segunda-feira, 24 de março de 2025
Amália Rodrigues - Parte 5
sexta-feira, 21 de março de 2025
Amália Rodrigues - Parte 4
1964 Out. (16) Estreia de "Fado Corrido", filme de Jorge Brum do Canto baseado num conto de David Mourão-Ferreira, onde Amália tem um dos papéis principais e interpreta cinco fados.
1965 Jan. (26) Numa das suas lendárias sessões de gravação nos estúdios da Valentim de Carvalho, em Paço d'Arcos, que se prolongam habitualmente pela noite fora com a cantora a interpretar de rajada temas novos e criações antigas, Amália grava um sem número de canções que serão posteriormente aproveitadas para o LP "Fado Português". Do material gravado destacam-se 3 temas com poemas de Luís de Camões, que serão editados, separadamente, em Fevereiro no EP Amália Canta Luís de Camões, que inclui «Lianor», «Erros Meus» e «Dura Memória».
Mar. (12) Participa na "Gala des Artistes", em Paris, como domadora de elefantes.
(15) Estreia em Portugal de "As Ilhas Encantadas". O filme é mal recebido pela critica e pelo público, e Amália não voltará a aceitar um papel principal no cinema, apesar da insistência de amigos como Anthony Quinn, que chegou a acordo com os herdeiros de Federico Garcia Lorca para filmar a sua peça "Bodas de Sangue" com Amália.
Jun. (15) Pelo terceiro ano consecutivo, Amália grava marchas populares para edição num EP. É editado "Fado Português", álbum inteiramente gravado em Janeiro. Os seus 12 temas serão editados em EP durante os primeiros meses de 1966. Recebe o Prémio do SNI para a Melhor Atriz do Ano por "As Ilhas Encantadas".
1966 Abr. Grava de novo quatro dos seus fados clássicos dos anos 40, que gravara pela primeira vez no Brasil, com a orquestra de Joaquim Luís Gomes e o conjunto de guitarras de Raul Nery: «Fado do Ciúme», «Não Sei porque Te Foste Embora», «Só à Noitinha» e «Maria da Cruz». Os quatro fados serão editados num EP em Outubro.
Jun. (14) Atua no Lincoln Center em Nova Iorque com o maestro André Kostelanetz, num concerto de temas folclóricos portugueses acompanhados a orquestra. O concerto será posteriormente repetido no Hollywood Bowl, em Julho.
(17) Estreia em Paris de "As Ilhas Encantadas".
Jul. (22) Estreia em Portugal do filme de Jean Leduc "Via Macau", onde Amália interpreta «Le premier jour du monde». Simultaneamente, é editado um EP com o tema.
Set. Inspirada pelos concertos americanos do Verão, com André Kostelanetz, Amália grava nos estúdios da Valentim de Carvalho temas do folclore português com orquestra, com arranjos dos maestros Joaquim Luís Gomes e Jorge Costa Pinto.
Out. (27) Faz parte do júri do Festival da Canção do Rio de Janeiro, escolhendo igualmente Simone de Oliveira como representante de Portugal no Festival. Canta na festa da inauguração da ponte sobre o Tejo.
1967 Fev. (4) Recebe o prémio MIDEM 1965/66, em Cannes, das mãos do ator Anthony Quinn. Amália voltará a receber este prémio em 1968 e 1969.
Abr. (22) São editados simultaneamente três EP com as gravações de folclore realizadas em Setembro: Folclore 1 - Amália Canta Portugal, Malhão de Cinfões e Tirana.
Maio (4) Inicia uma temporada no Olympia como primeira figura de um espetáculo denominado «Grand Gala du Music-all Portugais», inteiramente composto por um elenco português do qual fazem parte Simone de Oliveira, o Duo Ouro Negro e Carlos Paredes, entre outros.
