domingo, 20 de junho de 2021

Telecel "Tou xim?"

Este anúncio foi uma ideia de Edison Athayde, saiu no Natal de 1995 e tornou-se um marco na publicidade do nosso país.

domingo, 13 de junho de 2021

Gelados Olá

Há vários anúncios memoráveis da Olá. Mas este andou na boca do povo durante muito tempo e foi a primeira campanha a promover gelados no inverno.

domingo, 6 de junho de 2021

Expo 98: teve tanto de polémica como de sucesso.

Decorreu em Lisboa de 22 de Maio a 30 de Setembro de 1998. Em 132 dias acolheu cerca de 11 milhões de visitantes. Ainda guardo o passaporte. Lembra-se?

domingo, 23 de maio de 2021

A razão pela qual Keith Richards dos Rolling Stones odeia Prince

Em 1981, um incidente entre Prince e os Rolling Stones fez com que Keith Richards odiasse para sempre o autor de 'Kiss'.

Nessa época, Prince foi o escolhido para fazer as primeiras partes de dois concertos dos Stones em Los Angeles, com o aval pessoal de Mick Jagger.

No primeiro concerto, a 9 de outubro desse ano, a reação do público perante a presença de Prince - que se apresentou com um ar absolutamente andrógino - não foi a melhor, e o músico acabou a chorar nos bastidores, ameaçando não se apresentar para a segunda data e voltando para sua casa no Minnesota.

Porém, Jagger conseguiu convencê-lo a regressar, e Prince voltou a ser apupado. Dessa feita, vingou-se: afirmou que os presentes tinham "um péssimo gosto musical" e apelidou-os de "atrasados mentais".

Apesar de Prince ter sido de facto algo de racismo e homofobia, tais comentários não caíram bem junto de Keith Richards, que mais tarde se referiu ao músico como "um anão sobrevalorizado".

"A atitude dele, quando fez a primeira parte do nosso concerto, foi insultuosa. É um príncipe que se julga rei", afirmou. Oito anos mais tarde, a opinião do guitarrista mantinha-se: "não vejo muita coisa com substância naquilo que ele faz". As pazes só seriam feitas após a morte de Prince, em 2016, quando Richards deixou uma homenagem ao músico nas redes sociais.

https://www.msn.com/pt-pt/entretenimento/musica/a-raz%c3%a3o-pela-qual-keith-richards-dos-rolling-stones-odeia-prince/ar-AAKhVbm

domingo, 2 de maio de 2021

25 de Abril. Discografia de José Afonso será finalmente reeditada

Os 11 álbuns de José Afonso lançados originalmente entre 1968 e 1981 vão ser reeditados, anunciou este domingo, 25 de Abril, a família do músico. 'Coro da Primavera', lançado em 1971 no álbum “Cantigas do Maio”, é a 'primeira pedra': encontra-se, desde já, disponível no 'streaming'

Os 11 álbuns de José Afonso lançados originalmente entre 1968 e 1981 vão ser reeditados, anunciou hoje a família do músico, que vai avançar para o projeto em parceria com a editora Lusitanian Music.

Num comunicado enviado à agência Lusa, a família de José Afonso revelou que, “neste 25 de Abril, o lançamento digital do ‘single’ ‘Coro da Primavera’ marca o regresso às edições discográficas da obra de José Afonso”.

“A família de José Afonso decidiu, em parceria com a editora Lusitanian Music, avançar com a edição dos 11 álbuns de José Afonso originalmente editados entre 1968 e 1981 mas indisponíveis há vários anos, assumindo a importância cultural de disponibilizar esta música ao mundo”, pode ler-se no texto.

José Afonso lançou em 1968 o seu disco de estreia na editora Orfeu, de Arnaldo Trindade, sob o título “Cantares do Andarilho”, que incluía temas como “Natal dos Simples” e “Vejam Bem”.

Até 1981, editou uma série de álbuns que se tornaram marcos da música portuguesa, desde “Contos Velhos Rumos Novos” (1969) a “Fados de Coimbra e Outras Canções” (1981), passando por “Traz Outro Amigo Também” (1970), “Cantigas do Maio” (1971), “Eu Vou Ser Como a Toupeira” (1972), “Venham Mais Cinco” (1973), “Coro dos Tribunais” (1974), “Com as Minhas Tamanquinhas” (1976), “Enquanto há Força” (1978) e “Fura Fura” (1979).

