quinta-feira, 14 de maio de 2026
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Astonishing Urbana Fall
1996 Jan. - Formam-se no Porto, dedicando parte do seu trabalho à procura de um som rock bastante experimentalista.
Jul. - Atuam nos festivais de Paredes de Coura e de Vilar de Mouros.
1997 Fev. - Estreiam o catálogo da editora independente portuense "Deixe de Ser Duro de Ouvido", com o CD Acetaminophen EP, apresentado em concertos no Meia Cave (Porto), Discoteca States (Coimbra), Marquês Rock Clube (Lisboa) e Bar da ESAP (Porto).
Mar. - Interpretam a faixa «Us And Them» na compilação "Deixe de Ser Duro de Ouvido" - Vol 2. Atuam na noite de entrega dos prémios Blitz-96, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
Artur Ribeiro
Artur Joaquim de Almeida Ribeiro nasceu no Porto a 4 de Agosto de 1924 e popularizou-se durante a década de 50 como intérprete, mas principalmente como autor de letras para as canções de sucesso interpretadas por nomes como Rui de Mascarenhas, Francisco José, Max, Simone de Oliveira e Amália Rodrigues. Foi o criador de grandes canções, entre as quais se contam «Nem às Paredes Confesso», «Rosinha dos Limões», «Bate o Pé», «Os Pauliteiros do Douro» e «Lisboa».
Mais tarde, entrou para a Emissora Nacional, onde se manteve até 25 de Abril de 1974. Os seus versos foram musicados pelos principais compositores desse período - Tavares Belo, Nóbrega e Sousa, José Maria Antunes, Ferrer Trindade e Jorge Machado. Desenvolveu igualmente uma carreira reconhecida com particular intensidade no mercado espanhol, país onde participou em diversos espectáculos televisivos, nomeadamente «As Noites de Sábado».
Até ao início dos anos 80, continuou a cantar regularmente numa casa de fados de Lisboa - a Taverna d' El Rey, em Alfama - antes de ser atingido por uma doença nervosa de origem hereditária, da qual viria a falecer.
Artur Paredes
Artur Paredes foi um guitarrista genial, «o génio revolucionário da guitarra coimbrã». Muitos julgarão que a guitarra de Coimbra tenha começado com ele, mas não é bem assim. Seu pai - Gonçalo Rodrigues Paredes, que se formou na Universidade em 1912, - e seu tio, - Manuel Paredes - foram seus antecessores na arte difícil de tocar guitarra.
Artur Paredes foi, assim, o continuador de uma tradição familiar. Tradição familiar, aliás, cujo testemunho passou a seu filho - Carlos Paredes - outro genial guitarrista. Segundo Nelson Correia Borges, Artur Paredes foi o grande fenómeno da guitarra de Coimbra, afastando-a definitivamente da sua irmã de Lisboa, introduzindo-lhe características que melhor se coadunavam com o estilo coimbrão, designadamente o formato da caixa harmónica.
Desenvolveu uma técnica insuperável de que foi herdeiro seu filho, Carlos Paredes. Introduziu nas suas «variações» a música popular, com predominância da música «futrica» de Coimbra, com extraordinário virtuosismo. Ninguém como ele toca a «Balada de Coimbra», que passou a encerrar todas as serenatas.
Paredes nunca cursou a Universidade, embora a Academia o considerasse como um membro seu. De sua profissão empregado bancário, Artur Paredes participou em muitos saraus da Tuna e do Orfeão, até ir residir para Lisboa em 1934. Em Agosto e Setembro de 1925, Artur Paredes deslocou-se ao Brasil, como «artista adjunto» da Tuna Académica. Mas para que todos os astros se conjugassem para produzir a geração de oiro do fado de Coimbra, Artur Paredes foi contemporâneo de cantores e autores como Edmundo Bettencourt, António Menano, Paradela de Oliveira, Lucas Junot e Armando Goes. Artur Paredes, como já foi referido, não se limitou a ser um genial guitarrista e um excelente compositor - ele deu à guitarra coimbrã novas sonoridades, através de uma investigação persistente e sistemática, apoiada por uma outra geração de grandes artistas na construção de guitarras, a família Grácio. Sobretudo com Edmundo Bettencourt (que, segundo o Luiz Goes me confessou, Paredes preferia a qualquer um dos outros cantores da sua geração), Artur Paredes teve intensa colaboração, aliás registada em discos admiráveis, embora gravados com as condições técnicas disponíveis nos anos 20 e 30. E que, Artur Paredes, não só reinventou e renovou a guitarra coimbrã, não só criou admiráveis composições, como também reconstruiu a arte de acompanhar as vozes dos cantores de forma sublime.