Ago. Em mais uma sessão de gravação, Amália grava com o conjunto de guitarras de Raul Nery uma série de fados clássicos que serão publicados, em Setembro, num álbum com o título Fado '67.
Nov. (29) Grava o «Concerto de Aranjuez», de Joaquín Rodrigo, com uma letra em francês, «Aranjuez, mon amour», acompanhada pela orquestra de Joaquim Luís Gomes. Será o tema principal de um EP publicado no Natal.
1968 Passa os primeiros meses do ano em gravações nos estúdios da Valentim de Carvalho, deixando assim material pronto para edição em vários singles e EP ao longo do ano.
Maio Grava «Vou Dar de Beber à Dor», de um compositor até aí inteiramente desconhecido chamado Alberto Janes.
Amália Rodrigues - Parte 3
1960 Set. (9) Estreia em Portugal de "Músicas de Sempre".
1961 Abr. (26) Casa-se no Rio de Janeiro com o engenheiro César Seabra, que conhecera seis anos antes no Brasil. Vive dez meses no Brasil.
Jun. (26) Estreia em Portugal de "Canções Unidas".
1962 É editado o LP "Amália Rodrigues", mais conhecido como "Busto" ou "Asas Fechadas". Trata-se do primeiro álbum de Amália pensado como um álbum, e é igualmente o seu primeiro disco com músicas de Alain Oulman. Os 12 temas do álbum serão publicados, no início de 1963, espalhados por três EP.
Ago. (27) Atua no Festival de Edimburgo.
1963 Fev. (5) Entra em estúdio para gravar, com a orquestra do maestro Jorge Costa Pinto, marchas populares.
Abr. Atua, no Savoy, em Londres.
Jun. (16) É editado o EP "Marchas de Lisboa", que inclui quatro das marchas gravadas em Fevereiro.
1964 Aceita o papel principal do filme "As Ilhas Encantadas", do estreante Carlos Vilardebó, baseado numa novela de Herman Melville. É durante as filmagens nos Açores que Amália conhece o fotógrafo Augusto Cabrita, que se transformará, até à sua morte, no fotógrafo oficial de Amália.
Abr. (27 e 28) Volta a gravar em estúdio alguns dos seus maiores clássicos, como «Estranha Forma de Vida» e «Ai Mouraria». O primeiro é o tema principal de um EP lançado ainda em Maio, mas a nova versão de «Ai Mouraria» apenas verá a luz do dia no Verão de 1965.
Jun. (12) Volta a gravar marchas populares, agora com a orquestra de Ferrer Trindade, para edição num EP ainda durante o mês de Junho.
terça-feira, 18 de março de 2025
Amália Rodrigues - Parte 2
1946 Out. (17) Estreia de "Rosa Cantadeira", onde Amália interpreta seis fados. Três ficarão como clássicos: «Fado do Ciúme», «Perseguição» (o ex-libris de Amália para o público brasileiro) e «Ai Mouraria». Grava os seus primeiros discos, oito 78 RPM's com um total de 16 gravações, para a editora brasileira Continental.
1946 Maio (18) Já em Lisboa, Amália participa na revista do Teatro Apolo "Estás na Lua!", interpretando cinco fados do seu reportório.
Jun. (25) É substituída por Ercília Costa no elenco de "Estás na Lua!", a fim de iniciar as filmagens de "Capas Negras".
Out. (18) É a vedeta de uma nova montagem da opereta "Mouraria", propositadamente feita para ela e com duas novas canções compostas para a sua voz. Ficará em cena no Teatro Apoio até ao 1° de Janeiro de 1947.
1947 Maio (16) Estreia do filme de Armando Miranda "Capas Negras", um enorme sucesso comercial que marca a estreia no cinema de Amália e bate todos os recordes de exibição até então, com 22 semanas consecutivas em cartaz no cinema Condes, em Lisboa. A seu lado está Alberto Ribeiro, que cria aqui «Coimbra» sem grande sucesso; só mais tarde, na voz de Amália, a canção correrá mundo.
