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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Ban

1980 Primeira menção do grupo, então ainda intitulado Bananas. Constantes mudanças de formação, muitos ensaios e poucos concertos marcam o desenvolvimento do grupo. 

1982 Cristalização da formação do grupo, com João Loureiro (voz), filho de Valentim Loureiro, João Ferraz (guitarras), Francisco Monteiro (baixo) e Paulo Faro (bateria). Concorrem ao Festival Só Rock-7Up, entre mais de 200 grupos seleccionados. Ganham o Festival Rock em Stock-7Up. O primeiro prémio é a gravação de um single, mas o grupo abdica do prémio por descontentamento com a organização. 

1983 Intensificam os ensaios. Assinam pela EMI-Valentim de Carvalho. 

Jul. Editam o primeiro disco, o single «Identidade/Virgens-Impulsos», bem recebido pela crítica mas que passa relativamente despercebido junto do público. 

1984 Reduzem o nome para Ban, palavra deliberadamente sem significado para afastar qualquer relação ou ligação entre o nome e a música. 

Nov. Editam "Alma Dorida", EP com 4 temas apresentado como mini-álbum. O tema «Alma Dorida», dedicado a um amigo do grupo que se suicidou, chega ao 1° lugar do top do programa de rádio «Cor do Som». 

1985  Zezé Garcia, ex-Urb, junta-se temporariamente ao grupo na guitarra. 

Mar. Atuam ao vivo em Espanha, em Tuy e Vigo. 

Ago. Atuam ao vivo na Galiza. 

1986 Maio Entram em estúdio para gravar um maxi com edição prevista para Julho, mas que será atrasada para o Outono por dificuldades várias. Durante o Verão, vicissitudes de várias ordens forçam o grupo a parar para pensar o seu futuro. Decidem apostar tudo num primeiro trabalho de longa duração, pensado e elaborado com cuidado; o grupo afasta-se então do olhar público para se concentrar em preparar temas e novas direções musicais. 

Out. É editado o EP "Santa", produzido por Ricardo Camacho, dos Sétima Legião, e onde participam Zezé Garcia e a teclista Paula Sousa. 

Dez. "Santa" é considerado o melhor maxi de produção nacional pelo programa «Som da Frente». 

1987 A cantora Ana Deus junta-se aos Ban a tempo inteiro. Ana chegara a ser sondada para integrar os Madredeus, mas a sua mudança para o Porto inviabilizou a ideia. O grupo passa assim a integrar cinco elementos. 

Ago. Iniciam as gravações do primeiro álbum, que se vão prolongar ao longo de cinco meses. 

1988 Abr. Editam o álbum "Surrealizar", que é apresentado à imprensa no "Calçada", bar de Santos que, anos mais tarde, se passaria a chamar Johnny Guitar. «Irreal Social», escolhido igualmente como primeiro single de promoção do álbum, e «Num Filme Sempre Pop» tornam--se êxitos de rádio. O vídeo de «Irreal Social» é filmado no Calçada por João Matos, ex-A&R nacional da EMI-VC, reconvertido em realizador publicitário. 

Jul. É publicado um maxi-single com duas novas versões para temas de Surrealizar: «Irreal Social» e «Brouhaha (Um Caso de Confusão Mental)» são regravadas a pensar em pistas de dança. 

Out. É publicado em single «Encontro com Mr. Hyde», terceiro tema forte retirado do álbum Surrealizar. 

1989 Os Ban passam de cinco a sete elementos com a entrada de dois músicos que já colaboravam com o grupo há algum tempo: Rui Fernandes (saxofone) e Ricardo Serrano (teclas). Serrano é irmão de Frederico «Quico» Serrano, ex-teclista dos Salada de Frutas, que colaborará com os Ban nos próximos dois álbuns. 

Jul. Editam o álbum "Música Concreta". João Loureiro cumpre o serviço militar durante o processo de gravação e mistura do disco, que inclui êxitos como «Dias Atlânticos», «Excesso, Aqui» ou «Suave». 

