cultural da C.M. Seixal e Carlos Manuel Tavares é responsável pelo departamento de electricidade da C.M. Seixal.

Luís Landeirote foi empresário de equipamento de som e mais recentemente passou a entretainer de cruzeiros turísticos, em Miami.

Marcelino está reformado da Marinha Portuguesa. 

João Mário é engenheiro mecânico da Lisnave e professor universitário.

Informação retirada daqui

sábado, 13 de junho de 2015

Golpe de Estado


O grupo foi formado por Tiago Lopes e Paulo Abelho em fins de 1988. Os Sétima Legião e os Linha Geral ensaiavam no mesmo local e os dois músicos começaram a trabalhar em conjunto.

Em Julho de 1989 editaram o máxi-single "Rev. 25/Um Caso Que Está A Dar Que Falar", com produção de Carlos Maria Trindade. O primeiro tema incluía um sample retirado do disco "As Vozes do 25 de Abril" e o segundo tema incluía um sample do confronto entre polícias verificado no Terreiro do Paço.

Em 1993 foi editado o álbum "Golpe de Estado" que contou com a participação de nomes como Adolfo Luxúria Canibal ("Cyberpunk Generation"), Francisco Ribeiro ("Vox Prophetica"), Olavo Bilac ("Liberdad"), João Cabeleira ("James Bond") e Dora (em "Blade Runner" e "Liberdad"). Os outros temas são "Whiskey Bar", "Assédio Sexual" e "Árabe". 

A versão em CD inclui como bónus os temas "Um Caso Que Está A Dar Que Falar" e "Rev 25", em versões diferentes das originais. 

DISCOGRAFIA
Rev 25/Um Caso Que Está A Dar Que Falar (12"EP, União Lisboa, 1989)
Golpe de Estado (CD, Polygram, 1993)
Blade Runner/Vox Prophetica (12' Promo, 93)

NO RASTO DE...
Tiago Lopes chegou a manter em paralelo o projecto The New Hard Noise Heavy Rock Cyber Speed Sonic Metal Punk Acid Sound. Aparece na compilação "After-Life" com os temas "Sahara"e "Norte Sul".

Paulo Abelho formou em 2001 os Cindy Kat com João Eleutério. Lançaram o primeiro single no Natal de 2003 com o título "Natal, Natal, noite do menino Jesus (Fix my phaser)" que conta com a participação na voz de Paulo Prazeres. Com os BCN participou na compilação "Frágil".

Informação retirada daqui

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Go Graal Blues Band


A Go Graal Blues Band forma-se em 1975, como grupo que se dedicava a tocar e cantar Blues. Após várias atribulações a formação estabiliza com Paulo Gonzo (voz e harmónica), João Allain (guitarra solo), Raúl Barrigas dos Anjos (bateria), Augusto Mayer (harmónica), António Ferro (baixo), João Esteves (guitarra) e José Carlos Cordeiro (voz principal).

A empresa discográfica Imavox firma contrato com o grupo e edita o LP "Go Graal Blues Band", em 1979.

Neste trabalho o grupo assume, totalmente, uma postura dedicada aos Blues eléctricos, em temas como "Baby, I Wanna...", "The Fault Is Her Own" e "The Last One". Também há lugar para as baladas, tais como "Leonor's" ou " For Ma Babe... Gonzo Pleasure".

O disco contém um pequeno texto onde Jaime Fernandes, produtor e conhecido radialista se debruça sobre a carreira do grupo e afirma que se trata do grupo mais "teimoso" que já conheceu. GGBB - 1980

A Go Graal é dos grupos que dá mais concertos, sobretudo para estudantes.

Apesar de cantar em inglês, consegue bastante sucesso e passa, quase incólume o "boom" do Rock Português, sem necessitar de mudar de linguagem.

Em 1980 lança o single "They Send Me Away", com um som mais Rock, bastante próximo de uns Dr. Feelgood.

Tó Andrade entra para a banda e, com produção de Luís Filipe Barros, sai o single "Lay Down" que atinge o primeiro lugar no Top do programa "Rock Em Stock", apresentado pelo mesmo Barros. Coincidências... 

Em 1982 sai um novo LP "White Traficc". Da formação original só já restam Gonzo e Allain. O baixo é de Fernando Delaere e a bateria de Hippo Birdie. A evolução musical do grupo é bem notória e a sua caminhada rumo ao sucesso (não tanto de vendas de discos, mas sim de espectáculos), também.

Deste disco fazem parte temas como "N'Roll", "Lonely", "Guetto Drunk" e o verdadeiro momento em que se juntam todos os amigos da banda para cantarem em coro no tema "Hot River" (fazem parte do coro João David Nunes, Frodo, Fernando Quinas e João Magalhães).

Divergências internas quanto à autoria dos temas levam à saída de Delaere e Birdie (que vão para a "trupe" de Garcez - Os Roxigénio) e novos membros são recrutados: Mário Pereira (ou Márito), natural de Vale de Espinho (Sabugal), ex-elemento do grupo Spartaks, da Guarda; entra para a bateria e Henrique Leite vai para o baixo. É editado o Mini-LP "Blackmail" onde se encontram temas de Blues/Rock fabulosos como "Champagne All Night", "Love Fashion" ou "Midnight Killer". Nunca a Go Graal Blues Band soou tão pesada como nesta fase. 

Em 1984 é editado um Máxi-Single com os temas "Dirty Brown City", "Fast Flirt" e "Wild Beat Blues"..

Nova mudança na formação com a reentrada de Tó Andrade para o baixo e a edição do definitivo álbum "So Down Train", com uma sonoridade mais amadurecida e publicação das letras das canções no "encarte" do LP. Saído em 1987, longe do sucesso de outras épocas, o último disco da Go Graal traz-nos temas como "They Don't Give A Damn", "A Little Bit" ou "City Lights".

O fracasso leva à extinção de um dos grupos mais marcantes da música Blues/ Rock em Portugal. Paulo Gonzo lança-se numa carreira a solo que teria o seu apogeu em 1997 com o CD "Quase Tudo".