Segundo o mesmo comunicado, “o projeto prevê uma sequência de edições, nos formatos clássicos (CD e vinil) e no ecossistema digital, lançadas sob um novo selo, agora criado pela Lusitanian para divulgar esta obra única no panorama da música nacional e internacional”.

As novidades sobre o projeto serão disponibilizadas “em data a anunciar brevemente", através do ‘site’ www.joseafonso.net.

Os 11 discos já haviam sido alvo de reedição pela Orfeu, entre 2012 e 2013, para assinalar os 25 anos da morte do compositor.

Na altura, os 11 álbuns foram restaurados e remasterizados digitalmente pelo engenheiro de som António Pinheiro da Silva, e a edição contava com novos textos que contextualizam o momento em que foram feitos, no percurso de José Afonso.

Em setembro do ano passado, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) abriu o processo de classificação da obra fonográfica do músico José Afonso por considerar que representa "valor cultural de significado para a Nação”.

De acordo com o anúncio então publicado em Diário da República, foi determinada a abertura do procedimento de classificação de um conjunto de 30 fonogramas da autoria do compositor e intérprete José Afonso, bem como de 18 cópias digitais de ‘masters’ de produção de um conjunto de cassetes gravadas pelo autor e de um conjunto de entrevistas.

Esta foi a primeira vez que a DGPC iniciou um processo de classificação de uma obra fonográfica, revelou o Ministério da Cultura, acrescentando que ajudará a “consolidar informação relativa à obra gravada, publicada ou não, do artista”.

A decisão surgiu um ano depois de o parlamento ter aprovado um projeto de resolução do Partido Comunista Português (PCP) que recomendava ao Governo a classificação da obra de José Afonso como de interesse nacional, com vista à sua reedição e divulgação.

Há um ano, também a Associação José Afonso (AJA) reuniu mais de 11 mil assinaturas numa petição pública que apelava à mesma decisão.

Na altura, em nota divulgada à Lusa, a família de José Afonso, detentora dos direitos da obra musical, manifestava o apoio à classificação da obra e recordava que estava a "colaborar diretamente com o Ministério da Cultura, desde 2018", para que se desenvolvesse o processo.

Ainda em 2019, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, afirmava publicamente que não foi por falta de vontade que o processo de classificação não se iniciou mais cedo, mas porque não existia acesso às 'masters' e ao conteúdo das gravações originais de José Afonso.

Quando foi lançada a petição de pedido de salvaguarda, o presidente da AJA, Francisco Fanhais, explicava que se estava perante "um imbróglio jurídico", porque a Movieplay, a editora que detém os direitos comerciais da obra de José Afonso, estava "em situação de insolvência" e não se sabia "do paradeiro dos 'masters' das músicas gravadas pelo Zeca Afonso", comprometendo a sua reedição.

José Afonso nasceu em 02 de agosto de 1929 em Aveiro e começou a cantar enquanto estudante em Coimbra, tendo gravado os primeiros discos no início dos anos 1950 com fados de Coimbra, pela Alvorada, "dos quais não existem hoje exemplares", refere a AJA na biografia oficial do músico.

Autor de "Grândola, Vila Morena", uma das canções escolhidas para senha do avanço das tropas, na Revolução de Abril de 1974, que hoje assinala 47 anos, José Afonso morreu em 23 de fevereiro de 1987, em Setúbal, de esclerose lateral amiotrófica, diagnosticada cinco anos antes.


https://www.msn.com/pt-pt/entretenimento/musica/25-de-abril-discografia-de-jos%c3%a9-afonso-ser%c3%a1-finalmente-reeditada/ar-BB1g1wUv

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Como soaria “Nevermind” dos Nirvana se fosse tocado por outras 12 bandas diferentes. Dos Led Zeppelin aos Green Day


As canções de Kurt Cobain ao estilo de David Bowie, Green Day, Led Zeppelin, Pantera, Megadeth e outras bandas. Não há melhor que o original? 
O músico Steve Welsh dedicou-se a um projeto intrigante: gravar o clássico "Nevermind" como se este tivesse sido tocado por 12 bandas diferentes. Se 'Smells Like Teen Spirit' se aproxima do original dos Nirvana, já 'In Bloom' soa a algo feito pelos Iron Maiden - seguindo-se versões ao estilo de artistas como David Bowie, Green Day, Led Zeppelin, Pantera ou Megadeth.
 

