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sexta-feira, 20 de maio de 2022

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Tom Hanks

É o porta-estandarte da sua geração. O mais completo actor a surgir nos últimos vinte ano, Tom Hanks começou por ser um improvável comediante. Foi quando encontrou o seu lugar certo no cinema dramático da década de 90 que se consagrou definitivamente junto do público e da critica.
Uma carreira que começou em 1980 no universo da comédia. No final da década, Tom Hanks já era um dos nomes consagrados de comédia com papeis em Splash e Big, este último valendo-lhe a primeira nomeação ao óscar. Em 1990 surge a primeira tentativa para Hanks entrar num projecto "sério" mas The Bonfire of Vanities é um tremendo fracaso. Depois de um breve regresso à comédia (Sleepless in Seatle) surge o primeiro grande papel dramático na sua carreira. Em Philadelphia, Hanks vive um homossexual infectado com SIDA que parte numa cruzada contra todos aqueles que o ostracizaram devido à sua doença. O desempenho é assombroso e o actor conquista o seu primeiro óscar. Mas em 1994 Hanks supera-se assinando o seu melhor desempenho de sempre em Forrest Gump. O americano mais idiota da história é também o papel que confirma definitivamente Hanks como um actor de excelência. Sem grandes surpresas, o recorde de Spencer Tracy é igualada e Hanks leva o seu segundo óscar. Há quem diga mesmo que uma dupla conquista tão cedo o impediu de ganhar mais prémios nos anos seguintes. Prémios esses que teriam sido merecidos.
No ano seguinte está no premiado Apollo 13, voltando a exibir-se a bom nivel e em 1998 volta a ser nomeado por Saving Private Ryan, filme que marca a sua primeira colaboração com Steven Spielberg. A derrota para Roberto Benigni prova que a Academia não estava preparada para fazer dele o actor com mais óscares da história, e depois de nova parceria com Meg Ryan em You´ve Got Mail, há Green Mile e Cast Away, dois aplaudidos trabalhos que provam que Hanks continua em excelene forma. Surge então Band of Brothers, a estreia de Hanks na produção televisiva e Road to Perdition, o seu maior flop de carreira. Ainda em 2002 é o secundário perfeito em Catch Me If You Can - terceira colaboração com Spielberg - que retoma em 2004 no magnifico The Terminal. Nesse ano trabalha ainda com os Coen em The Ladykillers e faz parte do projecto pioneiro de Robert Zemeckis The Polar Express. Entretanto assina contracto para viver uma das mais desejadas personagens dos últimos ano, Harry Langdon, estando prestes a estrear The Da Vinci Code, onde assina o seu segundo filme com Ron Howard. Como actor e produtor a sua carreira está repleta de sucessos e o céu é o limite para Tom Hanks, um actor para todas as geraçóes.

terça-feira, 17 de maio de 2022

Lindsay Lohan




Parece ridiculo mas a curta carreira desta actriz tem-se pautado por polémicas deste género. Quando não são os polémicos seios de Lohan, é a sua guerra com Hillary Duff, ou então o seu mau génio.
A verdade é que o titulo de "teen queen" parece ser seu, mas será isso o mais importante numa carreira de uma actriz que até hoje ainda não conseguiu um único papel de destaque? 
Parece que sim...

Lindsay Lohan. Quem é? Como é que num curtissimo espaço de tempo saltou para a ribalta? E mais. Como é que uma jovem de 17 anos já causou tantos problemas e sobressaltos por Beverly Hills e zonas em redor? Para uns é um verdadeiro mistério. Para outros a explicação é bem fácil. Mas vamos por partes.

Lohan nasceu a 2 de Julho de 1986 em Nova Iorque. Tal como Kirsten Dunst, com quem se cruzou num anúncio, aos 3 anos tornou-se numa modelo de anúncios da Ford. E assim foi nos seus primeiros anos de vida. Só em 1994, com 8 anos, é que conseguiu estrear-se como actriz num telefilme de nome Another World.
A Disney propôs-lhe um contracto de três anos que a jovem aceitou de imediato que lhe valeu dar a vida a duas gémeas na divertida comédia Parent Trap. O filme foi um enorme sucesso e a jovem venceu vários prémios. Terá sido aqui, comentam alguns, que a fama começou a subir à cabeça da jovem. Ainda estávamos em 1998.


No ano seguinte recusou entrar em The Inspector Gadget mas apostou então em tele-filmes. Por essa altura Lohan tinha trocado a representação pela música, à qual se dedicou quase por inteiro até 2002, sem grande sucesso no entanto. Com 16 anos, em 2002, voltou a atacar a interpretação. O seu desejo era suplantar em fama Britney Spears, da qual era fã, mas para isso era preciso fazer filmes rentáveis e que chegassem a um público jovem.
Curiosamente foi nesta altura que começou a guerra civil entre ela e Hillary Duff. O motivo? Aaron Carter, o cantor pop, que namorava com Lohan mas que preferiu Duff, à altura uma estrela em emergência, um ano mais nova que a namorada
A guerra entre ambas nunca mais parou chegando mesmo a momentos com troca de insultos gratuitos! 