Os seus acompanhamentos, as introduções aos fados, a dinâmica, o clima, as atmosferas musicais com que envolvia o apoio instrumental às vozes dos cantores, constituíram uma extraordinária mais valia, que aliás fez escola em guitarristas que lhe sucederam, como foi o caso de António Brojo e António Portugal. Uma noite, numa república de Coimbra (já não me lembro qual, nem do ano, mas terá sido em finais dos anos 50) tive a honra de assistir e de participar, tocando guitarra, numa sessão única e ímpar: Artur Paredes, acompanhado de seu filho Carlos Paredes, e do seu viola de muitos anos, o excelente Arménio Silva. Foi um deslumbramento! Mas foi, também, a demonstração de que o Génio não gostava de repartir ou partilhar a sua arte com mais ninguém, mesmo que se tratasse do seu filho Carlos, à altura já um genial guitarrista. A verdade é que, nessa noite, Carlos Paredes se limitou a acompanhar o seu pai, sem direito a exibir o seu virtuosismo...
José Niza
Artur Garcia
Artur Garcia da Silva nasceu em Lisboa, no Bairro de Alcântara, a 15 de Abril de 1937. Começou a cantar aos 14 anos, como amador, e cedo passou ao profissionalismo, com muito boa aceitação por parte do público. No entanto, durante o dia mantinha-se como empregado dos armazéns Eduardo Martins, onde tinha uma série de colegas muito interessados pela rádio. Alguns deles conduziram Artur ao Centro de Preparação de Artistas da Rádio, que funcionava na Casa das Beiras, junto ao Largo de S. Domingos. Após prestar provas, Artur Garcia passou a ser considerado um dos cantores principais de uma nova geração que também incluía Maria de Fátima Bravo, Madalena Iglésias e Simone de Oliveira.
Artur Garcia passou, aliás, a ser conhecido como «O Rouxinol», em parte devido às suas aptidões vocais, e em parte porque a sua estreia ocorreu com a interpretação do tema «Rouxinol dos Meus Amores», de Luís Mariano. Após cumprido o serviço militar, veio finalmente a consagração profissional, e surgiu na televisão a interpretar teatro e opereta. Apresentou-se em programas de variedades e fez revista nos teatros Maria Vitória e ABC, nomeadamente nas revistas "Sete Colinas", "Todos ao Mesmo" e "Frangas na Grelha". Em 1964 esteve presente no I Grande Prémio TV (que antecedeu o Festival RTP da Canção) com duas canções que ali foi interpretar. No ano seguinte alcançou o segundo lugar com o tema «Amor».
Em 1966, numa votação paralela organizada pela imprensa, o público elegeu a sua canção «Porta Secreta». Venceu o primeiro prémio do Festival da Figueira da Foz, em 1968, e o primeiro prémio do Festival de Aranda de Duero, em 1967. No mesmo ano foi eleito Rei da Rádio, após ter ficado em segundo lugar duas vezes consecutivas, e recebeu o Prémio da Imprensa em Moçambique.
Por votação pública, em 1968 voltou a ser eleito Rei da Rádio, e em 1969 o Príncipe do Espectáculo. Nos anos 60 fez diversas digressões na Guiné, Angola e Moçambique para as Forças Armadas Portuguesas. Atuou também em Espanha, França, Itália, Inglaterra, Canadá, Estados Unidos, Bermudas, Brasil e índia. Em diversas ocasiões, cantou ao lado de Júlio Iglésias, Carmen Sevilla, Rafael ou Sylvie Vartan. «Como o Tempo Passa», «A Menina Triste», «Bom Dia», «Sonhando Con-tigo», «Olhos de Velu-do», «O Homem do Leme» e «A Cidade ao Sol» são algumas das principais canções de Artur Garcia, provavelmente o mais premiado dos cantores portugueses da sua geração.
sexta-feira, 20 de março de 2026
Anúncio Coca-Cola - Sensação de Viver
A história da Coca-Cola começa no final do século XIX, nos Estados Unidos, e tornou-se um dos maiores exemplos de sucesso no mundo das marcas.