https://www.msn.com/pt-pt/entretenimento/musica/como-soaria-%e2%80%9cnevermind%e2%80%9d-dos-nirvana-se-fosse-tocado-por-outras-12-bandas-diferentes-dos-led-zeppelin-aos-green-day/ar-BB1g1KUs

domingo, 25 de abril de 2021

Morreu Les McKeown, vocalista dos Bay City Rollers

O músico escocês faleceu subitamente, na passada terça-feira. “Pedimos privacidade depois do choque desta perda profunda”, escreveu a família

Morreu Les McKeown, vocalista dos Bay City Rollers. Tinha 65 anos.

A família de McKeown emitiu um comunicado, partilhado no Twitter, onde confirma a morte "súbita" do músico, na passada terça-feira.

"Pedimos privacidade depois do choque desta perda profunda", pode ler-se.

Os Bay City Rollers foram uma das bandas britânicas mais famosas dos anos 70, tendo vendido mais de 100 milhões de discos por todo o mundo.

A banda ainda estava no ativo, após se ter reunido em 2015. O seu último álbum, "Ricochet", assinado com o nome The Rollers, data de 1981

https://www.msn.com/pt-pt/entretenimento/musica/morreu-les-mckeown-vocalista-dos-bay-city-rollers/ar-BB1fXvbq

sábado, 17 de abril de 2021

Os AC/DC juram que nunca gravarão uma balada. “Para sermos iguais aos outros?”

A banda australiana vai sempre tocar “o bom e velho rock and roll”, garante Angus Young em entrevista à imprensa do Brasil

Angus Young e Brian Johnson deram uma entrevista ao programa brasileiro "Fantástico", onde abordaram o novo álbum dos AC/DC, "Power Up".

Questionados sobre se algum dia poderiam gravar uma balada rock, o guitarrista foi direto: "Para sermos iguais aos outros? Os AC/DC tocam o bom e velho rock, as baladas nunca estiveram nos nossos planos".

Brian Johnson falou, ainda, nos seus problemas de saúde, que o levaram a deixar a banda em 2016. O vocalista revelou que está a ser utilizado como "cobaia" por um especialista, no sentido de criar um novo aparelho para o ouvido.

"Não posso dar muitos detalhes porque assinei um contrato onde prometi sigilo", contou, "mas posso dizer que é uma espécie de prótese do tímpano. Já a testei com a banda toda e funcionou, senti-me novamente jovem".

https://www.msn.com/pt-pt/entretenimento/musica/os-ac-dc-juram-que-nunca-gravar%c3%a3o-uma-balada-%e2%80%9cpara-sermos-iguais-aos-outros%e2%80%9d/ar-BB1bjbvA

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Nick Cave tem duas mensagens para os fãs. E uma delas é: “está na altura de fazer um álbum”

Nick Cave respondeu já, no website "Red Hand Files", aos fãs desiludidos com um novo cancelamento da sua digressão.

Ao longo do último ano, explicou, "concluí que o que mais quero fazer na vida é tocar ao vivo. Sinto imensa falta disso".

"Cancelar a digressão é", por isso, "uma grande desilusão para mim, e para a banda".

"Tentámos fazer com que funcionasse, mas visto que muitas coisas acerca de 2021 se mantêm imprevisíveis, incluindo a possibilidade de dar o grande espetáculo de arenas que queríamos, da forma que queríamos, sentimos que tínhamos de cancelar".

Ainda assim, Cave acrescentou uma nota mais positiva: "está na altura de fazer um álbum".

Recorde-se que foi desta forma, também respondendo a fãs, que o músico deu conta de que iria lançar “Ghosteen”, aquele que foi considerado pela BLITZ o melhor álbum de 2019.

https://blitz.pt/principal/update/2020-12-08-Nick-Cave-tem-duas-mensagens-para-os-fas.-E-uma-delas-e-esta-na-altura-de-fazer-um-album


sábado, 10 de abril de 2021

David Hasselhoff está a leiloar centenas de objetos de Baywatch e Knight Rider

David Hasselhoff está a leiloar mais de 150 de seus próprios objetos, incluindo mochilas Baywatch autografadas, recortes autografados em tamanho natural, o seu casaco de couro preto de Knight Rider e o carro 'KITT' verdadeiro.