Em 2003 a Disney deu-lhe o papel de destaque em Freaky Friday, um remake de um clássico da companhia ao lado da estrela Jamie Lee Curtis. Lohan esteve muito bem, venceu alguns prémios pelo seu desempenho e mostrou que tinha voltado para ficar. No ano seguinte mais um filme Disney, Confessions of a Teanage Drama Queen e de novo sucesso a todos os niveis. Por esta altura Lohan começou a declarar-se "teen queen" e de facto a sua legião de fãs atingiu numeros inesperados. Mas a guerra entre ela e Duff alastrou-se ao grupo de fãs e a polémica estalou. Numa festa em Los Angeles, no início do ano, Lohan foi apanhada em fotografias com uma diferença brutal ao que se lhe conhecia: o tamanho dos seios. 


As fãs de Duff colocaram logo a hipótese de operação, algo que Lohan desesperadamente quereria fazer para ultrapassar as dimensões da rival. Por sua vez as defensoras de Lohan clamaram por justiça, apontando as imagens (são mais do que uma) como montagens e declarando pura e simplesmente que com 17 anos uma rapariga ainda cresce fisicamente.
A verdade é que a própria Duff confessou não precisar de fazer operações, numa súbtil provocação, enquanto que médicos especialistas dizem não haver dúvidas. Lohan não terá mesmo resistido ao tamanho, que afinal nas mulheres também parece contar.


Contudo a festa aparentemente não terminou por aqui. Irritada com tudo isso, na apresentação dos Teenage Movie Awards, Lohan foi confundida por um fã com Duff, e quando comparada com o facto quase que agrediu o jovem. Vieram então à baila as suas mudanças de humor, desde a rasgar roupas quando chateada, a insultar colegas e membros da equipa de produção nos filmes, até ao celebre caso em que se foi "oferecer" a Colin Farrel que recusou (rumores dizem que Farrell não recusou, apesar dos mais de 10 anos de diferença de idades, mas que a abandonou logo depois de terem estado juntos levando-a ao desespero). Como resultado não terá saído da sua roullete durante dois dias inteiros. Para gáudio dos seus detractores, imagens de uma Lohan enrugada e a mostrar os seios operados num foto de paparazzi - algo que a sua rival Duff nunca faria, dizem os fãs - terão arruinado ainda mais a sua reputação.

Foi Mean Girls, o filme da Disney para 2004 que colocou um pouco a balança equilibrada de novo. Lohan tinha passado uns meses dificies em termos de publicidade negativa - se é que a há - mas as criticas e os resultados da bilheteira do filme pareceram não se terem ressentido do que se passava na sua esfera privada. Como aliás deve acontecer!
O ano de 2004 parece continuar a correr-lhe bem. Foi a mais jovem apresentadora de uma entrega de prémios da MTV, tendo sido a primeira apresentadora a vencer.

Para o futuro Lohan parece querer apostar ainda no filão das comédias para adolescentes. Afinal é uma área onde se sente bem à vontade, e é também o campo de batalha da sua guerra pessoal. 
A Lohan é acreditado algum talento, até mesmo pela critica mais dura de Nova Iorque! Só que com uma vida privada destas, com tanto escândalo em apenas dois anos (a actriz ainda não fez 18 anos), é preciso muito talento para conseguir sair por cima. Resta à mesma e aos seus fãs acreditar que ela pode ser uma nova Elizabeth Taylor em vez de acabar como, por exemplo, Drew Barrymore.

Al Pacino




É um dos maiores actores vivos. Tem uma carreira de mais de quarenta anos recheada de grandes filmes e notáveis interpretações. Ao lado de nomes como Jack Nicholson, Robert Redford e Dustin Hoffman ajudou a consolidar toda uma nova geração de talentosos actores. Foi tanto policia como ladrão, mas acabaria por ser no sub-mundo da mafia italo-americana que se celebrizaria para todo o sempre...

Nascido a 25 de Abril de 1940 no bairro do Bronx em Nova Iorque, Alfredo James Pacino tornou-se num dos maiores icones do cinema mundial. No entanto toda a sua vida foi pautada por altos e baixos.

Filho de pais divorciados, o jovem Alfredo cresceu viciado no cinema noir e de gangsters que enchia as salas de cinema do sul do Bronx. Péssimo aluno, Pacino confessaria mais tarde que a única coisa que lhe dava verdadeiro prazer na escola eram as peças de teatro que de vez em quando eram organizadas. Aí destacava-se dos demais pelo seu empenho e dedicação. No final da adolescência Pacino entrou em várias depressões e viveu durante alguns anos sem posses nenhumas, tendo de pedir dinheiro emprestado para pagar os bilhetes de autocarro até às audições. Foi em 1966 que deu o primeiro salto na sua carreira ao entrar na prestigiada Actor´s Studio School of Drama and Representation. Tendo aulas com Lee Strasberg, o jovem Pacino desenvolveu a sua arte dramática a tal ponto que em dois anos seria distinguido com um Obie e um Tony, prémios de representação teatral. A sua estreia no cinema chegou em 1969 no filme Me, Nataly, seguindo-se em 1971 um curto desempenho em The Panic in Needle Park. O ano seguinte marcaria para sempre o cinema e a vida do jovem Al Pacino.


