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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Big (1988): A comédia fantástica dos Anos 80 que marcou gerações



Um clássico intemporal do cinema dos anos 80

Lançado em 1988, Big é uma das comédias mais icónicas da década de 80. O filme mistura humor, fantasia e emoção de forma única, tornando-se um enorme sucesso mundial e consolidando Tom Hanks como uma das grandes estrelas de Hollywood.

Realizado por Penny Marshall, “Big” continua a ser recordado como um dos filmes mais divertidos e emocionantes do cinema dos anos 80.

A história de Big

O filme acompanha Josh Baskin, um rapaz de 12 anos que deseja crescer rapidamente depois de ser impedido de entrar numa atracção de feira por ser demasiado baixo. Após fazer um desejo numa misteriosa máquina chamada Zoltar, Josh acorda no dia seguinte com o corpo de um adulto.

Interpretado por Tom Hanks, Josh precisa aprender a viver no mundo dos adultos enquanto tenta esconder a sua verdadeira identidade. Entre empregos inesperados, amizades improváveis e situações hilariantes, o protagonista descobre que crescer pode não ser tão simples quanto imaginava.

Porque Big se tornou um filme inesquecível

Um dos maiores destaques de Big é a extraordinária interpretação de Tom Hanks. O actor consegue transmitir perfeitamente a inocência e o entusiasmo de uma criança presa no corpo de um adulto, criando momentos divertidos e emocionantes.

O filme combina comédia leve com mensagens profundas sobre infância, maturidade e a importância de aproveitar a vida de forma simples e genuína.

Outra cena inesquecível é a famosa sequência do piano gigante na loja de brinquedos FAO Schwarz, considerada um dos momentos mais emblemáticos do cinema dos anos 80.

O impacto de Big na cultura popular

“Big” teve um enorme impacto cultural e tornou-se uma referência entre as comédias fantásticas da década de 80. O sucesso do filme ajudou a transformar Tom Hanks num dos actores mais respeitados de Hollywood.

Além disso, o filme inspirou outras produções com histórias semelhantes sobre trocas de idade, desejos mágicos e amadurecimento pessoal.

Até hoje, “Big” continua presente em listas de melhores filmes familiares e clássicos dos anos 80.

Curiosidades sobre Big

-Tom Hanks recebeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Actor pelo filme.

-“Big” foi um dos maiores sucessos de bilheteira de 1988.

-A realizadora Penny Marshall tornou-se uma das primeiras mulheres a alcançar grande sucesso comercial em Hollywood.

-A cena do piano gigante tornou-se icónica na história do cinema.


Conclusão

Se procuras uma comédia clássica dos anos 80 cheia de humor, emoção e nostalgia, Big é uma escolha perfeita. O filme continua a encantar diferentes gerações graças à sua história original e à brilhante actuação de Tom Hanks.

Mais de três décadas depois, “Big” permanece um clássico intemporal que mostra como a infância e os sonhos nunca devem ser esquecidos.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Top Gun (1986): O filme de ação que definiu os Anos 80


Um clássico inesquecível do cinema dos anos 80

Lançado em 1986, Top Gun tornou-se um dos filmes mais icónicos da década de 80. Misturando ação, drama, aviação militar e romance, o filme conquistou milhões de fãs em todo o mundo e consolidou Tom Cruise como uma das maiores estrelas de Hollywood.

Realizado por Tony Scott, “Top Gun” continua a ser uma referência obrigatória para amantes de filmes de ação e clássicos do cinema.

A história de Top Gun

O filme acompanha Pete “Maverick” Mitchell, um jovem piloto talentoso da Marinha dos Estados Unidos interpretado por Tom Cruise. Maverick é seleccionado para frequentar a prestigiada escola de pilotos de combate conhecida como Top Gun, onde os melhores aviadores competem para provar quem é o melhor.

Durante o treino, Maverick enfrenta rivalidades, desafios emocionais e momentos de grande tensão aérea. Ao mesmo tempo, desenvolve uma relação romântica com Charlotte “Charlie” Blackwood, interpretada por Kelly McGillis.