Pare a imprensa. David Hasselhoff está a vender centenas de objetos memoráveis ​​naquele que é o leilão de sonho de todos os fãs de TV dos anos 80 e 90.



quarta-feira, 7 de abril de 2021

Carlos Paião vai ter estátua em sua homenagem

O cantor e compositor Carlos Paião vai passar a ter uma estátua no centro da cidade de Ílhavo, por decisão da Câmara Municipal, que desafiou o artista plástico Albano Martins para a esculpir, revelou hoje a autarquia.

A estátua de homenagem a Carlos Paião será colocada na Calçada do Jardim Henriqueta Maia que tem o seu nome, no âmbito da requalificação em curso do Centro Urbano de Ílhavo, no distrito de Aveiro.

Compositor, interprete e instrumentista, Carlos Paião viveu grande parte da sua vida em Ílhavo, terra natural dos seus pais, e foi num festival da canção de Ílhavo que começou a ser notado e publicamente reconhecido.

“A escultura, com a inscrição ‘#emplayback’, será feita em bronze, com 1,80 metros de altura e ficará colocada ao nível do solo. Este contexto permitirá um enquadramento de Carlos Paião com o espaço requalificado, integrando-o nas vivências culturais que ali forem desenvolvidas e promovidas no futuro, bem como uma interação e uma proximidade muito direta com as pessoas que usufruem daquela zona, valorizando e simbolizando a relação de intimidade que o artista sempre procurou manter com o seu público e fãs”, revela uma nota municipal.

A iniciativa, que conta com a curadoria de Nuno Sacramento, “espelha o reconhecimento público da Câmara Municipal de Ílhavo do papel cultural e do peso musical de Carlos Paião, enquadrado no esforço conjunto, desenvolvido em 2020, pela autarquia e pelo biógrafo Nuno Gonçalo da Paula (autor da biografia de Carlos Paião), com o propósito de assinalar os 40 anos do lançamento do primeiro disco e da profissionalização da sua intensa carreira, tragicamente interrompida ao fim de uma década”.

Com a nova estátua a erigir no centro da cidade, a Câmara “procura, mais uma vez, manter viva na memória coletiva as tradições, a cultura e as pessoas que notabilizaram e levaram mais longe o nome de Ílhavo e das suas gentes, para além de prestar o seu reconhecimento público deste notável autor e artista português, acarinhado por quem o consagrou e imortalizou”.

O escultor incumbido de criar a estátua, Albano Martins, nasceu no Porto, em 1971, é licenciado em Artes Plásticas – Escultura, pela Faculdade de Belas Artes do Porto e mestre em Design, Materiais e Gestão do Produto, pela Universidade de Aveiro.

Paralelamente à sua atividade artística, foi Professor de Escultura e Desenho no Ensino Superior Artístico e em vários Cursos Profissionais de Arte e Design.

Carlos Paião nasceu a 01 de novembro de 1957, em Coimbra, e morreu a 26 de agosto de 1988, num acidente de viação.

Entre as músicas que escreveu e cantou estão, entre outras, “Cinderela”, “Pó de Arroz” e “Versos de Amor”.

https://www.msn.com/pt-pt/entretenimento/musica/carlos-pai%c3%a3o-vai-ter-est%c3%a1tua-em-sua-homenagem/ar-BB1eBBcX

sábado, 3 de abril de 2021

A impressionante vida e carreira de Anthony Hopkins

É difícil esquecer a icónica interpretação que Anthony Hopkins fez de Hannibal Lecter em 'O Silêncio dos Inocentes' (1991), num papel pelo qual recebeu o Óscar na categoria de Melhor Ator. Contudo, o britânico também conta com outros galardões na carreira, como três BAFTAs, dois Emmys e um prémio Cecil B. DeMille. Hopkins volta agora a estar em destaque depois de ter sido nomeado para os Óscares, na categoria de Melhor Ator, pela sua interpretação em 'The Father'.