Verão Filma em Madrid, nos estúdios Roptense, 10 fados para servirem de complemento à exibição de longas-metragens em Lisboa, e que serão exibidas num sem-número de cinemas portugueses entre 1947 e 1949.
Nov. (29) Estreia, no Coliseu do Porto, do filme de Perdigão Queiroga "Fado - História de Uma Cantadeira", fortemente publicitado como inspirado pela vida de Amália (o que não corresponde à verdade), e que é um novo êxito comercial.
Dez. (19) Estreia no Cinema Eden o primeiro dos 10 fados filmados em Espanha, "Fado da Rua do Sol".
1948 Fev. (16) Estreia em Lisboa, no Teatro da Trindade, de "Fado". Recebe o Prémio do SNI para a Melhor Atriz de Cinema pela sua interpretação em "Fado".
1949 Divorcia-se de Francisco da Cruz, ausente em África.
Abr. Canta pela primeira vez em Paris e em Londres, em festas do Departamento de Turismo organizadas por António Ferro. Em Paris, Amália atua no Chez Carrère e é aclamada pela critica e pelo público e, em Londres, atua no Ritz.
Jul. (29) Estreia de Sol e Touros, filme de José Buchs onde Amália canta, como convidada, o «Fado do Silêncio» de Raul Ferrão.
Dez. Regressa ao Brasil, mas uma doença de voz impede-a de assumir na íntegra os contratos celebrados.
Dez. (26) Estreia em Portugal do filme de Leitão de Barros "Vendaval Maravilhoso", uma co-produção luso-brasileira narrando a vida do poeta Castro Alves. Amália interpreta o papel da musa do poeta, Eugénia Câmara, numa mudança de registo, mas do filme, que é um fracasso comercial, julga-se não terem sobrevivido cópias.
1950 Set. Atua nos espetáculos do Plano Marshall pela Europa, corno única intérprete ligeira no meio de um elenco predominantemente clássico. Durante um espetáculo em Dublin, Amália canta «Coimbra», que fica no ouvido da cantora francesa Yvette Giraud, que a populariza em França como «Avril au Portugal».
1951 Grava pela primeira vez em Portugal, para a editora Melodia (Rádio Triunfo).
Mar. Atua pela primeira vez em Moçambique, no Congo Belga e em Angola.
1952 Set. Atua pela primeira vez em Nova Iorque, no "La Vie En Rose", onde ficará 14 semanas em cartaz. Assina contrato com a casa Valentim de Carvalho, fazendo as suas primeiras gravações para a companhia nos estúdios da EMI inglesa, em Londres. A relação discográfica de Amália com a Valentim de Carvalho só será interrompida brevemente, no final dos anos 50, por uma passagem pela editora francesa Ducretet-Thomson, após a qual Amália regressará à Valentim de Carvalho de vez.
1953 Atua pela primeira vez na Cidade do México.
Jul. (1) Estreia-se na televisão americana, no programa de Eddie Fisher na cadeia NBC.
1954 Jan. Estreia-se no "Mocambo", em Hollywood. É convidada para um pequeno papel no filme de Henri Verneuil "Os Amantes do Tejo", produção francesa parcialmente rodada em Portugal, com Daniel Gélin e Trevor Howard. No filme Amália interpreta «Canção do Mar» e «Barco Negro», que correm mundo arrastadas pelo sucesso do filme. Edita o seu primeiro LP: Amália Rodrigues Sings Fado from Portugal and Flamenco from Spain, publicado nos EUA pela Angel Records. Este álbum nunca será editado em Portugal com este acoplamento, mas conhecerá edições em Inglaterra e, em 1957, também em França.
1955 Jan. (18) Estreia em Portugal de "Os Amantes do Tejo".
Mar. (8) Estreia no Teatro Monumental da nova montagem do drama de Júlio Dantas "A Severa", numa produção do empresário Vasco Morgado com Amália no papel da Severa e Paulo Renato como Marialva. Estreia em Paris de "Os Amantes do Tejo".