No inicio de 1972 foi ao casting do filme The Godfather. Para o papel de Michael Corleone concorreu aquela que viria a ser a nata da representação dos anos seguintes: Jack Nicholson, Robert Redford, Warren Beatty, Robert de Niro e...Al Pacino. O realizador do filme Francis Ford Copolla apaixonou-se pela frieza e garra do jovem italo-americano que não hesitou em oferecer-lhe o papel. Contra a vontade do estúdio e dos produtores que queriam um nome forte para contracenar com o mito Marlon Brando. Só que quando o filme estreou as criticas desapareceram. Pacino foi notável, subtil e chegou mesmo a ofuscar Brando em algumas cenas. E se Marlon Brando acabaria por ganhar o seu segundo óscar, já Al Pacino ganharia a sua primeira nomeação para os óscares, como melhor actor secundário, um prémio justo, apesar de muitos pensarem que ele deveria ter sido nomeado mas como principal.


Os anos a seguir a The Godfaher seriam os mais dourados da sua carreira. Em 1973 protagonizou Serpico, um poderoso drama que lhe valeu a primeira nomeação para melhor actor nos óscares. Nomeação que repetiria nos dois anos seguintes. Primeiro em 1974 pelo seu notável desempenho como Michael Corleone na sequela de The Godfather. Apesar de muitos terem previsto uma vitória fácil, Pacino seria batido por Art Carney. Mesmo assim foi um desempenho de uma vida, algo notável para quem contava apenas com 34 anos. Em 1975 mais um grande desempenho e uma nomeação sem triunfo por Dog Day Afternoon. Al Pacino era agora um dos nomes mais fortes da interpretação norte-americana.


Depois de dois anos menos conseguidos, o grande Al Pacino voltou a surgir em 1979 no filme And Justice For All onde começa a dar sinais de uma maturidade extremamente precoce. Pelo filme conquistou a sua quinta nomeação ao óscar, quinta sem vencer. Começava já a falar-se abertamente em injustiça. 
Os anos 80 não seriam parecidos, nem de longe nem de perto, com o que Pacino conseguiu na década de 70. Filmes como Cruising e Author! Author! foram fracassos tal como Revolution, filme sobre a revolução americana. Nesse filme Pacino ficaria gravemente doente e demoraria algum tempo a recuperar. Desse periodo salva-se Scarface, o remake de Brian de Palma do sucesso de Howard Hawks. O facto da critica ter considerado Revolution um dos piores filmes de sempre acabou por contribuir para um afastamento de Pacino em relação a Hollywood. A actor voltou ao teatro e aí se manteve até ao seu regresso em 1989, dando inicio a uma terceira fase da sua carreira.


Sea of Love, filme de 1989, marcou o seu regresso ao cinema e a papeis mais duros mas ao mesmo tempo mais dramáticos do que o público estava habituado a ver. Ao mesmo tempo Al Pacino voltava a viver, pela terceira e última vez, a personagem que o tornou famoso, Michael Corleone, no último capitulo da saga The Godfather. O filme ajudou a recolocar Pacino em alta, e a comédia Dick Tracy, que rodou no ano seguinte, confirmou que o grande actor tinha voltado diferente do seu curto interregno. O seu desempenho valeu-lhe mais uma nomeação, a sua sexta.
Em 1991 Pacino mostraria a sua face mais romantica no tocante Frankie and Johnny, mas seria 1992 o grande ano da sua carreira. Para além de ter protagonizado Glengarry Glenn Rose, filme escrito e dirigido por David Mamet, o já veterano Al Pacino venceu finalmente o óscar para melhor actor. Foi à setima nomeação. O filme, Scent of a Woman abriu-lhe a oportunidade para dar um dos seus melhores desempenhos de sempre como veterano do exército, cego, e com vontade de viver o seu último fim de semana à grande, isto antes de se suicidar. A quimica que criou com o jovem Chris O´Donnell e a sua garra e força convenceram finalmente os seus pares a premiá-lo. Isso num ano em que tinha sido nomeado também como secundário pelo seu desempenho no filme de Mamet, um feito que até hoje só 7 actores conseguiram.


A partir daí Al Pacino deixou de surgir em grandes filmes, por opção pessoal - ele que já tinha dito que não a filmes como Kramer vs Kramer, Star Wars, Apocalipse Now ou Bourne on the Fourth of July - concentrando-se em pequenas produções com grande potencial. Foi assim com Carlito´s Way, Heat, City Hall, Donnie Brasco e The Devil´s Advocate. Os seus desempenhos em The Insider e Any Given Sunday em 1999 provaram que Al Pacino estava bem vivo e em grande estilo. Depois de dois anos quase fora do activo, em 2002 os seus desempenhos em Insomnia, Simone e The Recruit voltaram a traze-lo para a ribalta. 
Hoje Al Pacino é uma das estrelas da aclamada serie Angels in America, pela qual ganhou um Emmy, enquanto vai piscando o olho a Hollywood. Tem quatro projectos para os próximos dois anos já anunciados, incluindo The Merchant of Venice, uma adaptação de William Shakespeare, um dos modelos de inspiração favoritos do actor.


Aclamado actor de teatro - protagonizou a notável peça de Brecht The Resistable Rise of Arturo Ui - espantoso actor de cinema e um dos poucos actores de Hollywood que nunca chegou a casar, apesar de ter uma filha e de ter tido um longo romance com Diane Keaton, com quem surgia em The Godfather, Al Pacino é hoje um icone eterno da 7º Arte. É dos poucos actores no mundo a ter a Tripla Coroa (Óscar, Emmy e Tony) e isso prova que para além de ser dos melhores actores do mundo, é também um dos mais versateis. Uma verdadeira lenda viva.