quarta-feira, 31 de março de 2021

Alucina Eugénio

Mário Sousa e Kim Coutinho são os dois músicos que formam os Alucina Eugénio. Autores das canções, dividem-se ainda pela voz (ambos), baixo, bateria e percussões (Mário Sousa) e pelas teclas e guitarras (Kim Coutinho). Gravam para a Música Alternativa o EP Mushrooms com os temas «Piece of Cake», «Are You My Fuckin' Type», «Viscious» (uma cover de «Vicious», de Lou Reed) e «Tou-ch'n'Go». Fernando Cunha (guitarra e voz), Zé Borges (bateria e voz), Júlio César (baixo), Alex Fernandes (samplers, teclas) são os músicos que os acompanham neste trabalho que não conheceu sequência. Produzindo um som próximo dos britânicos EMF, os Alucina Eugénio podem ainda ser ouvidos na colectânea Distorção Caleidoscópica, editada no ano anterior a Mushrooms e onde figura «Are You My Tipe», então ainda sem o fuckin'. 


sábado, 27 de março de 2021

Ama Romanta


Sob a batuta de João Peste surge, em Lisboa, a editora independente Ama Romanta. A primeira edição da etiqueta é a compilação Divergências, que se revela um inesperado sucesso. Esta compilação (duplo álbum em vinil) reunia artistas de vários quadrantes da música dita alternativa, entre os quais Mler Ife Dada, A Jovem Guarda, Anamar, Nuno Rebelo, Croix-Sainte, João Peste, Bye Bye Lolita Girl, Essa Entende e Pop Dell'Arte. Ao longo do primeiro ano, esta «editora-catedral das minorias» edita L'Amour Va Bien Merci dos Mler Ife Dada. 

Parte da divulgação dos discos da editora vai passar por um bom relacionamento com as rádios livres de então. 
1987 
Fev. São lançados Querelle dos Pop Dell'Arte (maxi-single) e «Cães Vadios» dos Cães Vadios (single). 
Mar. É editado o maxi-single Amar por Amar, o primeiro disco de Anamar. 
Jun. Sai «Sonhos Pop», single dos Pop Del-Arte e Linha Geral, primeiro álbum dos Linha Geral. 
Dez. Os Pop dell'Arte lançam Free-Pop, o primeiro álbum do grupo. 

1988 E editado o álbum Pipocas do Projecto Som Pop (PSP). 
Jul. A editora radicaliza-se com a edição dos novos discos dos Mão Morta (LP Mão Morta), Sei Miguel (LP Breaker), Telectu (LP Camerata Elettronica) e Tozé Ferreira (LP Música de Baixa Fidelidade). A atitude subversiva da Ama Romanta causa desconforto nos media mais conservadores. A legalização das rádios livres, o fecho do Rock Rendez-Vous, entre outras situações, dificultam a exposição do novo material. Mler Ife Dada e Anamar transitam para outras editoras. Os Croix-Sainte terminam a sua actividade. 

1989 
Jan. O quarto ano de actividade abre com a edição do álbum Plux Quba de Nuno Canavarro. 
Fev. Sei Miguel edita o álbum Songs About Love And Terrorism. 
Abr. Os Pop dell'Arte editam o maxi-single Illogik Plastik. 
Dez. Um ano de crise termina com o lançamento do álbum Free Terminator dos Santa Maria Gasolina em Teu Ventre e The Blue Record, novo álbum de Sei Miguel. 

1990 Em ano magro é editado o EP do projecto João Peste & Acidoxi Bordel e a compilação Ama Romanta 86/90 (lançada em CD em 1991). Mão Morta e Santa Maria Gasolina em Teu Ventre abandonam a editora. 

1991 O regresso à actividade dos Pop dell'Arte devolve aos escaparates reedições do grupo e o novo álbum Arriba Avanti! Pop dell'Arte, uma compilação. A actividade de Ama Romanta entra então numa fase de estagnação definitiva. 

1995 Em entrevistas, João Peste fala numa possível edição de um «Best Of» da Ama Romanta pela EMI-VC, mas o projecto não chega nunca a ser concretizado. 

terça-feira, 2 de março de 2021

Álamos

 A capa de um single da Sonoplay editado em 1969, «Stop That Game», define os Álamos como conjunto musical universitário, espontâneo a partir de Coimbra, a que pertencem algumas espécies de todos nós conhecidas, figuras dominantes da música jovem do nosso tempo. 

Os Álamos surgem em Coimbra em 1963, depois da dissolução do Conjunto do Orfeão de Coimbra na sequência da saída de José Cid para formar os Babies. Numa primeira fase, fazem parte dos Álamos, Daniel Proença de Carvalho (guitarra) e Rui Ressurreição (piano), que eram do Conjunto do Orfeão de Coimbra, e ainda Luís Filipe Colaço (guitarra), entre outros. Por entre as aulas e os estudos, os Álamos viajam pelo continente, Açores e Madeira e também Angola, evoluindo do estilo antigo do Conjunto do Orfeão de Coimbra para a música yé-yé, embora não decalcando os Shadows ou os Beatles. Convites para espectáculos em França e na Suíça não são aceites, por causa dos estudos. 