1990 Jul. Os Ban tocam no "Festival Sons do Mar", no campo de treinos do Estádio de Alvalade, num elenco que inclui ainda os Rádio Macau e Marisa Monte. É preparada a compilação "Documento", pensada para reunir num único disco as gravações dos Ban, anteriores a 1988, separando assim de maneira distinta as duas fases da carreira do grupo. A edição de "Documento" é adiada. Os Ban completaram entretanto o novo disco de originais, pronto antes da data originalmente prevista. 

1991 Fev. É editado o álbum "Mundo de Aventuras", terceiro longa-duração do grupo, antecedido pelo single promocional «Rosa, Flor». 

Jul. O maxi "Mundo de Aventuras" inclui duas remisturas para o tema-título do álbum desse ano, e ainda «Pequeno Amor», tema extra incluído apenas na versão CD do álbum. 

1992 Fev. (25) - É finalmente editada a compilação "Documento", que reúne as gravações publicadas em singles e maxis entre 1983 e 1986. Os Ban anunciam a sua dissolução amigável. João Loureiro, João Ferraz e Rui Fernandes formam com Alexandre Soares, ex-guitarrista dos GNR, os "Song Experience", que cantam em inglês com vista à exportação para outros mercados. O projec«to passa a chamar-se "Zero" e assina pela Sony Music. Os "Zero", curiosamente, passarão a cantar em português, e o seu disco não será exportado. Rui Fernandes funda paralelamente os "D.R.Sax", que dão que falar na cena portuense ao longo dos próximos dois anos, e abandonará os "Zero" após a edição do álbum "Zero", para se dedicar a tempo inteiro aos "D.R.Sax". Ana Deus funda as "Três Tristes Tigres" com Paula Sousa, ex-Repórter Estrábico que colaborara com os Ban entre 1985 e 1988, e a letrista Regina Guimarães. 

Nov. Os "Zero" editam pela Sony Music o seu primeiro - e, até à data, único - álbum, intitulado unicamente "Zero". 

1994  João Loureiro anuncia que os Ban tencionam voltar a juntar-se para uma digressão de Verão. É confirmada a notícia da reunião do grupo, sem Ana Deus, agora, a tempo inteiro com as "Três Tristes Tigres". E substituída por Emília Santos, que colaborara no álbum de estreia dos "Zero". 

Jul. A duas semanas do início da digressão, os Ban ficam sem instrumentos, roubados da sua sala de ensaio no Porto. 

Ago. É editada a compilação "Num Filme Sempre Pop - o Melhor dos Ban", pensada para coincidir com a digressão de Verão entretanto atrasada devido ao roubo dos instrumentos. A primeira edição do álbum inclui um segundo CD de bónus, que publica, pela primeira vez em CD, as várias remixes já saídas em maxi-single. É anunciado que o reagrupamento dos Ban não é, afinal, temporário. Em várias entrevistas, João Loureiro anuncia intenções de se dedicar em paralelo aos Ban e aos Zero, estando inclusive em negociações com várias editoras para um contrato em grupo que incluiria os Zero, entretanto desligados da Sony, os reagrupados Ban (cujo contrato com a EMI-VC expira no final deste ano) e os D.R.Sax (que assinam em Outubro, isoladamente, pela BMG). Os Zero anunciam que vão iniciar em Outubro a gravação de um segundo álbum com produção do grupo e Gary Wallis, mas apesar de haver maquetas gravadas, o grupo não chega a entrar em estúdio. 

1995 Mar. (3-4)  Os Ban atuam ao vivo no Teatro São Luís, em Lisboa. 

Abr. Emília Santos assina contrato a solo com a NorteSul, a nova etiqueta discográfica do grupo Valentim de Carvalho, anunciando--se que vai entrar em estúdio para a gravação de um álbum a ser produzido por João Ferraz, guitarrista dos Ban. 

Maio Os Ban iniciam a preparação de um novo álbum de estúdio, embora não tenham ainda um novo contrato discográfico. 

Jun. A BMG edita 0670, primeiro álbum dos D.R.Sax, projeto liderado pelo ex-Ban Rui Fernandes. Apesar do tema «Não Me Esqueci» se tornar num grande êxito de rádio, e do tema-título «0670» lhe seguir as pisadas, o álbum não obtém sucesso comercial. 

Ago. Os Ban participam no espectáculo portuense do "Portugal ao Vivo II", ao lado dos Delfins, General D, Santos & Pecadores e Blind Zero. 