ARISTIDES DUARTE / NOVA GUARDA
Depois da saída de Paulo Gonzo, o vocalista passou a ser João Melo (ex-Pizo Lizo). A formação incluía João Allain, Tó Andrade, Leonel Cardoso (sax  e teclas) e Hippo. Mário Correia passou a acompanhar Paulo Gonzo a solo. O grupo acabaria pouco depois.

DISCOGRAFIA
Go Graal Blues Band (LP, Imavox, 1979)
White Traffic (LP, Vadeca, 1982)
Black Mail (Mini-LP, Vadeca, 1983)
Colectânea (Compilação, Vadeca,1983)
So Down Train (LP, Schiu!/Transmédia,1987)

SINGLES
They Send Me Away/Outside (Single, Imavox, 1980)
Touch Me Now/Lay Down (Single, RCS, 1981)
Lonely/N'Roll (Single, Vadeca, 1983)
Casablanca/Wild Beat Blues (Single, Vadeca, 1983)
Dirty Brown City (Máxi, Vadeca, 1984)
Smell/Walking (Single, Transmédia, 1987)

NO RASTO DE...
Alberto Ferreira Paulo (Paulo Gonzo) tem o curso superior de Belas Artes, tendo trabalhado,  durante 9 anos e meio, no Jornal Expresso. Lançou o primeiro single a solo, "So Do I", em 1985. Em 1992 começou a cantar em português com o álbum "Pedras da Calçada".

João Allain participou em alguns discos de Paulo Gonzo.

Tó Andrade fez parte dos Vasco da Gama.

Paleka tocou com Rui Veloso.

João Melo tocou com os Pizzo Lizo, IBM, Match Marvel (em Londres) e A Fúria do Açúcar.

A No Secrets Blues Band, com os músicos da primeira formação da Go Graal (Allain e José Carlos Cordeiro mais Zé Manuel, Cabé e Josso) editaram um CD patrocinado que se chamava “Moods”.

Informação retirada daqui 

sábado, 23 de maio de 2015

GNR


O Grupo Novo Rock (GNR) constitui-se oficialmente em Setembro de 1980. Os elementos do grupo eram Toli César Machado (bateria), Alexandre Soares (guitarra) e Vítor Rua (guitarra). Pouco tempo depois entra para a banda o baixista Mano Zé que já tinha tocado com Rui Veloso.

O primeiro single, com os temas "Portugal Na CEE" e "Espelho Meu", é editado em Março de 1981. O single é um grande sucesso vendendo mais de 15.000 exemplares. Mano Zé abandona, Miguel Megre entra para o seu lugar e mais tarde iria também ocupar-se das teclas.  

Ainda em 1981, o grupo lança o single "Sê um GNR" que acaba por vender mais do que o primeiro. Em Setembro entra para a banda o vocalista Rui Reininho (1).

O primeiro LP, "Independança", é editado em 1982. O disco foi um êxito em termos de crítica, mas é um fracasso em termos de vendas. O disco inclui outro grande sucesso, "Hardcore (1º Escalão)". O lado B do álbum incluía a faixa "Avarias" com 27 minutos de duração.

A seguir à edição do álbum começam a aparecer os problemas internos na banda. Miguel Megre sai e Alexandre Soares é convidado a sair. Em Agosto de 1982, os GNR actuam no Festival de Vilar de Mouros, apenas com Reininho, Toli e Rua. O concerto chega mesmo a ser anunciado como o último do grupo.

Em Outubro de 1982, Nuno Rebelo (ex-Street Kids) colabora com os GNR, chegam a ser gravados dois temas, um original e uma versão do clássico "Soul Finger", mas que nunca seriam editados.

Toli e Vitor Rua são convidados a produzir o álbum de estreia de António Variações. As gravações param a meio porque o estúdio estava super-lotado. Vitor Rua e Jorge Lima Barreto deslocam-se a Nova Iorque e quando regressam Rua decide abandonar o grupo.

O baixista Jorge Romão (ex-Bananas) entra para o grupo e Alexandre Soares regressa. Em Junho de 1983 é editado um EP com os temas "Twistarte", "TV Mural" e "General Eléctrico".

Em Outubro de 1984 é lançado o álbum "Defeitos Especiais", com temas como "Piloto Automático", "Muçulmania", "Pershingópolis" e "Mau Pastor".  "I Don't Feel Funky (Anymore)" e "Pershingópolis (versão inglesa)" são editados em formato Máxi-single.

O teclista Manuel Ribeiro entra para o grupo. Actuam em Vigo e em França.

O local de ensaios passa para a cave da casa de Alexandre Soares. "Os Homens Não Se Querem Bonitos" é editado em Julho de 1985. O disco inclui clássicos como "Dunas" e "Sete Naves". Toli passa a ocupar-se dos teclados.

Em 1986, os GNR esgotam a Aula Magna. A banda actua em Madrid, na Sala Astoria. Deslocam-se ainda a Toulose onde participam num programa em directo para toda a Europa.

Em Setembro é lançado o álbum "Psicopátria" que chega a disco de prata graças a temas como "Efectivamente", "Pós Modernos" e "Bellevue". 

Tocam no Printemps de Bourges e apresentam-se várias vezes na Galiza.

Alexandre Soares sai do grupo em 1987. Para o seu lugar entra, temporariamente, o guitarrista Zézé Garcia, dos Mler Ife Dada, que actua, em Abril, no concerto do Coliseu dos Recreios.

Em Janeiro de 1988 é editado o EP "Video Maria"(2). O disco contou com a participação de Hermínio Tavares (Entes Queridos).

Ainda em 1988, Zézé Garcia regressa em definitivo ao grupo depois de se desligar dos Mler Ife Dada. 

O álbum "Valsa dos Detectives", com produção do francês Remy Walter, é editado em Março de 1989. Os maiores sucessos deste disco são "Impressões Digitais", "Morte ao Sol", "Dama Ou Tigre" e "Falha Humana".

O livro "Afectivamente GNR" de Luís Maio é editado em Setembro de 1989.