Em 1968, os Álamos têm outra formação: Rui Ressurreição (piano), Carlos Manuel Correia, o célebre Bóris, acompanhante de José Afonso, (guitarra-solo), José António Pereira (bateria), Luís Filipe Colaço (guitarra-ritmo), José Luís Veloso (guitarra-baixo) e António José Albuquerque (órgão). Editam então o single «Stop That Game», com letra, , em inglês, de Carlos Bóris Correia, e «It's A New Day», com letra de Isabel Motta e Rui Ressurreição e, já na Movieplay, o single «Peter And Paul», cantado em inglês e em português. 

Os Álamos deram origem mais tarde, em 1970, ao Conjunto Universitário Hi-Fi, do qual fazia parte, além de Carlos Manuel Correia e Rui Ressurreição, este último já como colaborador, a voz feminina de Ana Maria. Na Parlophone, o Conjunto Uni-versitário Hi-FI editou um EP com «Back from the Shore», «Three Days of my Life» e «Words of a Mad», originais do grupo, e «I Call Your Name», uma versão dos Beatles no estilo dos Mamas & Papas. 

segunda-feira, 1 de março de 2021

Ala dos Namorados

1993 Maio - Manuel Paulo, João Gil (ex-Trovante que, entretanto, havia colocado uma pausa no desenvolvimento do projecto Moby Dick) e João Monge (autor das letras) juntam--se para compor vários novos temas. Por esta altura, ainda não existia a noção de um grupo enquanto tal. 

Jun. - Faltava a voz, tendo a certa altura sido discutida a possibilidade de se investir numa gravação com diferentes cantores. Esta ideia foi, contudo, contrariada no dia do concerto de Carlos Paredes no Teatro São Luís, onde descobrem a voz de Nuno Guerreiro, uma rara voz de contratenor que participava como convidado, por sugestão do próprio mestre Paredes. Por essa altura, é também contactado o guitarrista José Moz Carrapa, veterano músico de estúdio que fizera parte dos Salada de Frutas. Está formado o grupo, que grava então as suas primeiras maquetas. Nuno Guerreiro participa no álbum Ave Mundi Luminar, de Rodrigo Leão e o Vox Ensemble. 

Set. A EMI-VC ouve as maquetas, e o seu interesse no grupo gera uma guerra surda pela sua contratação com a concorrente BMG, para a qual gravavam os Moby Dick. Mas é com a EMI-VC que o grupo assina finalmente contrato. Segue--se, até Dezembro, um período de pré-produção daquele que virá a ser o primeiro disco. 

Dez. — Até Janeiro, decorre a gravação e mistura do primeiro álbum da Ala dos Namorados. Apenas com base na audição das maquetas, a organização do Festival de Bruges, na Bélgica, convida o grupo a actuar. 

1994 Fev. No dia 3, a actuação no Festival de Bruges é o primeiro concerto do grupo. Poucos dias depois apresentam-se à imprensa lisboeta num pequeno concerto no bar BBB, no Bairro Alto, organizado pela EMI-VC para lançamento do álbum de estreia. 

Mar. Edição do álbum de estreia Ala dos Namorados. A voz de contratenor de Nuno Guerreiro gera polémica entre a crítica, que se divide na apreciação do disco, e o público, que pensa de início ser aquela uma voz feminina e reage com paixão quando descobre ser um homem a cantar. Muito ligado ao fado, o disco «soou quase a uma provocação», declara João Gil ao Diário de Notícias onde descreve a tradicional imagem do ser fadista como o homem que chega a casa tarde «e tu estás à minha espera, ainda te dou cacetada e no final levas comigo na cama, tudo isto num tom caprino». «Loucos de Lisboa», tema escolhido pela editora para primeiro single, obtém algum sucesso de rádio. Do álbum faz ainda parte «Ao Sul», tema originalmente concebido para a banda sonora do filme homónimo de Fernando Matos Silva, que é, ironicamente, gravado pela Ala dos Namorados antes ainda de o filme ser estreado. Primeira actuação em Portugal, no CCB. 