Mandy Moore




Nasceu para cantar e é isso que tem feito desde que se lembra. Agora despertou também para o cinema tendo provado que pode ser mestre em duas áreas distintas. Resta agora saber se o seu sucesso musical não condicionará a sua evolução na arte de bem representar. Para Mandy Moore o futuro parece risonho...

Mandy Moore nasceu Amanda Moore a 10 de Abril de 1984 em Hanshua, uma localidade no estado de New Hampshire.
A vida do pai, um piloto de aviação, levou-a a viver na solarenga Orlando, na Flórida. Foi aí que aos 5 anos viu o musical Oklahoma e decidiu que queria ser cantora. A partir daí tornou-se a voz de muitos dos eventos da cidade, principalmente cantando o hino nacional, o que lhe valeu a alcunha de "National Anthem Girl".


A jovem continuou a tentar a sua sorte no mundo da música e foi num golpe feliz que conseguiu publicar o primeiro album. Foi aos 14 anos, quando um jovem empregado da Fed-Ex, que tinha contactos na Sony, a ouviu cantar. Num espaço de poucos meses Mandy Moore assinou contracto com a Sony e lançou o seu primeiro trabalho musical, So Real, partindo para uma tour com os Backstreet Boys, outros miudos de Orlando.
A sua carreira entrou em rampa de lançamento no início de 2001. Por essa altura já Mandy Moore tinha trocado a rigida escola episcopal onde estudava, por ensino de correspondência, e começava a mostrar que não pretendia ser uma pop star normal. Criticou duramente Britney Spears e Christina Aguillera por usarem roupa demasiado reveladora, mostrando bem a sua educaão religiosa rigida, enquanto que, por outro lado, era vista várias vezes na mansão Osbourn, um local pouco convencional para uma jovem estrela pop.


O salto para o cinema só agora começou a tomar forma. Mandy Moore nunca escondeu que ser cantora está em primeiro lugar, mas o fascínio do cinema fez com que fosse atraida para o glamour de Hollywood.
O seu primeiro filme, A Walk To Remember, valeu-lhe de imediato um prémio MTV. Estávamos em 2002.
Nesse mesmo ano estrelou ainda Try Seventeen, um filme que estreou apenas este Verão em Portugal, e onde também está Elijah Wood.


No ano seguinte Mandy Moore entraria apenas no filme How to Deal, mas por outro lado o ano de 2004 foi de enorme sucesso para a cantora que quis ser actriz.
Em Saved!, ao lado da promissora Jena Malone, Mandy Moore dá a vida a uma jovem conservadora, educada numa escola religiosa que condena uma amiga de 17 apenas por essa ter engravidado. Um papel curioso porque a formação da personagem era a mesma da actriz, e ambas pensam da mesma forma sobre a polémica da alta taxa de gravidez entre as adolescentes. O papel, apesar de originalmente satirico, ganhou eco nas casas conservadoras, que passaram a ter em Moore um exemplo a seguir.
Ainda em 2004 Moore fez de filha rebelde do Presidente dos EUA (um modelo que está em moda) no filme Chasing Liberty e ainda prepara-se para apresentar Romance & Cigarrets, mais uma comédia ligeira.


Ao contrário de outras actrizes adolescentes como Hillay Duff ou Lindsay Lohan, que apostam tudo na sua imagem e nos seus filmes, a jovem Mandy Moore destaca-se por representar quase em part-time. Apesar dos seus discos não serem vendidos ainda a um nível muito elevado, é já presença assidua nas tabelas de vendas. E esse é o seu objectivo primordial. A interpretação vem depois, por acréscimo.
Talvez por isso Moore esteja mais solta na escolha de papeis para o futuro, prevendo-se que de todas as jovens actrizes que estão a despontar, seja aquela que mais facilmente irá conseguir a transição para papeis ditos mais sérios. Aliás como prova o titulo de um dos próximos filmes em que entrará, Safety Glass, um drama passado no século XIX.

Spencer Tracy


Foi um dos nomes mais populares dos anos 30, conseguindo um feito que demoraria cinquenta e cinco anos a ser quebrado. A sua carreira ficou ainda marcada pela relação extra-matrimonial que teve com Katharine Hepburn, ele que era um ferveroso católico, mas que encontrou nela a sua alma gémea. 

A sua estreia no cinema surgiu aos 30 anos com uma serie de pequenos papeis em produções dos inicios dos anos 30. Em Up the River começa a fazer o seu nome brilhar mas é em 1936 que se confirma como um actor de excelência em Fury de Fritz Lang. 

Nesse mesmo ano é nomeado ao óscar pelo seu papel em San Francisco. Os dois anos seguintes seriam os melhores da sua carreira. Venceria dois óscares consecutivos - algo que só Tom Hanks conseguiu igualar em 1994 - por Captain Courageus e Boy´s Town - e conheceu Katharine Hepburn, sua companheira até à morte. Em 1940 trabalha com King Vidor em Northwest Passage, um filme violentissimo onde todo o seu talento vem ao de cima, e os anos 40 ficam marcados pela dupla Spencer-Hepburn em Woman of the Year, Pat and Mike, mas acima de tudo, em Adam´s Rib. 

No ano seguinte nova nomeação por Father of the Bride, e os anos 50 mostraram-se altamente benéficos para a sua carreira com mais duas nomeações, pelos desempenhos em Bad Day at the Black Rock e The Old Man and the Sea. Longe das grandes produções, Tracy fazia do mais pequeno filme uma verdadeira obra imperdivel. É o que acontece em 1960 com Inherit the Wind. Nomeado por The Judgement of Nuremberga, os anos 60 são já de despedida. 