Porque Top Gun se tornou um fenómeno mundial

Um dos grandes destaques de Top Gun são as suas impressionantes cenas de combate aéreo. Para a época, os efeitos visuais e as sequências de voo foram revolucionários e ajudaram a criar uma experiência cinematográfica intensa e emocionante.

Além disso, a banda sonora teve um enorme impacto cultural. Músicas como “Take My Breath Away” e “Danger Zone” tornaram-se sucessos mundiais e continuam associadas ao filme até hoje.

O carisma de Tom Cruise também foi fundamental para o sucesso do filme. A personagem Maverick transformou-se num símbolo de coragem, confiança e rebeldia dos anos 80.

O impacto de Top Gun na cultura popular

“The Top Gun” influenciou gerações de filmes de ação e ajudou a popularizar a aviação militar no cinema. O estilo visual do filme, os óculos de aviador, os blusões militares e até as motas tornaram-se tendências culturais da época.

Décadas depois, o sucesso continuou com o lançamento de Top Gun: Maverick, que trouxe uma nova geração de fãs para o universo criado no filme original.

Curiosidades sobre Top Gun

-O filme aumentou significativamente o interesse pela carreira militar nos Estados Unidos.
-As cenas aéreas foram filmadas com aviões reais da Marinha norte-americana.
-“Take My Breath Away” venceu o Óscar de Melhor Canção Original.
-“Top Gun” tornou-se um dos filmes mais rentáveis de 1986.

Conclusão

Se procuras um dos melhores filmes de ação dos anos 80, Top Gun continua a ser uma escolha obrigatória. Com cenas memoráveis, uma banda sonora lendária e a presença marcante de Tom Cruise, o filme permanece como um verdadeiro clássico do cinema.

Mais de 40 anos depois, “Top Gun” continua a emocionar fãs de todas as gerações e a ocupar um lugar especial na história do cinema.



 

terça-feira, 9 de junho de 2026

The Shining (1980): O filme de terror psicológico que continua a assustar gerações

Um clássico intemporal do cinema de terror

Lançado em 1980, The Shining é amplamente considerado um dos melhores filmes de terror psicológico da história do cinema. Realizado por Stanley Kubrick e inspirado na obra de Stephen King, o filme tornou-se uma referência obrigatória para fãs de suspense e terror.

Mais de 40 anos após a sua estreia, “The Shining” continua a ser pesquisado por milhares de pessoas interessadas em clássicos do cinema dos anos 80, filmes de terror psicológicos e produções marcantes de Stanley Kubrick.

A história de The Shining

O filme acompanha Jack Torrance, interpretado de forma icónica por Jack Nicholson, um escritor que aceita trabalhar como vigilante de inverno no misterioso Hotel Overlook. Jack muda-se para o hotel com a esposa Wendy e o filho Danny, que possui capacidades psíquicas conhecidas como “o brilho”.

Com o isolamento provocado pelo inverno rigoroso, acontecimentos sobrenaturais começam a afectar a mente de Jack, levando-o lentamente à loucura. O ambiente sombrio e a tensão psicológica transformam “The Shining” numa experiência cinematográfica única.

Porque The Shining continua a ser um dos melhores filmes de terror

Um dos maiores pontos fortes de The Shining é a sua atmosfera inquietante. Stanley Kubrick utilizou técnicas inovadoras de realização, corredores intermináveis, silêncio perturbador e movimentos de câmara marcantes para criar um ambiente de medo constante.

Além disso, o filme apresenta algumas das cenas mais famosas da história do cinema, incluindo a icónica frase “Here’s Johnny!”, protagonizada por Jack Nicholson.

Outro factor que mantém “The Shining” relevante é a quantidade de teorias e simbolismos escondidos ao longo do filme. Muitos fãs analisam até hoje os significados psicológicos e visuais presentes na obra.

O impacto de The Shining na cultura popular

“The Shining” influenciou dezenas de filmes, séries e videojogos ao longo das últimas décadas. A estética do Hotel Overlook, as personagens e várias cenas do filme continuam a ser homenageadas na cultura popular.

Actualmente, o filme é considerado uma obra de culto e aparece frequentemente em listas dos melhores filmes de terror de sempre.