Ago. Até Dezembro trabalham na pré--produção do segundo disco. Através de um contacto com Vitorino, travam conhecimento com o coro do grupo tradicional alentejano Os Camponeses de Pias, com o qual ensaiam uma reconstrução de raiz de um dos temas novos, «Canção de Ida e Volta», que incluirão no segundo álbum. 

1995 Jan. Iniciam as gravações do segundo álbum, com o técnico de som inglês Rafe McKenna. 

Maio Edição de Por Minha Dama, segundo álbum do projecto, onde participam Nuno Rodrigues, do Vox Ensemble de Rodrigo Leão, o ex-Banda do Casaco, Celso de Carvalho e os Meninos d'Avó, além do coro Os Camponeses de Pias. Por Minha Dama é mais bem recebido pela crítica que o disco de estreia, mas o tema escolhido para primeiro single, «O Baile da Viela», não se consegue impor nas rádios, e será «A História do Zé Passarinho», uma marchinha popular que destoa do resto do álbum, a obter um expressivo sucesso nas rádios de onda média. Comercialmente, Por Minha Dama iguala os números do álbum de estreia, insuficientes contudo para se poder falar de um verdadeiro êxito comercial. 

Set. Actuam no Mercate de Musica Viva de Barcelona, em Espanha, em primeira par-te do pianista catalão Tete Montoliu. 

Nov. Apresentam-se ao vivo no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, na sua primeira grande produção de palco em Lisboa; o concerto é um sucesso de crítica e de público, com os convidados especiais António Chainho, Maria João, Mísia e Manuel Rocha, da Brigada Victor Jara. 

Dez. Actuam no concerto de homenagem a Luís Mateus, no Coliseu dos Recreios. 

1996 Abr. — Actuam no Printemps de Bourges, em França. Por Minha Dama é nomeado para o Prémio José Afonso, atribuído anualmente pela Câmara Municipal da Amadora. 

Jun. Actuam em Macau, num concerto comemorativo do 10 de Junho. Actuam em Paris, no estádio José Mayer. 

Jul. Entram em estúdio para gravar o seu terceiro álbum de originais; as sessões prolongar-se-ão até dia 2 de Agosto. Nas gravações participam os Vozes da Rádio, José Medeiros, Carlos Guerreiro, dos Gaiteiros de Lisboa, José Salgueiro e Manuel Rocha, da Brigada Vítor Jara. José Moz Carrapa sai amigavelmente do grupo, que fica assim reduzido a trio. 

Nov. Editam o terceiro álbum, Alma, que inclui entre os seus 15 temas uma versão para «Gare d'Austerlitz», de José Mário Branco, e outra para o tema do filme O Padrinho, escrito por Nino Rota, com uma letra em português de João Monge, intitulada «Fado Siciliano». Mas o single escolhido é «Manto Negro», um tema épico com a participação de elementos do Coro da Gulbenkian, que encontra bastante resistência por parte da rádio e cujo vídeo é rodado no Estabelecimento Prisional de Monsanto. O álbum marca as primeiras reticências da crítica face ao trabalho da Ala dos Namorados. 



sábado, 27 de fevereiro de 2021

After Dark

1994 Set. Entre Londres e Lisboa, o produtor Jonathan Milier (Repórter Estrábico, Delfins, Ravel, Resistência, Madredeus) idealiza um projecto na área do acid jazz que junte as duas capitais num só disco, num encontro entre a cena jazz dance inglesa e a house portuguesa. 

1995 Um acordo discográfico é assinado com a BMG. O lançamento do disco chega a ser anunciado para o Verão, mas acaba por ser adiado. 

1996 

Fev.  Chega às rádios o CD single promocional com a canção «Leva-me», cantada por Marité (ex-Ravel). 

Mar. Na BMG, é editado After Dark, o álbum de estreia do projecto de Jonathan Milier. As canções apresentam vocalistas ingleses e portugueses: Kevin Saunders (Marden Hill), Michael Macdermott (Workshy), Marité (ex-Ravel) e Dora (Delfins). Pedro Ayres Magalhães (Madredeus) compõe e toca guitarra em "Lisbon Sunset". Fernando Cunha (Delfins) toca guitarra em «Leva-me». Outros músicos convidados são Mário Delgado (Resistência) mas guitarras, Neil Yates (Brand New Heavies) no trompete e Chris Bemand (Marden Hill) nas teclas.