Maio Estreia em Londres de "Os Amantes do Tejo". Amália muda-se para a Rua de S. Bento. Filma duas canções para a curta-metragem britânica April in Portugal, estreada ainda em 1955 na Royal Film Performance de Londres. Edita o seu primeiro LP em França, através da Pathé-Marconi.
Out. (12) Estreia na Cidade do México do documentário "Músicas de Sempre", onde Amália interpreta «Lisboa Antiga».
1956 Abr. (10) Atua pela primeira vez no Olympia de Paris, numa das festas de despedida de Josephine Baker.
(12) Estreia-se no Olympia como «vedeta americana», encerrando a 1 a parte do espetáculo. O sucesso é tal que, terminadas as três semanas do contrato, Amália é convidada para o prolongar mais outras tantas semanas.
(17) Estreia em Portugal da curta-metragem "April in Portugal".
1957 Jan. (17) Estreia-se como primeira vedeta no Olympia de Paris. Filma «Uma Casa Portuguesa» para o documentário mexicano "Canções Unidas".
1958 Assina contrato com a editora francesa Ducretet-Thomson, para a qual gravará material publicado em dois álbuns e cinco EP antes de regressar à Valentim de Carvalho.
Mar. (7) Estreia do filme de Augusto Fraga "Sangue Toureiro", onde Amália tem um dos papéis principais e interpreta cinco canções de Frederico Valério.
Jul. É, condecorada por Marcelo Caetano na Feira de Bruxelas.
Nov. (4) Estreia-se na televisão portuguesa, no papel principal da peça "O Céu da Minha Rua", adaptada de uma peça de Romeu Correia.
1959 Jan. Recebe a chave e a medalha de Paris das mãos do presidente da Câmara de Paris.
Mar. Atua na inauguração da sala Ohel Shem, em Telavive.
domingo, 16 de março de 2025
Amália Rodrigues - Parte 1
Amália da Piedade Rodrigues nasce na R. Martim Vaz, em Lisboa, filha de pais naturais da Beira Baixa mas radicados em Lisboa durante alguns anos. É a quinta de nove filhos. A data certa do seu nascimento é desconhecida: Amália acabará por ter duas datas de aniversário, 1 de Julho (por decisão própria) e 23 de Julho (para documentos oficiais).
1921 Os pais de Amália, sem trabalho, regressam para a Beira Baixa deixando Amália em Lisboa a cargo da avó.
1929 Inicia a escola primária em Lisboa. É durante a escolaridade primária que canta pela primeira vez em público, numa festa da Escola Primária da Tapada da Ajuda. Os pais de Amália voltam a instalar-se em Lisboa, mas Amália continua a viver com os avós.
1932 Emprega-se como bordadeira após terminar a escola primária.
1933 Emprega-se numa fábrica de bolos e rebuçados em Lisboa.
1934 Vai morar com os pais e os irmãos para a Graça.
1935 Amália e a irmã Celeste, mais nova dois anos, começam a trabalhar num stand de souvenirs no Cais da Rocha, acompanhadas pela mãe, vendedora de fruta. Os responsáveis pela Marcha de Alcântara, depois de a ouvirem cantar na rua, como era seu hábito, convidam-na para sair na marcha, cantando como solista «Fado de Alcântara». Amália canta pela primeira vez em público acompanhada à guitarra, numa festa de beneficência, acompanhada pelo tio João Rebordão.
1938 Concorre ao Concurso da Primavera, competição entre bairros destinada a escolher a Rainha do Fado; Amália é tão aplaudida nos ensaios que as outras concorrentes ameaçam desistir se ela concorrer, e Amália acaba por desistir da participação. Nos ensaios, contudo, conhece Francisco da Cruz, torneiro mecânico e guitarrista amador, com quem acabará por casar. Nos ensaios do Concurso da Primavera, Amália é notada por um assistente que a recomenda a Jorge Soriano, diretor da casa de fados Retiro da Severa. A audição de Amália é um sucesso, mas para não contrariar a família, Amália acaba por não aceitar o convite.