Oito mil pessoas assistiram em 30 de Abril e 1 de Maio de 1990 aos dois concertos no Coliseu dos Recreios. As gravações desses dois espectáculos, inspirados no disco "Valsa dos Detectives" (parte do palco estava enfeitado com um automóvel da época dos gangsters), seriam editadas no disco "GNR in Vivo", álbum duplo que incluía uma versão de "Runaway" (3) de Del Shannon e os maiores êxitos do grupo, bem como um medley com os temas "Sê Um GNR", "Portugal na CEE", "Espelho Meu", "Twistarte" e "Piloto Automático". Devido à intervenção de Vitor Rua as edições seguintes do disco deixaram de incluir os primeiros singles do grupo sendo substituídos pelo tema "Homens Temporariamente SOS".

Em 1992 é editado o álbum "Rock in Rio Douro" que inclui duetos com Javier Andreu ("Sangue Oculto") e Isabel Silvestre ("Pronúncia do Norte") e outros temas como "Ana Lee" e "Sub-16". O grupo consegue encher o Estádio de Alvalade com 40.000 espectadores.

O CD "Sob Escuta", de 1994, incluía temas como "+ Vale Nunca" (o primeiro single), "Las Vagas" (que teve um videoclip gravado nos Estados Unidos), "Dominó" e "Lovenita" (um dos temas  com a participação do guitarrista de flamenco Vicente Amigo). Zézé Garcia sai do grupo e entra Alexandre Manaia para o seu lugar.

Em 1996 é editada a compilação "Tudo O Que Você Queria Ouvir - o Melhor dos GNR" que incluía os inéditos "Julieta Su&Sida" e "Pena de Morte". Vitor Rua e Alexandre Soares compareceram à festa de apresentação do disco, pondo assim o fim ao diferendo que existia entre o grupo e Vitor Rua. Os dois músicos aparecerão ainda no concerto que o grupo deu no Coliseu, em Fevereiro de 1997. A 2ª edição da compilação inclui mais um tema, o inédito "Corpos" que fazia parte da compilação "A Cantar Con Xabarín" da TV Galiza.

Em 1998 lançam "Mosquito" com temas como "Saliva", "Tirana", "Ananás" e "Mosquito", este com a participação de Janelo da Costa dos Kussondulola. 

Gravam "Quando Eu Morrer" para o disco de homenagem aos Xutos & Pontapés.

Para as gravações de "Popless" recorrem aos préstimos do produtor Nilo Romero. O primeiro single é "Asas (Eléctricas)" tema incluído na banda sonora do primeiro telefilme da SIC, "Amo-te Teresa". O disco inclui também os temas "Popless" (com direito a clip censurado na tv), "L's",  "Essa Fada" e "Benvindo Ao Passado".

Em Fevereiro de 2002 é lançada a antologia  "Câmara Lenta" com baladas e outros temas "tranquilos". O disco obtém um grande sucesso chegando a nº 1 do top de vendas. "Você" e "Nunca Mais Digas Adeus" são os dois inéditos deste disco.

No final de 2002 é editado "Do Lado dos Cisnes", produzido novamente pelo brasileiro Nilo Romero, que mostra uns GNR de volta ao rock. Tóli toca guitarras neste disco. 

Em 2003 gravam uma nova versão de "Canadádá", acústica e com a participação do brasileiro Paulinho Moska.

A compilação "ContinuAcção, Vol. 3", com uma versão de Roberto Carlos e alguns dos temas menos conhecidos do grupo, é editada em 2006. Também é lançado o disco de tributo "Revistados 25-06 GNR".

O livro "Líricas Com & Onianas" de Rui Reininho, com textos e vários recortes interessantes,  é lançado pela editora Palavra em 2007.

(1) Rui Reininho encontrava-se entretido nos projectos Anar Band (uma aventura experimentalista de Jorge Lima Barreto) e Atitudes (uma brincadeira New Wave).

(2) As gravações eram para um novo LP mas surgiu a oportunidade de trabalharem com o brasileiro Mairta Baia. 

(3) «É já um hábito nos concertos do grupo. Nós costumamos cantar estes temas, por brincadeira, nos ensaios. Em 87, quando estivemos no Coliseu de Lisboa, escolhemos o "Modern Love" do David Bowie. Agora, e porque o Zezé Garcia se lembrou de tocar o "Runaway", achámos piada incluí-lo, dado que tem muito a ver com a história de detectives.» RR (NB: o tema fazia parte da série "Crónica do Crime") 

BIOGRAFIA
Independança (LP, EMI, 1982)
Defeitos Especiais (LP, EMI, 1984)
Os Homens Não se Querem Bonitos (LP, EMI, 1985)
Psicópatria (LP, EMI, 1986)
Valsa dos Detectives (LP, EMI, 1989)
In Vivo (2LP, EMI, 1990)
Rock In Rio Douro (CD, EMI, 1992)
Sob Escuta (CD, EMI, 1994)
Tudo O Que Você Queria Ouvir (Compilação, EMI, 1996)
Mosquito (CD, EMI, 1998)
Popless (CD, EMI, 2000)
Câmara Lenta (Compilação, EMI, 2002)
Do Lado dos Cisnes (CD, EMI, 2002)
ContinuAcção (Compilação, EMI, 2006)

SINGLES
Portugal na CEE/Espelho Meu (Single, EMI, 1981).
Sê Um GNR/Instrumental Nº1 (Single, EMI, 1981).
Hardcore/Avarias (Single, EMI, 1982)
Twistarte/TV Mural/General Eléctrico (Máxi, EMI, 1983).
Pershingópolis (versão inglesa)/I Don't Feel Funky (Anymore) (Máxi, EMI, 1984).
Dunas/Azräel (Single, EMI, 1985)
Efectivamente/Coimbra B (Single, EMI, 1987)
Ao Soldado Desconfiado/To Miss (Single, EMi, 1987)
Vídeo Maria/Homens Temporariamente SOS/Usa (Máxi, EMI, 1988).
Quanto o Telefone Pecca (New Mix) (Máxi, EMI, 1992)
Homem Mau (Medley) (Single, EMI, 1993)
Dunas/Morte ao Sol/Pershingópolis (Single, EMI, 1996)
Mosquito/Mosquito (Single, EMI, 1998)
Canadada (c/ Paulinho Moska)/Canadada (versão acústica) (Single, EMI, 2003)