Set. João Loureiro, em declarações ao jornal Blitz, anuncia ter já cerca de 20 novos temas escritos para um novo álbum dos Ban, mas com um som substancialmente diferente das edições anteriores. Loureiro confirma ainda a sua intenção de manter os Ban e os Zero em atividade, em paralelo. 

(7) Os Ban participam num espectáculo de angariação de fundos para que o Coliseu seja adquirido pela Câmara Municipal do Porto, no seguimento do anúncio da sua possível venda à Igreja Universal do Reino de Deus. Emília entra em estúdio para gravar o seu álbum a solo. As gravações prolongar-se-ão até Fevereiro de 1996, com a participação de Francisco Monteiro e Ricardo Serrano, dos Ban, além de músicos dos Kussondulola, Mania dos Pedros e Cool Hipnoise. João Loureiro assina algumas letras para o disco, assim como Paulo Abrunhosa, irmão de Pedro, e Luciano Barbosa dos Repórter Estrábico. 

1996 Fev. Os Ban anunciam estarem pron-tos para iniciar gravações de um novo álbum, assim que a cantora Emília Santos terminar as gravações do seu disco de estreia a solo. 

Jun. (18) É editado pela NorteSul «Ninguém», o single de apresentação do álbum de Emília, perante a indiferença geral dos media. O álbum, previsto para lançamento em Julho, vê a sua edição atrasada para depois do Verão. 

Set. (16) É finalmente editado o álbum de estreia de Emília, intitulado simplesmente Emília. Apesar dos esforços da companhia e de algumas (poucas) reações positivas, o álbum é mal recebido pelos media e passa despercebido junto do público. 

1997 Então vice-presidente do Boavista, João Loureiro toma-se, por afastamento do presidente, seu pai, major Valentim Loureiro, no novo homem à frente do clube. No dia em que a decisão de Valentim Loureiro é tomada pública, João Loureiro anuncia que se retira dos palcos, mas não rejeita a possibilidade de gravar discos. 

Discografia: 
1983 «Identidade» (single, Valentim de Car-valho). 
1984 Alma Dorida (EP, EMI). 
1986 Santa (EP, EMI). 
1988 Surrealizar (LP, EMI); Irreal Social (remix) (maxi, EMI); «Encontro Com Mr. Hyde» (single, EMI). 
1989 Música Concreta (CD, EMI). 
1991 Mundo de Aventuras (CD, EMI); Mundo de Aventuras (remix) (maxi, EMI); Documento (CD, EMI). 
1994 Num Filme Sempre Pop (CD, EMI). 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Os Babies

Os Babies foram o primeiro grupo de rock em Portugal. Formaram-se em Coimbra, em 1955, com José Cid (rabecão), Igrejas Bastos (voz e bateria), Portela, que era dos Açores (teclas) e por um guitarrista, cujo nome a história não registou. «Nessa altura, conta José Cid em entrevista à revista Rock em Portugal, de Março de 1978 - não havia ainda violas eléctricas em Portugal e nós tocávamos com instrumentos que normalmente eram usados para as bandas de jazz ou de tangos. 

O meu amigo que tocava viola tinha trazido do estrangeiro uma coisa, na altura sensacional, que se adaptava a uma viola acústica e que dava um som bestial ligado a uma telefonia. Ficava com um som de viola eléctrica, mais ou menos aproximado.» José Cid usava um rabecão, que tocava com luvas de cabedal «para não ferir os dedos ao puxar aquelas tripas com força». 

Os Babies, cuja carreira foi de três anos, até 1958, sem discos gravados, estrearam-se ao vivo no Jardim da Manga, em Coimbra, escandalizando com a sua música rock (Bill Haley, Chuck Berry, Everly Brothers, Fats Domino) as senhoras «chiques» da cidade que tomavam chá no salão. Depois dos Babies, José Cid integrou o conjunto do Orfeão de Coimbra, onde tocavam José Niza, Rui Ressurreição e Daniel Proença de Carvalho. 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Astonishing Urbana Fall

1996 Jan. - Formam-se no Porto, dedicando parte do seu trabalho à procura de um som rock bastante experimentalista. 

Jul. - Atuam nos festivais de Paredes de Coura e de Vilar de Mouros. 