Velho, cansado, bastante doente, Tracy tem apenas forças para mais uma aventura ao lado de Hepburn e Sidney Poitier. Guess Who´s Coming to Dinner ajudou a quebrar tabus e valeu-lhe a nona nomeação. Mas Tracy não chegou a ver o filme. Morreu nas vesperas de acabarem as rodagens do filmem, vitima de mesma doença que o vinha atormentado à anos, a diabetes.

Tara Reid




Tara Reid pode ser para muitos mais uma loira sensual a tentar vingar em Hollywood. De facto a sua trajectoria aponta baterias nessa direcção. Mas apesar de tudo a sua experiência pode ser um trunfo. Afinal são poucas as actrizes que triunfam em Hollywood mas por vezes aqueles que cortam a meta como vencedoras são outsiders. E isso é o que ela parece ser...

A jovem natural de Wyckoff, New Jersey nasceu a 8 de Novembro de 1975. A sua carreira de interpretação começou bem cedo, logo aos 6 anos na serie para crianças Child´s Play. 


Depois do sucesso inicial deste seu primeiro passo na representação, a pequena Tara passou a ser modelo de anuncios, surgindo em comerciais da McDonalds, Crayola entre outras empresas.
O seu salto para a fama acabaria por chegar em 1993, quando com 18 anos foi escolhida para integrar o elenco da popular serie televisiva Saved By The Bell - The New Class, uma sequela de uma popular serie da década de 80.
O sucesso da serie tornou a jovem Tara igualmente uma actriz requisitada no universo televisivo. Não estranhou por isso que em 1995 integra-se o elenco de Days of Our Lives.


O salto para o cinema não se podia ter feito da melhor forma. Estavamos em 1998 e o filme era o notável The Big Lebowski, provavelmente o melhor de todos os Coen. No filme ela interpretava a sensual Bunny Lebowski e este acabou de ser o passaporte para uma carreira cinematográfica promissora.
O ano de 1998 acabou por ser proveitoso. Para além do filme dos Coen, a jovem Tara Reid entraria ainda em Girl, I Woke Up Early the Day I Died e em Urban Legend.


No ano seguinte a sua carreira consolidou-se definitavamente junto do público mais jovem. Para além de ter sido mais uma das muitas beldades de American Pie (ao lado de Shannon Elizabeth, Mena Suvari e Alisson Hannigan), a actriz ainda foi vista em Cruel Intentions, o tal Valmont para jovens, e ainda Body Shots e Around the Fire, onde pela primeira vez quebrou as regras da menina bonita ao surgir nua.
No mesmo ano Tara ainda ainda teria tempo de voltar à televisão para fazer What We Did That Night.


A partir de 2000 a sua carreira viveu momentos conturbados. A separação litigiosa com o DJ da MTV Carson Daily acabou por levar Tara Reid a entrar num periodo de anorexia nervosa, seguindo-se depois uma viciação em cocaina e alcool que fizeram dela uma das actrizes mais badaladas, pela negativa, de Hollywood.
Como tal a carreira da actriz ressentiu-se e até 2002, alturas em que começou a mostrar melhoras, foram poucos os filmes em que entrou. Para além de Dr T and The Woman Just Visiting, houve também o "curto" regresso à saga American Pie e ainda a passagem pelo sucesso Van Wilder. Pelo meio esteve ainda durante um curto periodo de tempo na serie televisiva Scrubs, agora em exibição na SIC Radical. Tara Reid acabaria por nunca recuperar o pulo inicial da sua carreira mas aos poucos os males foram compensados. Primeiro em 2003 com o seu desempenho em Devil´s Pond e depois, no ano seguinte, na comédia My Boss´s Daughter, comédia que fez com o namorado de então, o actor Ashton Kutcher, que mais tarde a trocaria por Demi Moore. Ainda em 2004 Tara surgiu no pouco baladado Knots.


O futuro parece ainda um pouco conturbado para a jovem actriz de 28 anos. Para além de ter sido excluida, tal como Mena Suvari e Shannon Elizabeth, do terceiro filme de American Pie, foram poucos os projectos que se apresentaram como promissores para um futuro próximo. Wicked Prayer será provavelmente aquele que se destaca mais, ao lado de Edward Furlong e David Boreanaz. Outros projectos futuros são ainda Alone in the Dark e Land of Canaan.
A fama que hoje Tara tem em Hollywood não é a melhor - foi recentemente acusada e ainda ser viciada em cocaina (algo que não será inédito na Cidade dos Anjos certamente) e de ter feito uma operação plástica para aumentar os seios - e ficamos na expectativa para saber se a pequena actriz consegue, ou não, dar a volta por cima!

Joan Crawford


De temperamento facilmente irritável, capaz do melhor e do pior, rival eterna de Bettie Davis, a carreira de Joan Crawford teve tanto de polémica como de cinema. Acusada de ir para os castings com os produtores e realizadores vestida com um casaco e nada mais por baixo, de ter tido uma rápida mas fulgurante carreira na indústria porno underground, Joan Crawford está longe de ser uma estrela consensual. Mas é uma actriz de altissimo nivel. Começou a sua carreira na época do mudo e foi das poucas actrizes que conseguiu sobreviver ao dificil teste do "sonoro". 