COMPILAÇÕES SE
Dunas (1981-1985) - Colecção Caravelas (Compilação, EMI, 2004)

Colectâneas
Filhos da Madrugada (1994) - Coro dos Tribunais
A Cantar Con Xabarín III/IV (1996) - Corpos
XX Anos XX Bandas (1999) - Quando Eu Morrer
Danceteria (2000) - Digital Gaia (tomato mix)

NO RASTO DE...
Alexandre Soares lançou o álbum "Um Projecto Global" (Polygram, 1986) que incluía o tema "Luzes de Hotel" com letra de Pedro Ayres Magalhães. Compôs a música da peça "Coração na Boca" (1990) com letras de Rui Reininho (Na peça participavam Xana e Ricardo Carmo). Fez parte dos Zero. Tem feito bandas sonoras para cinema (e.g. filmes de João Canijo) e bailado, tendo lançado o disco "Vooum". O seu projecto Flight 2000 teve um tema num máxi da Kami' Khazz. Actualmente está nos Três Tristes Tigres.

Vitor Rua formou os Telectu com Jorge Lima Barreto ("CTU" foi editado em 1982 pela EMI). A solo lançou disco "Pipocas" dos PSP (1988), "Clássicos GNR" (1989) e "Vydia" (1991), entre outros. Também fez parte da formação inicial dos Plopoplot Pot.

Miguel Megre fez parte dos Pós-GNR. O álbum "Mimi tão Pequena e tão Suja" (1991) incluía dois temas da sua autoria: "Independança II" e "Hardcore II" (em co-autoria com Vítor Rua). Também chegou a acompanhar o músico Rui Azul.

Mano Zé gravou o disco "Bluindo" de Minneman & Friends. Fez também parte da segunda formação da Banda Sonora de Rui Veloso.

Miguel Ribeiro é um dos elementos dos Repórter Estrábico.

Zezé Garcia é professor de música na cidade do Porto.

Informação retirada daqui

quarta-feira, 13 de maio de 2015

gente da Ilha


Gravado na RDP/Açores por Raul Resendes, o single "Ai Vem a Viração" (Disrego/85) do grupo micaelense Gente da Ilha, surgiu como um sinal de vigor e frescura na cena musical açoriana de raiz popular.

Editado em 1989 em Ponta Delgada, o segundo single do já extinto agrupamento Gente da Ilha é sem dúvida um bom exemplo de algumas das ideias que temos. A música popular urbana tem estado viva nos Açores e a confirmar isso mesmo há o cuidado e a qualidade que transparecem em algumas produções de um passado não muito longínquo.

 "Soleá" (Signo/89), o single do Gente da Ilha é prova categórica disso. A nossa chamada de atenção para o cuidadoso e atento trabalho de direcção musical de Carlos Frazão.

ANTÓNIO MELO SOUSA / ILHAS DO SOM
DISCOGRAFIA
Ai Vem a Viração (Single, Disrego, 1985)
Soleá (Single, Signo, 1989)

Informação retirada daqui

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Frisson


Os Frisson eram um grupo formado por Cristina Feu, Luís Oliveira, Pedro Abrantes e Fernando Abrantes. Ana Cristina tinha participado no Prémio Nacional de Música, em 1988.

Assinaram pela Edisom que lançou em 1989 o disco "Frisson". O disco, produzido por Luís Oliveira, teve um relativo sucesso.

A Edisom lançou em 1990 o segundo álbum: "Raça Latina".

DISCOGRAFIA
Frisson (LP, Edisom, 1989)
Raça Latina (LP, Edisom, 1990)
NO RASTO DE ...

Cristina Feu participou num dos discos de Tó Neto. Participou também no programa Familia superstar da SIC.

Luis Oliveira chegou a trabalhar nos estúdios Namouche com Guilherme Inês e Zé da Ponte. Mais recentemente produziu trabalhos de Mafalda Arnauth e Mafalda Sachetti.

Pedro Abrantes trabalhou com nomes como Lena D’Água, Teresa Maiuko, Afonsinhos do condado, Karamuru, Paulo de Carvalho, Simone de Oliveira, Luís Represas, entre outros. Em 1993 foi compositor do tema "A cidade até ser dia", vencedor do Festival da Canção. É também professor de bateria.

Fernando Abrantes chegou a fazer uma digressão com os Kraftwerk. Está ligado aos estúdios MDL.

Informação retirada daqui

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Grupos Musicais dos Anos 80 - FM


Quinteto constituído por Fernando Rocha, Zé Manel Couto, Manuel Silva, Orlando Bandeira e Eduardo Rocha.

Através da Roda lançaram, em 1981, dois singles: o primeiro com os temas "Depois de Quinta"/"Logo Se Verá" e o segundo com os temas "Estou Farto" e "Gravatas Não". Na capa do segundo disco vem indicado "em Rock" a seguir ao nome do grupo.

Em 1982 lançaram o álbum "Procurem Na Sara" com os temas "Cheira a Lume", "C com L",  "Procurem Na Sara", "Comboio Azul",  "Ruínas Romanas",  "Impasse",  "Risco No Céu",  "Natcht",  "Chacais" e "Ressaca".

O grupo era formado, nesta altura, por Fernando Rocha (baixo, voz, vibrafone, orgão), Vasco António (piano, teclas), Orlando (bateria) e Eduardo Rocha (voz). O álbum contou com as colaborações de Zé Menezes (saxofone), Miguel (saxofone), Henrique Dias (trombone) e Jorge Salgado (flauta).

DISCOGRAFIA
Depois de Quinta/Logo Se Verá(Single, Roda, 1981)
Estou Farto/Gravatas Não (Single, Roda, 1981)

NO RASTO DE ...
Fernando Rocha é o proprietário da Editora Numérica e dos Aurastúdios de Paços de Brandão. Trânsito Local", o primeiro filme de Fernando Rocha contou com a participação de Rui Reininho, Paulo Carvalho, Antonio Victorino d' Almeida e Paulo Gonzo.