Conclusão

Se és fã de cinema dos anos 80, suspense psicológico e histórias intensas, The Shining é um filme obrigatório. A combinação entre realização brilhante, ambiente perturbador e interpretação memorável de Jack Nicholson faz deste clássico uma experiência inesquecível.

“The Shining” continua a provar que o verdadeiro terror psicológico nunca perde força com o passar do tempo.

quarta-feira, 9 de abril de 2025

O Aeroplano

O filme "O Aeroplano" (título original: Airplane!, de 1980) é uma comédia norte-americana, dirigida por Jim Abrahams e pelos irmãos David e Jerry Zucker. Ele é amplamente considerado um clássico do género de humor absurdo e “nonsense”.

🎬 Título original: Airplane!
🎭 Gênero: Comédia, Paródia, Satírico
📅 Ano de lançamento: 1980
🎥 Direção: Jim Abrahams, David Zucker, Jerry Zucker
⭐ Elenco principal:
Robert Hays como Ted Striker
Julie Hagerty como Elaine Dickinson
Leslie Nielsen como Dr. Rumack
Kareem Abdul-Jabbar como Roger Murdock

A história gira em torno de Ted Striker, um ex-piloto de combate traumatizado pela guerra, que tenta reconquistar sua ex-namorada Elaine, agora comissária de bordo. Ao embarcar no mesmo voo que ela, as coisas se complicam quando a tripulação do avião fica incapacitada após uma intoxicação alimentar, e Ted precisa superar seus medos para pousar a aeronave com segurança.
Paródia direta de filmes de desastre dos anos 70, especialmente Zero Hour! (1957) e Airport (1970).

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Top Gun


 

Big


 

Splash - A Sereia


 

3 Homens e 1 Bebé


 

A Lagoa Azul


 

Ghost


 

Flashdance


 

Indiana Jones


 

Regresso ao Futuro


 

domingo, 25 de dezembro de 2022

Peter O'Toole


No meio do inesquecivel deserto da Arábia, os seus olhos azuis eram um irradiar de energia como há muito o cinema não vi. Tomara a todos os actores poderem dizer que se estrearam como Peter O´Toole, que consegue o seu melhor papel de sempre naquele que foi também o seu primeiro filme.
Irlandes de temperamento agitado, tinha tido umas breves participações em três filmes na altura em que foi escolhido para ser T.E. Lawrence. Não era nem a primeira, nem a segunda escolha, mas a sua presença fizeram de Lawrence of Arabia um dos maiores filmes da história. Apesar de todos os prémios que o filme ganhou, O´Toole falhou em conquistar o óscar, uma maldição que o iria perseguir para a vida em sete diferentes tentativas.
Depois de três anos a viver á sombra do sucesso, mas um assombroso desempenho em Becket, onde contracena com Richard Burton, o seu maior rival, vivendo o rei Henrique II de Inglaterra. Será novamente como Henrique II, mas numa versão mais rude e brutal que O´Toole volta a alcançar a perfeição com que iniciara a carreira, em The Lion in Winter. Pelo meio tinham ficado Lord Jim, esse estrondoso e brilhante falhanço, What´s New Pussycat? e o inesquecivel anjo Gabriel de The Bible. Em 1969 consegue a sua quarta nomeação na mesma década ao protagonizar Goodbye Mister Chips!, filme que até já tinha dado um óscar a Robert Donat trinta anos antes.
The Ruling Class em 1972 é a sua quinta nomeação e o seu mais fascinante trabalho da década de 70. Seguem-se The Man From La Mancha, onde é um improvável Don Quixote, Caligula e The Stunt Man, penultima nomeação e um dos seus mais interessantes trabalhos. Em 1982 última nomeação, desta feita por My Favourite Year, mais um trabalho notável, e em 1987 encontramo-lo no multi-premiado The Last Emperor. No final dos anos 80 O´Toole desaparece. É recuperado por Wolfgan Peterson em Troy, no ano passado, e desde aí parece ter retomado a actividade regular de actor. O óscar honorário de 2002 serviu para fazer as pazes com a Academia, mas tal como o seu rival e amigo Burton, ele é um dos grandes injustiçados da história do cinema.