1997 Fev. - Estreiam o catálogo da editora independente portuense "Deixe de Ser Duro de Ouvido", com o CD Acetaminophen EP, apresentado em concertos no Meia Cave (Porto), Discoteca States (Coimbra), Marquês Rock Clube (Lisboa) e Bar da ESAP (Porto). 

Mar. - Interpretam a faixa «Us And Them» na compilação "Deixe de Ser Duro de Ouvido" - Vol 2. Atuam na noite de entrega dos prémios Blitz-96, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. 

Artur Ribeiro

Artur Joaquim de Almeida Ribeiro nasceu no Porto a 4 de Agosto de 1924 e popularizou-se durante a década de 50 como intérprete, mas principalmente como autor de letras para as canções de sucesso interpretadas por nomes como Rui de Mascarenhas, Francisco José, Max, Simone de Oliveira e Amália Rodrigues. Foi o criador de grandes canções, entre as quais se contam «Nem às Paredes Confesso», «Rosinha dos Limões», «Bate o Pé», «Os Pauliteiros do Douro» e «Lisboa». 

Mais tarde, entrou para a Emissora Nacional, onde se manteve até 25 de Abril de 1974. Os seus versos foram musicados pelos principais compositores desse período - Tavares Belo, Nóbrega e Sousa, José Maria Antunes, Ferrer Trindade e Jorge Machado. Desenvolveu igualmente uma carreira reconhecida com particular intensidade no mercado espanhol, país onde participou em diversos espectáculos televisivos, nomeadamente «As Noites de Sábado». 

Até ao início dos anos 80, continuou a cantar regularmente numa casa de fados de Lisboa - a Taverna d' El Rey, em Alfama - antes de ser atingido por uma doença nervosa de origem hereditária, da qual viria a falecer. 

Artur Paredes

Artur Paredes foi um guitarrista genial, «o génio revolucionário da guitarra coimbrã». Muitos julgarão que a guitarra de Coimbra tenha começado com ele, mas não é bem assim. Seu pai - Gonçalo Rodrigues Paredes, que se formou na Universidade em 1912, - e seu tio, - Manuel Paredes - foram seus antecessores na arte difícil de tocar guitarra. 

Artur Paredes foi, assim, o continuador de uma tradição familiar. Tradição familiar, aliás, cujo testemunho passou a seu filho - Carlos Paredes - outro genial guitarrista. Segundo Nelson Correia Borges, Artur Paredes foi o grande fenómeno da guitarra de Coimbra, afastando-a definitivamente da sua irmã de Lisboa, introduzindo-lhe características que melhor se coadunavam com o estilo coimbrão, designadamente o formato da caixa harmónica. 

Desenvolveu uma técnica insuperável de que foi herdeiro seu filho, Carlos Paredes. Introduziu nas suas «variações» a música popular, com predominância da música «futrica» de Coimbra, com extraordinário virtuosismo. Ninguém como ele toca a «Balada de Coimbra», que passou a encerrar todas as serenatas. 

Paredes nunca cursou a Universidade, embora a Academia o considerasse como um membro seu. De sua profissão empregado bancário, Artur Paredes participou em muitos saraus da Tuna e do Orfeão, até ir residir para Lisboa em 1934. Em Agosto e Setembro de 1925, Artur Paredes deslocou-se ao Brasil, como «artista adjunto» da Tuna Académica. Mas para que todos os astros se conjugassem para produzir a geração de oiro do fado de Coimbra, Artur Paredes foi contemporâneo de cantores e autores como Edmundo Bettencourt, António Menano, Paradela de Oliveira, Lucas Junot e Armando Goes. Artur Paredes, como já foi referido, não se limitou a ser um genial guitarrista e um excelente compositor - ele deu à guitarra coimbrã novas sonoridades, através de uma investigação persistente e sistemática, apoiada por uma outra geração de grandes artistas na construção de guitarras, a família Grácio. Sobretudo com Edmundo Bettencourt (que, segundo o Luiz Goes me confessou, Paredes preferia a qualquer um dos outros cantores da sua geração), Artur Paredes teve intensa colaboração, aliás registada em discos admiráveis, embora gravados com as condições técnicas disponíveis nos anos 20 e 30. E que, Artur Paredes, não só reinventou e renovou a guitarra coimbrã, não só criou admiráveis composições, como também reconstruiu a arte de acompanhar as vozes dos cantores de forma sublime. 