Biografia retirada daqui

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Grupos Musicais dos Anos 80 - Flávio com F de Folha


Grupo de São Bartolomeu de Messines, Algarve que se formou em 1988 com o objectivo de participar no Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vous.

O grupo era formado por Rui Santos (voz), Rui Farinha  (guitarra), Paulo Neto (baixo) e Henrique Silvestre (bateria).

Participaram no VI Concurso do RRV onde ficaram em 3º lugar. Também concorreram à II Mostra de Coimbra mas não foram apurados. Ficaram também em 2º lugar no Concurso Yamaha/MIT Mostra de Silves e no Aqui del Rock. 

Gravaram o teledisco de "Sonhos Automátivos para o programa "Pop Off". No início o grupo apresentava um som de guitarras semelhante a grupos britânicos como os Smiths nesta fase o grupo estava seduzido pelo som dos Stone Roses.

Em Agosto de 1991, Paulo Neto sai do grupo e Rui Santos passa a ocupar o baixo. Pouco tempo depois mudam de nome para Supernova. Um novo projecto em que a única ligação era o elemento humano. A vocalista passou a ser Sílvia Benedito (ex-Santo Vício). 

DISCOGRAFIA
Distorção Caleidoscópica (1992) - Sonhos Automáticos

Biografia retirada daqui

sábado, 3 de janeiro de 2015

Grupos Musicais dos Anos 80 - Filhos do Presidente


Os Filhos do Presidente eram um grupo formado por Armindo Lopes da Silva (saxofone), Delmar da Fonseca Gomes (guitarra/baixo), Luís Carlos Portugal Leal de Loureiro (teclas), Jorge Manuel Fidalgo (guitarra/baixo), Serafim Alfredo da Silva Espírito Santo (bateria) e Mário Adélio Amorim (trompete).

Em 1982 assinaram pela EMI e lançaram um single com os temas "Primavera Louca" (da autoria de Óscar Branco e Delmar) e "Rumba-Lá" da autoria de Armindo, Óscar Branco e Armindo.

DISCOGRAFIA
Primavera Louca/Rumba-Lá (Single, EMI, 1982)

NO RASTO DE ...
Óscar Branco tornou-se um humorista conceituado.
Armindo colaborou com os Martinis.

Biografia retirada daqui

sábado, 13 de dezembro de 2014

Grupos Musicais dos Anos 80 - Ferro e Fogo


A primeira actuação a sério dos Ferro & Fogo foi em Janeiro de 1978, no pavilhão do Beira Mar, em Aveiro, com os Tantra. O grupo era formado por João Carlos (voz; ex-Hosanna) e pelos ex-Plutónicos Necas (guitarra), Alfredo Azinheira (baixo) e Mário Rui (bateria).

Começam por fazer versões de bandas de hard-rock mas a partir de 79/80 passam a fazer originais.

Assinam com a Metro-Som e em 1981 é editado o single "Super Homem". O grupo era formado por Franjas, Alfredo, Necas, Carlos e João Carlos.

Em Fevereiro de 1982 sai um segundo single, com os temas "Santa Apolónia" e "Gaja Marada", e em Julho é editado o álbum "Vidas". Nesse ano fazem a primeira parte dos concertos dos Classix Nouveaux no Porto (Pavilhão Infante Sagres) e Lisboa (Pavilhão do Restelo).

Em Abril de 1984 foi editado, através da Discossete, o single "Oxalá". O grupo acaba por se desligar da editora pois tinha de pagar para ter discos. Entretanto compõem as bandas sonoras de várias peças de teatro infantil, entre as quais a peça "D. Quixote", exibida várias vezes na RTP.

Em 1986 deslocam-se ao estrangeiro para actuar para as comunidades portuguesas. Apresentam-se ao vivo em Bruxelas e em Roubaix (Norte de França).

Iniciam o circuito de bares e discotecas, por todo o país, fazendo "covers" e sendo especialmente conhecidos por fazerem versões de Iron Maiden e Whitesnake.

Em Janeiro de 1993 actuaram na "Dinofesta", organizada pelo jornal "BLITZ", conjuntamente com os UHF e Os Cavacos. A formação incluía João Carlos e Necas, quinze anos depois, e ainda Fernando Pinto da Costa (teclas), Xico Merg (guitarra), Paulo Caldas (bateria) e Paulo Ribeiro (baixo).

DISCOGRAFIA
Super Homem/Vai de Roda, Vem de Rock (Single, Metro-Som, 1981)
Santa Apolónia/Gaja Marada (Single, Metro-Som, 1982)
Vidas (LP, Metro-Som, 1982)
Oxalá/Homem das Mulheres (Single, Discossete, 1984)

NO RASTO DE...
O grupo continua bastante activo com João Carlos e Necas. Mantendo um repertório de "covers" de Rock.
João Carlos participou nos programas "Chuva de Estrelas", "Casa de Artistas", "Cantigas da Rua", entre outros.
Alfredo Azinheira fez parte do duo Nevada que venceu o Festival da Canção de 1987.

Biografia retirada daqui

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Grupos Musicais dos Anos 80 - FAS - Fantásticos Abridões da Selva

O Os F.A.S. (Fantásticos Abridões da Selva) formaram-se em Cascais na altura do 1º concurso de Musica Moderna do Rock Rendez-Vous.

O grupo era formado pelos ex-Popeline Beije Alexandre Correia (Guitarra) e João Barros (Viola-baixo) e pelos ex-Opera Nova Pedro Veiga (teclas, sequencer) e Luis Filipe (Beethoven).

O grupo ficou em 6º lugar no concurso do RRV por isso foram umas das bandas escolhidas para a compilação do RRV. A música que ficou registada, "Europeus Modernos", foi gravada em 22/04/1984, com produção de Manuel Cardoso (ex-Tantra).

O grupo acabaria pouco tempo depois. Como diz Alexandre Correia «estas bandas pioneiras tinham tendência a desaparecer porque a finalidade era mesmo o gozo que na altura existia em tocar e compor».

DISCOGRAFIA
Ao Vivo No Rock Rendez-Vous em 1984 (1984) - Europeus Modernos 

NO RASTO DE...
Beethoven é DJ. Em 2006 lançou com Carlos Maria Trindade um disco do ptojecto No DATA.