Em Grand Hotel faz parte de um elenco de estrelas, mas uma guerra com a vedeta Garbo quase faz com que seja substituida. Como vingança, toca bem alto os discos de Dietrich no seu camarim para Garbo ouvir. Passa os anos 30 em pequenos papeis e tenta ser - como toda a gente - Scarlett O´Hara, mas sem sucesso. Em 1945 arranca uma performance explosiva em Mildried Pierce e vence o óscar. Nessa altura já existia uma rivalidade quase mortal com Bettie Davis. 

Em 1950, quando Davis estava nomeada pelo seu papel em All About Eve, era a Joan Crawford que cabia receber a estatueta por qualquer uma das quatro outras nomeadas ausentes, se Davis não ganhasse. Foi o que aconteceu e em palco o sorriso de Crawford era triunfal. Antes disso já tinha falhado o segundo óscar em 1947 pelo seu papel em Possessed. Sudden Fear é a sua terceira nomeação mas é como Vienna no inesquecivel Johnny Guittar que o seu nome ganha contornos de verdadeira estrela. 

 Em 1962 as duas eternas rivais, Davis e Crawford, dividem o ecrãn no inesquecivel Whatever Happened to Babby Jane. Com ambas as actrizes a tentarem constantemente superar-se, o filme é um marco histórico e uma verdadeira reliquia. Será também o último grande papel de Crawford que passa o resto da sua carreira despercebida, antes de falecer em 1977, vitima de cancro.

Robert de Niro


Se Wayne se tornou o rei do western, é dificil não olhar para Robert de Niro como o actor que melhor soube encarnar o espirito da máfia, essa organização criminal tão cinematográfica. Apesar de já ter mostrado o seu valor noutros papeis, é sempre a essa imagem de durão sem piedade que associamos de Niro. 

Lançada por Scorsese - de quem será actor fetiche durante mais de vinte anos - em Mean Streats, é consagrado no ano seguinte ao viver Vitto Corleone, a mesma personagem que Brando criara de forma única dois anos antes, em The Godfather II. Apesar de só falar italiano durante o filme, recebeu o óscar de melhor actor secundário à primeira tentativa. 

Dois anos depois e nova nomeação pelo seu desempenho explosivo como Travis Bickle em Taxi Driver. O seu ecletismo começa a evidenciar-se nesse mesmo ano ao trabalhar com Gerard Depardieu no épico de Bertolucci, 1900. Volta a Scorsese para fazer New York, New York e trabalha com outro movie-brat, Michael Cimino, em The Deer Hunter. 

Passa depois dois anos a preparar-se para encarnar o complexo Jack La Motta e dá um dos mais fortes desempenhos de sempre em Raging Bull. O óscar surge com naturalidade fazendo do jovem de Brooklyn o mais bem sucedido actor da sua geração (a mesma de Nicholson, Pacino e Hoffman é preciso não esquecer). Continua fiel a Scorsese e entra no flop que acaba por ser The King of Comedy onde contracena com Jerry Lewis e volta ao cinema europeu para fazer The Mission. Pelo meio tinha ficado Once Upon a Time In America de Leone. 

Foi um inesqucivel Al Capone em The Untouchables e a fechar os anos 80 filma Goodfellas e Awekenings. Pelo primeiro consagrar-se-á definitivamente como actor de filmes sobre a Máfia. Com o segundo ganha a sua sexta nomeação ao óscar. Nomeação que repete no ano seguinte ao revisitar o papel já vivido por Robert Mitchum em Cape Fear. 

A partir daí a sua carreira acalma. Volta a brilhar com Scorsese em Casino já em 1995 e trabalha com Tarantino em Jackie Brown. Pelo meio ficam Wag the Dog e Heat. Com uma filmografia impar, de Niro começa a satirizar-se e entra no universo da comédia, primeiro com Billy Cristal e depois com Ben Stiller. Prepara-se agora para dirigir o seu terceiro filme, The Good Shepard.

Shannon Elisabeth



Não saiu de dentro de uma tarte mas foi como se tivesse saído. Quando surgiu pela primeira vez junto do grande público no sucesso de American Pie foi como se o mundo tivesse dado voltas sucessivas sobre si mesmo em estado de delírio  Consagrou-se como uma das sex-godesses do cinema juvenil norte-americano e a pergunta fica. Até onde pode ir?

Tornou-se conhecida por representar uma beldade vinda da República Checa, mas na verdade Shannon Elizabeth Fadal (e não Elizabeth Shannon como muitos pensam) nasceu em Houston, Texas, tendo ainda origem, não europeia, mas asiática. Os pais têm sangue sírio nas veias e de facto a tonalidade da sua pele, num tom quase torrado, espelha bem essa origem genealógica.

Shannon Elizabeth nasceu a 7 de Setembro de 1973, e logo depois do nascimento os pais mudaram-se de Houston para Waco no estado do Texas. Foi aí onde a jovem cresceu. Apesar de ter tido aulas de ballet e de representação, o amor de Shannon era o desporto. Primeiro o voleibol e depois o ténis, ocupavam a maior parte do seu tempo livre e também dos seus sonhos. Desistida a hipótese de se tornar tenista profissional, foi a vez de Shannon tentar o mundo da moda. Como as habituais jovens modelos norte-americanas, depois de ter feito sucesso no circuito doméstico, passou para Tóquio e daí para Hong Kong e Milão, onde se estabeleceu como uma modelo de sucesso. Afinal estava ali uma das mulheres mais sedutoras das passereles. Estávamos em 1993, a época dourada das top-models e Shannon tinha 20 anos.