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Morgan Freeman


São quarente anos de carreira a brilhar de forma intensa mas sempre extremamente humilde. Considerado durante inumeros anos como o melhor actor negro em Hollywood, viu o jovem Denzel Washington recolher as estatuetas. Para ele ficou uma legião imensa de fãs e a esperança de que um dia a recompensa irá chegar.

Nasceu a 1 de Junho de 1937 em Memphis, Tennessee. Tipico filho do sul, cresceu no grande bairro negro da capital de um dos mais populosos estados do sul. Depois da escola chegou a altura de ir trabalhar. A escolha recaiu na Força Aerea norte-americana onde foi mecânico. Na altura sonhava em ser um dos ases do exército mas depressa se convenceu que teria mais futuro na representação. E assim foi. Depois de entrar em peças de teatro locais, deu o grande salto para a televisão na serie infantil The Electric Company. Durante quinze anos Morgan Freeamn seria mais conhecido pelo seu trabalho nos palcos e na televisão do que propriamente no universo cinematográfico. Em 1981 assumiu-se definitivamente como uma das maiores estrelas negras ao viver Malcom X em The Death of a Profet. Seguiram-se outros papeis cheios de vida como Harry and Son e Marie. Em 1987 chegava a primeira nomeação ao óscar pelo seu papel de chulo em Street Smart. Hollywood estava espantada com o seu talento e começaram a chover papeis. Com 50 anos era um inicio de carreira tardio mas que viria a revelar os seus frutos.


O final da década de 80 mostrou um Freeman em grande forma. Depois de vários papeis de sucesso chegava em 1989 a sua primeira nomeação ao óscar de Melhor Actor pelo notável desempenho de chauffer em Driving Miss Daisy. Poderia ter sido o primeiro negro a erguer a estatueta em vinte e cinco anos mas a vitória acabou por ir parar às mãos de Daniel Day-Lewis. Mas esse tinha sido um grande ano para o actor. Johnny Handsome e especialmente Glory - que marcou igualmente a ascensão de Denzel Washington e o seu primeiro óscar - mostraram que era já um actor de eleição.
The Bonfire of Vanaties e um interessante Robin Hood : The Prince of the Thieves marcaram a viragem de década mas seria no aclamado Unforgiven que Freeman voltaria a destacar-se dos demais.
Em 1994 chegava a sua terceira e última nomeação ao óscar, pelo seu assombroso desempenho como Red em The Shawshank Redemption. Derrotado por Tom Hanks, o veterano Freeman começava a caminhar para o restrito grupo dos injustiçados.


O ano seguinte abriu com mais um excelente desempenho em S7ven, seguindo-se Outbrake e Moll Flanders, dois filmes extremamente interessantes. Em 1997 voltava à ribalta com Amistad, o épico falhado de Steven Spielberg, e faria de presidente dos Estados Unidos (o primeiro negro a faze-lo) em Deep Impact. Cada vez mais respeitado, a verdade é que nos últimos anos foram papeis mais leves aqueles que deram notoriedade a Freeman. De Nurse Betty a Bruce Almighty (de novo o primeiro negro a fazer de Deus) passando por Levity, Dreamcatcher, The Sum of All Fears e Along Came a Spider.
Para este ano há uma leve esperança de voltar a ver Freeman num daqueles papeis oscarizáveis em The Million Dollar Baby de Clint Eastwood. Caso contrário há já dez projectos confirmados para os próximos dois anos, de Batman Begins a Edison passando por A Long Walk to Freedom onde viverá a mitica personagem de Nelson Mandela.

sábado, 10 de dezembro de 2022

Jack Lemmon


Provavelmente um dos maiores actores de comédia de sempre (apesar de não ser um cómico como o eram Chaplin, Keaton, Groucho, Lewis ou Sellers), mas também capaz de desempenhos dramáticos assombrosos, Jack Lemmon é um icone de uma forma de fazer cinema que já não existe. 