Biografia retirada daqui

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Grupos Musicais dos Anos 80 - Essa Entente


O grupo foi formado em 1984. O grupo de Paulo Riço (voz e guitarra, ex-Ezra Pound), Paulo Sousa (guitarra), Paulo Salgado (baixo) e Paulo Neto (bateria, ex-Spray, ex-Ocaso Épico) deu-se a conhecer através do 2º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vous onde venceram uma das eliminatórias.

O tema "La Féria", com produção de Nuno Rebelo, foi  incluído na compilação "Divergências" da Ama Romanta. 

"Festa Final", gravado em Junho de 1986, aparece na compilação "Sons e Temas do II CMM".

Concorrem ao III Concurso de Música Moderna do Rendez-Vous onde ficaram em 2º lugar, a 20 votos dos Rongwrong e com mais 28 do que os Seres.

O acordeonista Manuel Machado (ex-Ocaso Épico) entra para a banda em 1987.

O disco de estreia dos Essa  Entente, produzido por Manuel Faria,  foi editado em Maio de 1989. O álbum incluía temas como  "Festa Final", Distante Melodia", "Pets-de-Loup" e "Dança  Nua".

As gravações do segundo disco chegaram a ser anunciadas mas nunca concretizadas.

Em 1994 participaram no disco de homenagem a José Afonso  depois de vencerem o concurso organizado para escolher três dos grupos participantes no disco, os restantes tinham sido convidados.


DISCOGRAFIA
Essa Entente (LP, Polygram, 1989)
Dança Nua/Pets-de-Loup (Single, Polygram, 1989)

Colectâneas
Divergências (1986) - La Féria
Música Moderna Portuguesa Volume 2 (1986) - Festa Final
Festa da Cerveja, na Cervejaria Real Lusitana (1986) - O Que Quero É Mais Um Copo!
Os Filhos da Madrugada (1994) - Senhor Arcanjo

FORMAÇÃO
Paulo Riço (voz, guitarra acústica) 
Paulo Salgado (baixo) 
Paulo Sousa (guitarra)
Manuel Machado (acordeão, teclas)
Paulo Neto (bateria)

NO RASTO DE...
Paulo Salgado esteve nos Pop Dell'Arte. Actualmente trabalha na Vachier & Associados onde é manager de Camané e de outros artistas.
Paulo Sousa passou pelos Transeuntes e Komintern. Paulo Sousa entrou para os D' Age, em 1994. 
Paulo Neto tocou com os  K4 Quadrado Azul.
Manuel Machado, que antes dos Essa Entente tinha feito parte dos Ocaso Épico,  chegou a tocar numa das primeiras formações dos Angra de Budismo de Farinha.

Biografia retirada daqui

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Grupos Musicais dos Anos 80 - Entes Queridos


Em 1985 ficaram em 2º lugar no Festival nacional da Nova Música Rock e foram considerados banda revelação do ano e esperança de 1986.

Em 1986, com um novo vocalista, Lourenço Rocchi (ex-Culto da Ira), mudam de nome para Fado Colorado e concorrem ao 3º Concurso RRV. Os outros elementos eram Jorge Paxá (bateria), Hermínio Tavares (guitarra), Rogério Correia (baixo), Alfredo Allen (guitarra) e José Augusto (percussão).

Zé Augusto (voz), Herminio Tavares (guitarra), Rogério Paulo (baixo) e Jorge Costa (bateria) retomam a designação Ente Queridos e em 1987 gravam a k7 "Desta Vez Para Sempre...", editada pela portuense K7 xunga!(1).

Entre 1987 e 1988, Herminio Tavares toca com os GNR com quem grava o EP "Videomaria". Depois de 8 meses nos GNR  volta aos Entes Queridos.

Em 1990 gravam o teledisco de "A Bela Aurora" para o programa Pop Off. O grupo é um dos finalistas do Concurso Rock/Pepsi.

José Augusto Pereira (voz e teclas), Jorge Costa (bateria), João Alírio (baixo) e Hermínio Tavares (guitarra) gravam o álbum "Folhas Caídas", produzido pelo grupo e por Fernando Augusto Rocha, que é lançado pela MTM. Ricardo Nunes (Af Gang) participa nos coros e Pedro Abrunhosa (A Maquina do Som) toca contrabaixo no tema "Dentro do Jardim".

(1) A K7 Xunga também editou cassetes de Nihil Aut Morts e Mata Ratos.

DISCOGRAFIA
Folhas Caídas (LP, MTM, 1991)

NO RASTO DE...
O baixista Alfredo Allen (Fado Colorado) fez parte dos Terra Mar com quem gravou o disco "Não Me Sigas Na Calçada"(MTM, 1992).

Entes Queridos--Hermino--vocalista Zé Augusto saiu + Rogério do baixo para aguitarra--

Biografia retirada daqui

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Grupos Musicais dos Anos 80 - Ena Pá 2000


Naturais da Foz do Arelho, os cinco elementos dos Modess & Aderentes começaram por ensaiar numa garagem e por tocar nas discotecas da zona. Depois resolveram ir para Lisboa à procura da sorte. É em Lisboa que conhecem aquele que viria  a ser o sexto elemento do grupo. 

O grupo decide mudar de nome para Ena Pá 2000. Os seis elementos eram Lello Vilarinho (1) (voz, violoncelo, trompete e bandolim), Pão Diospiro (guitarra sintetizadora), Francis Ferrugem (percussão), Pepito Durex (saxofone, viola, trompa), Manuel Anão (contrabaixo) e Joselito Desirato (bateria).

 Concorrem ao 4º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vouz mas acabam por desistir depois de assinar contrato com a CBS.

Ainda em 1987 é editado o seu primeiro single com os temas "Telephone Call" e "Pão, Amor e Totobola". As músicas eram do grupo e as letras de Armindo Cerejeira, um poeta popular da sua terra.

Os espectáculos, organizados pelos Modess Aderentes, eram inesquecíveis. No jornal Blitz eram apresentados como um tipo com um funil na cabeça, a cantar canções como "Sexo na Banheira" ou "Mulheres Boas", e as Valquírias a mexer-se muito e a cantar pouco.