Quando regressou em 1995 aos EUA depois de dois anos a fazer passagens de modelo pelo mundo fora, Shannon Elizabeth mostrou interesse em trocar as passerelles pelos palcos. Voltou a ter aulas de representação e começou a tentar a sua sorte.
Foi em 1996, com 23 anos, que conseguiu o seu primeiro papel em Blast. Seguiram-se aparições em Jack Frost e alguns telefilmes.
Foi a fazer pequenas aparições, que pouco a pouco o seu nome se foi tornando conhecido em Hollywood. Entretanto tínhamos chegado a 1999 e o mundo das comédias juvenis nunca mais seria o mesmo. Nem o mundo de Shannon!


American Pie foi o sucesso que todos sabem. Pegou numa fórmula que já tinha sido explorada na década de 80, juntou-lhe um novo grupo de actores e um publico ansioso por algo de novo e o resultado tornou-se o esperado. Mas para os actores que entraram no filme, o sucesso instantâneo não era algo de previsivel.
Shannon pode não se ter celebrizado pela representação, mas o seu papel fulcral na trama, bem como o seu corpo nu e "shaved" como gostou de re-afirmar (criando uma das maiores fantasias do universo juvenil), tornaram-na numa das actrizes mais populares da serie.


Depois do sucesso de American Pie, decidiu repetir a fórmula de jovem desejável na sátira aos filmes de terror para adolescentes Scary Movie. Muitos tinham previsto um "boom" na sua carreira mas a verdade é que isso não aconteceu. Até à sequela de American Pie, onde teve uma participação minima (e vestida), entrou em apenas três pequenos filmes. E mesmo depois do público ter voltado a encontrá-la ao lado de Jason Biggs a sua carreira abrandou nitidamente. Tirando uma participação em Jay and Silent Bob Strikes Back e ainda em Thirteen Ghosts e Love Actually, até hoje nunca mais voltamos a ver a jovem Shannon Elizabeth em estilo.


A sua popularidade no entanto mantêm-se. Para além de ter posado nua (inevitavelmente) para a revista Playboy, conseguiu uma participação regular na popular serie That 70´s Show, bem como participações especiais em várias séries de sucessos  De facto a TV parece ser a sua aposta de momento porque dos projectos para o cinema apenas Cursed e The Kid and I estão agendados para os próximos tempos. Isto apesar de se falar nela como uma potencial actriz do futuro filme de James Bond. A esses rumores não será estranho o facto de ter dado a voz ao novo jogo do agente secreto Everything or Nothing.

Burt Lancaster


Tentaram catalogá-lo apenas como "mais um duro" no inicio da sua carreira. Custou livrar-se do rótulo, mas assim que o conseguiu, Burt Lancaster provou ao mundo que era de facto um dos maiores e mais majestosos actores da história do cinema. 

A sua fama de duro vem dos seus primeiros papeis nos anos 40. Repara-se nele pela primeira vez em Come Back Little Sheba, drama que valeu o óscar a Shirley Both, mas onde Lancaster é soberbo como um alcoolico a tentar superar o vicio. No ano seguinte a consagração no grande vencedor do ano, From Here to Eternity, que lhe vale igualmente a primeira nomeação ao óscar. Em The Rose Tattoo divide o ecrãn com a diva italiana Sophia Loren. 

A sua presença em filmes europeus ou filmes com estrelas europeias será uma constante, fazendo dele um actor altamente apreciado na Europa. The Rainmaker, Gunfith at the O.K. Corral e Sweet Smell of Sucess marcam o final dos anos 50. No primeiro ano da década seguinte chega o seu mais aclamado desempenho no filme Elmer Gantry de Richard Brooks. 

Papel que lhe permite arrecadar o óscar e confirmar os seus dotes de actor dramático. Como todos os actores na moda, entra em The Judgement of Nuremberga, mas é no filme The Birdman of Alcatraz que volta a encantar tudo e todos, conseguindo a terceira nomeação. Em 1965 faz o papel de uma vida no filme de Luchino Visconti Il Gattopardo, onde contracena com Claudia Cardinalli e Alain Delon. Voltará a encontrar o actor francês no notável Scorpio, já nos anos 70, onde volta também à Europa para fazer 1900. 

O inicio dos anos 80 ficam marcado por Atlantic City USA, o seu último papel premiado, a sua quarta nomeação ao óscar, e a última vez em que se exibiu ao seu melhor nivel. Até falecer, em 1993 continuará a trabalhar, na Europa e em Hollywood, em pequenas produções.

Cary Grant


É provavelmente o actor mais charmoso da história do cinema. Não é por acaso que foi nele em que Ian Fleming pensou ao escrever James Bond. O actor esteve mesmo para viver a personagem, não fosse já a sua avançada idade. Um charme e um talento impares, que ao serviço de alguns dos maiores realizadores de sempre, fizeram dele uma estrela de altissimo nivel. Britânico, como não podia deixar de ser, começou a carreira no inicio dos anos 30. 

Foi no universo das screwballs que vieram os seus primeiros grandes sucessos. Em 1936 contracena pela primeira vez com Katherine Hepburn em Sylvia Scarlett. Em sete anos voltará a faze-lo em Bringing Up Baby e The Philadelphia Story, dois dos seus melhores trabalhos. Pelo meio fica The Awful Truth - filme de Leo McCarrey - e Only Angels Have Wings de Howard Hawks. Em 1941 é a vez de trabalhar com Frank Capra em Arsenic and Old Laces. 