Os seus acompanhamentos, as introduções aos fados, a dinâmica, o clima, as atmosferas musicais com que envolvia o apoio instrumental às vozes dos cantores, constituíram uma extraordinária mais valia, que aliás fez escola em guitarristas que lhe sucederam, como foi o caso de António Brojo e António Portugal. Uma noite, numa república de Coimbra (já não me lembro qual, nem do ano, mas terá sido em finais dos anos 50) tive a honra de assistir e de participar, tocando guitarra, numa sessão única e ímpar: Artur Paredes, acompanhado de seu filho Carlos Paredes, e do seu viola de muitos anos, o excelente Arménio Silva. Foi um deslumbramento! Mas foi, também, a demonstração de que o Génio não gostava de repartir ou partilhar a sua arte com mais ninguém, mesmo que se tratasse do seu filho Carlos, à altura já um genial guitarrista. A verdade é que, nessa noite, Carlos Paredes se limitou a acompanhar o seu pai, sem direito a exibir o seu virtuosismo...  

                                                                José Niza


Artur Garcia

Artur Garcia da Silva nasceu em Lisboa, no Bairro de Alcântara, a 15 de Abril de 1937. Começou a cantar aos 14 anos, como amador, e cedo passou ao profissionalismo, com muito boa aceitação por parte do público. No entanto, durante o dia mantinha-se como empregado dos armazéns Eduardo Martins, onde tinha uma série de colegas muito interessados pela rádio. Alguns deles conduziram Artur ao Centro de Preparação de Artistas da Rádio, que funcionava na Casa das Beiras, junto ao Largo de S. Domingos. Após prestar provas, Artur Garcia passou a ser considerado um dos cantores principais de uma nova geração que também incluía Maria de Fátima Bravo, Madalena Iglésias e Simone de Oliveira. 

Artur Garcia passou, aliás, a ser conhecido como «O Rouxinol», em parte devido às suas aptidões vocais, e em parte porque a sua estreia ocorreu com a interpretação do tema «Rouxinol dos Meus Amores», de Luís Mariano. Após cumprido o serviço militar, veio finalmente a consagração profissional, e surgiu na televisão a interpretar teatro e opereta. Apresentou-se em programas de variedades e fez revista nos teatros Maria Vitória e ABC, nomeadamente nas revistas "Sete Colinas", "Todos ao Mesmo" e "Frangas na Grelha". Em 1964 esteve presente no I Grande Prémio TV (que antecedeu o Festival RTP da Canção) com duas canções que ali foi interpretar. No ano seguinte alcançou o segundo lugar com o tema «Amor». 

Em 1966, numa votação paralela organizada pela imprensa, o público elegeu a sua canção «Porta Secreta». Venceu o primeiro prémio do Festival da Figueira da Foz, em 1968, e o primeiro prémio do Festival de Aranda de Duero, em 1967. No mesmo ano foi eleito Rei da Rádio, após ter ficado em segundo lugar duas vezes consecutivas, e recebeu o Prémio da Imprensa em Moçambique. 

Por votação pública, em 1968 voltou a ser eleito Rei da Rádio, e em 1969 o Príncipe do Espectáculo. Nos anos 60 fez diversas digressões na Guiné, Angola e Moçambique para as Forças Armadas Portuguesas. Atuou também em Espanha, França, Itália, Inglaterra, Canadá, Estados Unidos, Bermudas, Brasil e índia. Em diversas ocasiões, cantou ao lado de Júlio Iglésias, Carmen Sevilla, Rafael ou Sylvie Vartan. «Como o Tempo Passa», «A Menina Triste», «Bom Dia», «Sonhando Con-tigo», «Olhos de Velu-do», «O Homem do Leme» e «A Cidade ao Sol» são algumas das principais canções de Artur Garcia, provavelmente o mais premiado dos cantores portugueses da sua geração. 