O álbum de estreia foi gravado em Março de 1989 (2) nos estúdios Tchá Tchá Tchá, com produção do próprio grupo e de Moz Carrapa. As misturas seriam feitas no ano seguinte. Após as recusas da Polygram e da EMI, o disco só seria editado no final de 1991, através da El Tatu. 

Em Dezembro de 1990 estrearam o palco do Johnny Guitar.

Em 1992 é editado "Enapália 2000" que é uma transposição "revista e aumentada" para CD do primeiro álbum do grupo. 

Manuel João Vieira é entrevistado na 100ª emissão do programa "Pop Off" que foi para o ar duas semanas antes do arranque da Sic e que uma jornalista do DN pensou tratar-se de uma televisão pirata.

O álbum "És Muita Linda" é editado em Novembro de 1994. O disco contou com a participação de Vitorino(3)e Janita Salomé ("Rap Alentejano"), Gimba, João Paulo Feliciano e Bernardo Sassetti.

Lançam o single "Doces Penetrações" em 1996. No ano seguinte é editado o álbum "Opus Gay" com uma capa inspirada nos clássicos da editora Deutsch Gramophone.

Em 1999 é editado o CD "2001 - Odisseia No Chaço".

Em Março de 2004 foi lançado o álbum "A Luta Continua!". No disco aparecem temas como "Mulher do Norte", o velhinho "Rosário", "Pudim" e "Tourada". Como convidado especial aparece o lendário guitarrista Filipe Mendes em virtude do anterior guitarrista ter ido para a China.

Em Abril de 2004 actuaram em Fundação de Serralves aquando da iniciativa "6=0 Homeostética - 48th Kavod Party", que durante dois dias fez uma retrospectiva dos Homeostéticos. Foi também lançado na ocasião o livro "Só Desisto se For Eleito" de Manuel João Vieira.

Em 2005 é editado um DVD com o concerto do dia 30 de Novembro de 2004, realizado no Paradise Garage, por ocasião dos 20 anos de existência do grupo.

(1) O líder do gupo, o carismático Manuel João Vieira, tem mudado de nome: Lello Vilarinho, Lello Marmelo, Lello Minsk, Lello Universal, Conégo Lello, Lello Orgasmo Carlos, etc... No disco de 1999 aparece citado como Lello Nimoi, na realidade Lelo Nimoid, só que uma gralha fez desaparecer o "d".  

«Eu acho que os nomes que um gajo arranja são como as marcas. Tu tens uma fábrica onde produzes vários produtos. Imagina que produzes detergente e lhe dás um nome. Não pode ser o mesmo nome que dás ao sabão. Mas imagina que és japonês e és extremamente diversificado em termos de produtos que podes fabricar. Também produzes carros. Vais ter que ter um outro nome e chamas a uma merda qualquer Omo e a outra chamas...É tudo a mesma coisa...» MJV/Clix

(2) Entretanto, alguns elementos do grupo fizeram parte dos Tina And The Top Ten, "the first portuguese "fake" american band. O grupo era composto por Dr. Top, Tina Costa, Louis Desirat, The baron, Johny Money e Plastic Mimi e Cosmic Rita, nos coros.

(3) Em 1983, Manuel João e os primos  "participaram" no disco "Flor de La Mar" de Vitorino. Nessa altura ainda se chamavam Banda Almôndega (no início dos anos 80 contava com Manuel João Vieira e Vitorino). MJV fez arranjos para bandolim nesse disco. Ainda antes dos Ena Pá 2000, o seu primo João Lucas tocava acordeão e ele tocava bandolim e acompanhavam a banda do Vitorino.

DISCOGRAFIA
Telephone Call/Pão, Amor e Totobola (Single, CBS, 1987)
Projecto Ena Pá 2000 Project! (EP, El Tatu, 1991)
Enapália 2000 (CD, El Tatu, 1992)
És Muita Linda (CD, Discossete, 1994)
Doces Penetrações (Single, Discossete, 1996)
Opus Gay (CD, Discossete, 1997)
2001 - Odisseia no Chaço (CD, CD7, 1999)
A Luta Continua! (CD, Zona Música, 2004)

Colectâneas
Johnny Guitar (1993) - Hon Hin Hon

COMENTARIOS
«[Os Ena Pá 2000] Formaram-se a partir de pessoal do Campo de Ourique. Encontrávamo-nos nesse bairro, íamos a casa uns dos outros, bebíamos umas cervejas, fumávamos um charro e o que nós gostávamos realmente era de pegar numa guitarra e começar a inventar disparates. Compunham a banda o Eduardo Cunha que saiu entretanto, o Francisco Ferro, o Jóni, eu, o Manuel Duarte e a Mimi. O José Luís (baterista) veio depois. Nasceu como um grupo de bairro basicamente.» MJV/Musicoesfera 16.11.2004

Virtuosos tocadores e malabaristas de palco com largos anos de experiência no ramo, proporcionam momentos inesquecíveis com agradáveis subtilezas linguísticas e semânticas num jogo em que todos são convidados a entrar. Uma banda aparentemente vulgar que de vulgar não tem nada, as duas valquirias indicam o caminho a seguir ao longo da travessia pouco católica do Cónego Lello, também vulgarmente conhecido, no seio e nos seios das artes plásticas por Manuel João. "...Manuel João, cultiva o jardim secreto da pintura, aparecendo publicamente como líder e vocalista dos grupos rock Ena Pá 2000 e Irmãos Catita. Prima pelo ecletismo e irreverência, não conseguindo esconder porém a grande cultura musical nos temas que (des)constrói para as suas bandas..."