Nesse mesmo ano inaugura a sua longa parceria com Hitchcock - a par de James Stewart, é o seu actor preferido - no filme Suspicion. O seu lado mais negro é visto pela primeira vez em None But the Lonely Heart, notável desempenho num filme pequeno mas cheio de magia que lhe valeu a segunda e última nomeação ao óscar. 

Entretanto já tinha chegado a primeira nomeação ao óscar por Penny Serenade, filme de George Stevens onde volta a contracenar com Irene Dunne, sua parceira de muitos screwballs dos anos 30. Em Notorious, volta a reunir-se com Hitchcock, filmando com Bergman um dos beijos mais conhecidos da história do cinema. I Was a Male War Bride fecha os anos 40 com chave de ouro para Grant que entra na década de 50 como um actor veterano e consagrado. 

Em 1952 volta ás comédias com Ginger Rogers no filme Monkey Business e três anos depois faz o seu terceiro filme com "o mestre do suspense"; To Catch a Thief. Em 1959 é o heroi de Hitchcock pela última vez em North By Northwest, consagrando-se agora como actor de acção. Durante os anos 60 decide retirar-se. Rejeita o papel de 007 e faz uma última aparição em estilo no filme Charade. Morrerá em 1986, depois de vinte anos sem fazer um único filme, mas continuando a estar na memória de todos os amantes de cinema.

domingo, 15 de maio de 2022

Nicole Kidman

Durante anos foi apenas conhecida como a senhor Cruise. Viveu na sombra do marido mas já dava provas de ter um enorme talento. Hoje em dia ela é a diva do cinema norte-americano. Trabalha como poucas e continua a mostrar que há poucas actrizes no mundo ao seu nivel...

Nascida a 20 de Junho de 1967 em Honolulu no Havai, Nicole Kidman faz filmes há vinte anos, mas só nos últimos cinco é que se consagrou como uma verdadeira estrela.
Apesar de ter nascido no Hawai, sendo portanto norte-americana, a verdade é que a opinião generalizada é que Kidman é australiana. A justificação está no facto de aos três anos ter ido viver para Sidney. Lá começou uma carreira artistica, primeiro no ballet e mais tarde na representação. Com 16 anos estreou-se no cinema australiano em Bush Christmas. O filme foi um sucesso e lançou a carreira de Kidman como uma das novas estrelas do cinema australiano. Os anos seguines iriam ser marcados por performances em filmes e series televisivas como Vietnam, onde venceu o Australian Film Institute. No final dos anos 80 ela era um dos maiores nomes do cinema australiano. Estava na altura de ir para Hollywood.


Em 1989 a sua estreia no cinema norte-americano chegou ao lado de Sam Neil em Dead Calm. Mas seria em 1990, ao lado de Robert Duvall e Tom Cruise no filme Thunder Days que a actriz finalmente deu nas vistas. E além de mostrar o seu talento e beleza, também conquistou o coração do teen-idol Cruise que imediatamente a pediu em casamento. O casamento ocorreu na vespera de Natal de 19990.
Os seus filmes seguintes, Billy Bathgate e Flirting, provavam o seu valor mas seria de novo ao lado de Cruis em Far and Away que Kidman voltou a afirmar-se junto do grande público.
Mesmo assim o impacto de Kidman era sempre ofuscado pelo marido. Nem filmes como Batman Returns serviram para levar os holofotes para o seu lado.
Foi preciso chegar a 1996 e a To Die For, filme de Gus van Sant, para a critica perceber que por detrás do titulo de senhora Cruise estava uma grande actriz. Com este desempenho chegou a nomeação ao Globo de Ouro. Finalmente a indústria percebia que ali estava um diamante em bruto.


Depois do seu primeiro grande sucesso junto da critica seguiram-se Portrait of a Lady, The Peacemaker e Pratical Magic, papeis que não tiveram o mesmo sucesso do filme de van Sant. Foi preciso voltar a trabalhar com o marido para ter o mundo a seus pés. O filme foi Eyes Wide Shut, último trabalho de Stanley Kubrick que morreria no final das filmagens, filme que marcou também o inicio do fim do casamento de ambos. No ano seguinte o divórcio estava consumado. E para Nicole Kidman ia começar o melhor periodo da sua vida.
Moulin Rouge fez com que o mundo se rendesse aos seus talentos como actriz-cantora e para muitos o óscar devia ter ido para ela naquela noite. Mas não foi e foi preciso esperar pelo ano seguinte e por The Hours para se confirmar como oscarizada. Para trás já tinha ficado The Others, talvez o seu maior papel de sempre.
Em 2003 foram três os filmes - a sua carreira começou a funcionar a um ritmo louco - que marcaram a carreira de Kidman. The Human Stain, Cold Mountain e Dogville, sendo que pelo último, Kidman conseguiu um dos seus maiores desempenhos. Já no ano que terminou Kidman esteve em The Stepford Wives e Birth, tendo sido nomeada ao Globo pelo seu último desempenho.
Kidman é uma das maiores divas de Hollywood, uma das verdadeiras estrelas. Mas é também uma actriz que se dedica exclusivamente à sua carreira. Tem já mais de dez projectos agendados para os próximos cinco anos, incluindo The Interpreter e Eucalyptus, filme que marcará o seu regresso à Austrália.