Artistas de Cinema, Rádio e Televisão 1961/62

 


Artistas de Cinema, Rádio e Televisão 1961/62

 


Artistas de Cinema, Rádio e Televisão 1961/62

 


Artistas de Cinema, Rádio e Televisão 1961/62


 

sexta-feira, 20 de março de 2026

Anúncio Coca-Cola - Sensação de Viver


A história da Coca-Cola começa no final do século XIX, nos Estados Unidos, e tornou-se um dos maiores exemplos de sucesso no mundo das marcas.

A bebida foi criada em 1886 pelo farmacêutico John Stith Pemberton, na cidade de Atlanta. Inicialmente, a Coca-Cola era vendida como um tónico medicinal numa farmácia local, sendo anunciada como uma bebida capaz de aliviar o cansaço e melhorar o bem-estar. A mistura original incluía extratos de folhas de coca e nozes de cola, o que deu origem ao nome “Coca-Cola”.

O nome e o famoso logótipo foram criados por Frank Mason Robinson, contador de Pemberton, que também foi responsável pela caligrafia icónica que ainda hoje caracteriza a marca.

Após a morte de Pemberton, o empresário Asa Griggs Candler adquiriu os direitos da fórmula e transformou a bebida num negócio de grande escala. Foi ele quem investiu fortemente em publicidade e distribuição, ajudando a Coca-Cola a ganhar popularidade em todo o território americano.

Um dos momentos mais importantes da história da marca ocorreu em 1899, quando foi assinado o primeiro acordo para engarrafamento da bebida, permitindo que a Coca-Cola fosse vendida fora das fontes de soda. Poucos anos depois, em 1915, foi criada a famosa garrafa de vidro com formato curvilíneo, pensada para ser reconhecida ao toque ou mesmo no escuro.

Ao longo do século XX, a Coca-Cola expandiu-se internacionalmente, tornando-se um símbolo da cultura americana e da globalização. A marca esteve presente em eventos históricos e momentos marcantes, incluindo a sua distribuição às tropas durante a Segunda Guerra Mundial, o que ajudou a consolidar a sua presença em vários países.

A empresa responsável pela marca, a The Coca-Cola Company, continuou a inovar ao longo das décadas, lançando novos produtos, como versões sem açúcar e outras bebidas. A marca também se destacou por campanhas publicitárias memoráveis, associadas a valores como felicidade, partilha e união — incluindo iniciativas globais como “Open Happiness” e “Taste the Feeling”.

Hoje, a Coca-Cola é uma das marcas mais reconhecidas do mundo, vendida em praticamente todos os países. Mais do que um simples refrigerante, tornou-se um ícone cultural que atravessa gerações, mantendo-se relevante através da sua capacidade de adaptação e da forte ligação emocional com os consumidores.

Anúncio Carlsberg


A história da Carlsberg começa em 1847, na cidade de Copenhaga, quando o cervejeiro J.C. Jacobsen fundou a sua fábrica de cerveja com o objetivo de produzir uma bebida de elevada qualidade e consistência.

O nome “Carlsberg” tem um significado especial: “Carl” vem do nome do filho do fundador, Carl Jacobsen, e “berg” significa “colina” em dinamarquês, referindo-se ao local onde a cervejaria foi construída.

Desde o início, a Carlsberg destacou-se pela sua aposta na ciência e na inovação. Em 1875, J.C. Jacobsen criou o Carlsberg Laboratory, um centro de investigação dedicado ao estudo da fermentação e da produção de cerveja. Foi neste laboratório que, em 1883, o cientista Emil Christian Hansen conseguiu isolar uma cultura pura de levedura, conhecida como Saccharomyces carlsbergensis, um avanço revolucionário que permitiu melhorar a qualidade e a consistência da cerveja em todo o mundo.

Ao longo do final do século XIX e início do século XX, a Carlsberg expandiu-se internacionalmente, tornando-se uma das marcas de cerveja mais reconhecidas globalmente. A empresa também ficou conhecida pelo seu compromisso com a ciência, apoiando diversas áreas de investigação através da Carlsberg Foundation, criada pelo próprio fundador.

Durante o século XX, a Carlsberg continuou a crescer através de parcerias, aquisições e inovação nos seus produtos. Tornou-se especialmente popular na Europa e, mais tarde, em mercados internacionais, incluindo a Portugal, onde a marca é amplamente consumida.