Cada disco dos Ena Pá 2002 é um grito no deserto, infelizmente não há ninguém que os oiça. LN/NM

[sou sempre eu e o Fernando Brito] mas há excepções. Há músicas que foram feitas colectivamente, uma ou duas foram feitas pelo Francisco Ferro, há até algumas que são da altura do João Lucas, mas de uma maneira geral são da parceria com o Brito. MJV/PJ

O Movimento Homeostético surgiu há duas décadas para propor que os artistas se auto-organizassem em relação aos modos de exposição e ao mercado e, hoje, dizem os fundadores, o "verdadeiro espírito do grupo é o da espontaneidade forçada". O movimento acabou por desaparecer em 1987 porque, explicou Manuel João Vieira ao PÚBLICO, "alguns artistas viram as exposições realizadas como tentativas de promoção individual em vez de se sobrepor a dinâmica de grupo". Além disso, acrescentou, hoje não é possível repetir a fase pós-revolucionária e pré-CEE. 

O tempo voltou mesmo para trás. Tal como em 1986, depois da abertura na Sociedade Nacional de Belas Artes da quinta e última exposição homeostética, "Continentes" - com trabalhos de humor irónico e irreverente de Fernando Brito, Ivo, Manuel João Vieira, Pedro Portugal, Pedro Proença e Xana, de 1982 a 1987 -, os Ena Pá 2000 atacaram o palco. 

À excepção do vocalista Manuel João Vieira, os Ena Pá não vestem a camisa homeostética mas têm tatuada a filosofia anti-banalidade. Os dez membros da banda de Oeiras - veio da mesma fornada dos Pop Dell'Arte, Essa Entente e Linha Geral - têm mais de 40 anos, mas parecem os mesmos "putos irreverentes". 

Nuno Passos / Público / 26.04.2004

«Havia uma ligação [com os Pop dell'arte e a Ama Romanta de João Peste] no sentido em que nós conhecíamos o trabalho deles. Éramos conhecidos de Campo de Ourique e tínhamos uma relação algo formal. Dizíamos olá mas nunca participámos num projecto comum.» MJV/Clix

EXTRA
Francisco Ferro = Francisco Xavier = Francis Ferrugem = Rei Bonga = Ray Bonga = Chiquito [Percussão, Congas]
Manuel João Vieira = Lello [voz]
Luís Desirat = Zé Liquido Rato = Zélito = Joselito Desirato [bateria]
Pedro Rijo = Pepe Mijo = Pepito Durex
Manuel Duarte = Manuel Anão = Escaravelho da Foz do Arelho = Nelo Vilarinho = Manuel A**as = Manel do Baixo [baixo]
João Santos = Juanito Porkys del Mar = Joni Pórkinho - Pão Diospiro [guitarra]

NO RASTO DE...
Os Irmãos Catita lançaram os discos "Very Sentimental" e "Mundo Catita".  A solo, Manuel João lançou o disco "Corações de Atum", sob a designação Lello Minsk & Shegundo Galarza.
Manuel João foi candidato à Presidência da República e à Camâra Municipal de Lisboa. É pintor.
Francisco Ferro é designer.
Manuel Duarte é Engº Agrónomo.
Luís Desirat tem vários projectos de música improvisada.
Eduardo Cunha - guitarra dos Ena pá 2000 
MD Os projectos embrionários dos irmãos catita Lello e Nelo (Irmãos Paralelos) actuavam em concertos.
Os Roxigénio com Filipe Mendes fizeram a 1ª parte do "merda concerto" dos Ena Pá 2000 no Pavilhão Carlos Lopes.
Vieira++João Lucas++Manuel Duarte++F. Ferro

Biografia retirada daqui

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Grupos Musicais dos Anos 80 - Emílio e a Tribo do Rum


Grupo de rockabilly formado em Lisboa no início de 1985. Actuam com bastante sucesso no audiovisual, no Fórum Picoas e no dia de Natal no RRV. O grupo era formado pelo guitarrista João, pelo vocalista Jorge Bruto, pelo guitarrista Pinela (que tinha tocado numa das primeiras formações dos Mata-Ratos) e pelo baterista Tó (António Forte).

Miguel Liberato (baterista) entra em meados de 1987 para substituir Tó.

Em Maio de 1988 os elementos do grupo diziam ao Jornal SE7E que "Ser Emílio era estar em todas". Há dois anos que andavam nisso e quase toda a malta nova os conhecia, principalmente na zona de Alvalade "onde paravam para tomar bicas".

O grupo já tinha vários êxitos como "Cadillac El Dorado", "Pernas", "Elvis, Elvis", "One Of This Days" e "Brand New Cadillac".

Nessa altura só pecavam as vozes o que foi corrigido com a entrada de Nazaré e Annie para os coros.

Jorge Bruto (vocalista, 23 anos), Johnny (guitarista, 20 anos, o único que estava desde o início do grupo), Eduardo (baixista com o 4º ano do conservatório em violoncelo clássico, 24 anos) e Miguel Liberato (baterista, 21 anos) eram a formação do grupo.

Ao vivo tocaram no Rock Rendez Vous, Manobras de Maio, Santiago do Cacém, Santarém e Porto. Os temas do grupo iam sendo divulgados em alguns programas de rádio mas o grupo nunca chegou a gravar.

Acabaram inesperadamente em Outubro de 1988. Jorge Bruto, Pinela e Nazaré formaram, ainda nesse ano, os Capitão Fantasma.

Em 1999 chegou a ser anunciada, mas não concretizada, a edição de um disco de vinil 10' que iria incluir temas gravados ao vivo em várias salas de espectáculos.

COMENTÁRIOS

Banda de Lisboa que apenas pecou por não deixar registo sonoro. Fica a memória de excelentes concertos e algumas maquetes muito bem guardadas por quem a elas teve acesso. Foi para muitos o ponto de arranque para formar uma banda. Com boas letras em português, o som era uma espécie de 50’s Rock n’Roll com influências bem marcadas de Blues, mas já com a presença de riffs de puro Rockabilly. Tinham como particularidade um dueto de backing vocals femininas. Terminaram em 1988, acabando Jorge Bruto (voz) e Pinela (baixo) por formar mais tarde os Capitão Fantasma. (Underworld Magazine, 2006)
 

NO RASTO DE ...

Os Capitão Fantasma eram formados por 3 ETR e por Manolo (ex-Crise Total).

António Forte tocou com os Osso Exótico. Trabalhou na produtora de televisão Latina Europa onde colaborou em programas como "Ícaro" e "Pop-Off"

Biografia retirada daqui