1939 Jul. Estreia-se no "Retiro da Severa", acompanhada por Armandinho, Jaime Santos, José Marques, Santos Moreira, Abel Negrão e Alberto Correia, interpretando três fados. A sua estada no Retiro como artista exclusiva é um sucesso, espalhado pela boca do público.
1940 Jan. Transfere-se para o "Solar da Alegria", como artista exclusiva e já com reportório próprio. E no Solar da Alegria que é abordada por Jpsé de Melo, que passa a ser seu empresário. E José de Melo que afasta Amália da gravação de discos, com o argumento de que os discos iriam afastar o público das casas de fado.
Jun. Amália e Francisco da Cruz casam mudando-se para casa da família dele, em Algés.
Jun. (25) Amália é atração convidada da revista do Teatro Maria Vitória "Ora Vai Tu!"
1941 É convidada pelo realizador António Lopes Ribeiro para integrar o elenco do filme "O Pátio das Cantigas", mas o maquilhador António Vilar aponta-a como pouco fotogénica e o seu papel acaba por ser atribuído a Maria Paula.
Nov. (1) Estreia da revista do Teatro Variedades "Espera de Toiros", onde Amália interpreta três fados. Do elenco fazem parte Mirita Casimiro, Vasco Santana e Santos Carvalho.
1942 Jan. (18) Estreia da revista "Essa É Que É Essa" no Teatro Maria Vitória, onde Amália cria «Maria da Cruz». Do elenco fazem parte Alberto Ribeiro, Laura Alves, Costinha e Luísa Durão.
Abr. (9) Estreia no Variedades da revista "Boa Nova", onde Amália interpreta quatro fados. Do elenco fazem parte Hermínia Silva, Erico Braga e Costinha.
1943 Fev. (7) Amália atua pela primeira vez no estrangeiro, em Madrid, a convite do embaixador Pedro Teotónio Pereira. É a esta viagem que Amália diz dever o seu prazer em cantar canções espanholas e flamenco.
Abr. (24) Estreia no Teatro Apoio da revista "Alerta Está!", onde Amália atua ao lado de Mirita Casimiro e Vasco Santana, interpretando quatro temas. Amália e Francisco da Cruz separam-se. Amália regressa a casa dos pais.
1944 Abr. (2) Amália tem já um papel proeminente, ao lado de Hermínia Silva, na opereta "Rosa Cantadeira", onde cria o «Fado do Ciúme» de Frederico Valério. Estreada no Teatro Apoio, a opereta fica dois meses em cartaz.
Jun. (17) Amália canta três fados na nova montagem da opereta "A Senhora da Atalaia", onde tem o papel principal ao longo da carreira de um mês da peça.
Jul. (30) Estreia da revista "Ó Viva da Costa" no Teatro Apoio onde Amália é já primeira figura.
Set. Viaja pela primeira vez para o Brasil, onde atua no Casino de Copacabana. O sucesso é tão grande que a sua estada de seis semanas é prolongada por três meses, e Amália só regressa a Portugal com a promessa de voltar no ano seguinte.
1945 Maio Regressa ao Brasil com uma companhia teatral inteira. No Teatro República, no Rio de Janeiro, Amália será a vedeta, primeiro, da revista Boa Nova e, depois, da opereta "Rosa Cantadeira", enquanto simultaneamente atua no Casino de Copacabana no dia de folga da companhia.
Ago. (20) Estreia no Teatro República de Boa Nova, onde Amália interpretará seis canções. É o «Fado Carioca» de Frederico Valério, mais conhecido por «Fado Xuxu», que ficará como momento alto da revista.