Hoje, a Carlsberg é uma das maiores cervejeiras do mundo, presente em dezenas de países. Mais do que uma simples marca de cerveja, representa uma combinação de tradição, ciência e inovação, mantendo o lema que a tornou famosa: “Provavelmente a melhor cerveja do mundo”.

Anúncio Cornetto


A história do Cornetto é um exemplo de como uma ideia simples pode transformar-se num ícone global no mundo dos gelados.

O Cornetto tem as suas origens na Itália, onde o nome “cornetto” significa “pequeno cone”, inspirado no formato do produto. Embora os gelados em cone já existissem desde o início do século XX, foi apenas em 1959 que o italiano Spica desenvolveu uma versão inovadora: um cone de bolacha cuja parte interna era revestida com uma camada de chocolate. Esta solução evitava que o gelado amolecesse o cone, mantendo-o estaladiço até ao fim — uma melhoria decisiva na experiência de consumo.

Na década de 1970, a marca foi adquirida pela Unilever, que viu no Cornetto um enorme potencial internacional. A partir daí, o produto foi lançado em vários países europeus e rapidamente se tornou um sucesso, graças à sua combinação única de textura crocante, gelado cremoso e a clássica ponta de chocolate no fundo do cone.

Durante os anos 1980 e 1990, o Cornetto consolidou-se como um símbolo de verão e juventude, impulsionado por campanhas publicitárias memoráveis — muitas delas associadas à música e a momentos românticos. Tornou-se particularmente popular em países como Portugal, onde passou a fazer parte das escolhas mais comuns nas praias e geladarias.

Com o passar do tempo, o Cornetto foi evoluindo, introduzindo novas versões e sabores, como chocolate, morango, baunilha, caramelo e edições especiais. A marca também apostou em diferentes formatos e linhas premium, mantendo-se relevante num mercado cada vez mais competitivo.

Hoje, o Cornetto é um dos gelados mais reconhecidos do mundo, representando não só uma inovação técnica na indústria alimentar, mas também uma experiência emocional associada a momentos de lazer, partilha e prazer — especialmente nos dias quentes de verão.

Anúncio Royco Cup-a-Soup


A Royco Cup-a-Soup é um produto emblemático no segmento das sopas instantâneas, conhecido pela sua praticidade e rapidez de preparação. A sua história está ligada à evolução dos hábitos alimentares modernos, especialmente à necessidade de refeições rápidas, leves e acessíveis no dia a dia.

A marca Royco surgiu na Europa como parte do desenvolvimento da indústria de alimentos processados no século XX, numa época em que grandes empresas alimentares começaram a investir em produtos convenientes para consumidores com rotinas cada vez mais ocupadas. Mais tarde, a marca passou a integrar o portefólio da Unilever, uma das maiores multinacionais do setor alimentar e de produtos de consumo.

O conceito Cup-a-Soup foi introduzido como uma solução inovadora: uma sopa desidratada em pó, pronta a ser preparada apenas com a adição de água quente. Esta ideia simples transformou a forma como muitas pessoas consumiam sopa, tornando-a acessível em qualquer lugar — no trabalho, em viagem ou em casa, sem necessidade de cozinhar.

Durante as décadas de 1970 e 1980, o produto ganhou grande popularidade em vários países europeus, incluindo Portugal, graças à sua conveniência e variedade de sabores, como galinha, tomate e legumes. A facilidade de preparação — bastando uma chávena e água quente — tornou-se um dos seus maiores atrativos, especialmente entre estudantes e profissionais.

Ao longo do tempo, a Royco Cup-a-Soup foi evoluindo para acompanhar as preferências dos consumidores, introduzindo novas receitas, opções com menos sal, versões mais cremosas e combinações de ingredientes mais sofisticadas. A marca também apostou em campanhas publicitárias que reforçavam a ideia de pausa reconfortante durante o dia.

Hoje, a Royco Cup-a-Soup continua a ser uma referência no mercado das sopas instantâneas, representando um equilíbrio entre tradição e conveniência, e mantendo o seu papel como uma solução prática para quem procura uma refeição rápida e reconfortante.