A bebida foi criada em 1886 pelo farmacêutico John Stith Pemberton, na cidade de Atlanta. Inicialmente, a Coca-Cola era vendida como um tónico medicinal numa farmácia local, sendo anunciada como uma bebida capaz de aliviar o cansaço e melhorar o bem-estar. A mistura original incluía extratos de folhas de coca e nozes de cola, o que deu origem ao nome “Coca-Cola”.
O nome e o famoso logótipo foram criados por Frank Mason Robinson, contador de Pemberton, que também foi responsável pela caligrafia icónica que ainda hoje caracteriza a marca.
Após a morte de Pemberton, o empresário Asa Griggs Candler adquiriu os direitos da fórmula e transformou a bebida num negócio de grande escala. Foi ele quem investiu fortemente em publicidade e distribuição, ajudando a Coca-Cola a ganhar popularidade em todo o território americano.
Um dos momentos mais importantes da história da marca ocorreu em 1899, quando foi assinado o primeiro acordo para engarrafamento da bebida, permitindo que a Coca-Cola fosse vendida fora das fontes de soda. Poucos anos depois, em 1915, foi criada a famosa garrafa de vidro com formato curvilíneo, pensada para ser reconhecida ao toque ou mesmo no escuro.
Ao longo do século XX, a Coca-Cola expandiu-se internacionalmente, tornando-se um símbolo da cultura americana e da globalização. A marca esteve presente em eventos históricos e momentos marcantes, incluindo a sua distribuição às tropas durante a Segunda Guerra Mundial, o que ajudou a consolidar a sua presença em vários países.
A empresa responsável pela marca, a The Coca-Cola Company, continuou a inovar ao longo das décadas, lançando novos produtos, como versões sem açúcar e outras bebidas. A marca também se destacou por campanhas publicitárias memoráveis, associadas a valores como felicidade, partilha e união — incluindo iniciativas globais como “Open Happiness” e “Taste the Feeling”.
Hoje, a Coca-Cola é uma das marcas mais reconhecidas do mundo, vendida em praticamente todos os países. Mais do que um simples refrigerante, tornou-se um ícone cultural que atravessa gerações, mantendo-se relevante através da sua capacidade de adaptação e da forte ligação emocional com os consumidores.
Anúncio Carlsberg
A história da Carlsberg começa em 1847, na cidade de Copenhaga, quando o cervejeiro J.C. Jacobsen fundou a sua fábrica de cerveja com o objetivo de produzir uma bebida de elevada qualidade e consistência.
O nome “Carlsberg” tem um significado especial: “Carl” vem do nome do filho do fundador, Carl Jacobsen, e “berg” significa “colina” em dinamarquês, referindo-se ao local onde a cervejaria foi construída.
Desde o início, a Carlsberg destacou-se pela sua aposta na ciência e na inovação. Em 1875, J.C. Jacobsen criou o Carlsberg Laboratory, um centro de investigação dedicado ao estudo da fermentação e da produção de cerveja. Foi neste laboratório que, em 1883, o cientista Emil Christian Hansen conseguiu isolar uma cultura pura de levedura, conhecida como Saccharomyces carlsbergensis, um avanço revolucionário que permitiu melhorar a qualidade e a consistência da cerveja em todo o mundo.
Ao longo do final do século XIX e início do século XX, a Carlsberg expandiu-se internacionalmente, tornando-se uma das marcas de cerveja mais reconhecidas globalmente. A empresa também ficou conhecida pelo seu compromisso com a ciência, apoiando diversas áreas de investigação através da Carlsberg Foundation, criada pelo próprio fundador.
Durante o século XX, a Carlsberg continuou a crescer através de parcerias, aquisições e inovação nos seus produtos. Tornou-se especialmente popular na Europa e, mais tarde, em mercados internacionais, incluindo a Portugal, onde a marca é amplamente consumida.
Hoje, a Carlsberg é uma das maiores cervejeiras do mundo, presente em dezenas de países. Mais do que uma simples marca de cerveja, representa uma combinação de tradição, ciência e inovação, mantendo o lema que a tornou famosa: “Provavelmente a melhor cerveja do mundo”.




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