Sempre capaz de brincar com os seus próprios defeitos - um pouco desengonçado, picuinhas, sem grande sentido de humor, resmungão - fez com Billy Wilder e Walter Matthau uma das melhores triplas de todos os tempos. Começou a sua carreira em 1949 mas foi em 1955 no polémico Mr Roberts - o tal filme que acabou com a amizade de Ford e Fonda - que Jack Lemmon se destaca, vencendo de forma surpreendente um óscar. Era apenas o seu décimo filme. 

Durante quatro anos anda perdido em papeis com que não se identifica até que em 1959 conhece Billy Wilder. O realizador junta-o a Tony Curtis e Marilyn Monroe e juntos criam a maior comédia da história do cinema, o inesquecivel Some Like it Hot. O filme consagra Lemmon como um actor popular e bem recebido pelos criticos mas o "furacão" Ben-Hur rouba-lhe o segundo óscar. 

No ano seguinte a dupla Wilder-Lemmon volta a ser bem sucedida, com uma serie de óscares por The Apartment. Em 1962 Lemmon experiementa pela primeira vez com sucesso o registo dramático em Day of Wine and Roses, que lhe valem uma quarta nomeação e o aplauso da critica. Em 1963 mais um filme com Shirley MacLaine e Billy Wilder, o irresistivel Irma la Douce. Em 1965 a sua carreira sofre uma reviravolta. Conhece Walter Matthau e juntamente com ele criam uma das maiores duplas de sempre da história do cinema, com Billy Wilder por trás da camara. 

O primeiro filme em conjunto, The Fortune Cookie, dá o óscar a Mathau e cria uma empatia que nunca mais desaparecerá. The Odd Couple, baseado numa peça de Neil Simon consagra as personagens de Felix Unger e Oscar Madisson que irão recuperar por diversas vezes ao longo da carreira. Ainda com Matthau e Wilder faz The Front Page em 1974 e Buddy Buddy em 1981. Por essa altura Jack Lemmon já é um consagrado actor dramático. 

Conquistara o seu óscar como actor principal em 1973 no drama Save the Tiger, e voltaria a ser nomeado por três vezes por The China Syndrome, Tribute e Missing. Nos anos 90 volta aos filmes com Walter Matthau em Grumpy Old Men e Grumpier Old Men. Antes já tinha passado por JFK e Glengarry Glen Rose. Em 1998 faz o seu último filme com Walter Matthau, The Odd Couple II, recuperando as personagens que o tinham imortalizado. Dois anos depois morre Matthau deixando Lemmon destroçado. 

O seu cancro só lhe permitirá viver mais um ano. Com a sua morte, o mundo perdeu uma das pessoas que mais o fez rir durante meio século.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Jack Nicholson

É um dos mais premiados actores de sempre. Detem o record de vitórias dos Globos de Ouro, prémios da critica de Nova Iorque, Los Angeles, San Francisco e é o actor com mais óscares na história. Ou seja, o seu gigantesco talento, provado por mais de uma dezena de obras-primas, foi amplamente recompensado fazendo dele o mais bem sucedido actor da sua geração.
Começa a sua carreira nos filmes de terror, onde é aproveitada a sua figura bem diferente da que estavamos habituar a ver nas grandes estrelas. O seu passado sombrio - foi educado pela avó julgando-a sua mãe, com a mãe fazendo-se passar por irmã - conferia-lhe uma aura inesquecivel. Em 1969 junta-se a Peter Fonda e Dennis Hopper na louca viagem de Easy Rider, e é nomeado pela primeira vez ao óscar. Em 1970 é nomeado pela segunda vez pelo seu notável papel em Five Easy Pieces. Em 1973 a sua carreira arranca de uma forma notável. Primeiro por The Last Detail, depois em Chinatown e por fim em One Flew Over the Cuckoo´s Nest, chega o óscar que já perseguia insistentemente. Altamente alternativo, provocador e cabotino, fez uma parceria histórica com Brando em Missouri Breaks, e em 1980 é um dos vilões mais assustadores do cinema em Shinning. É Eugene O´Neill em Reds, e continua como secundário de luxo em Tearms of Endearment, onde ganha o segundo óscar. Volta de novo á sua melhor forma na segunda metade dos anos 80 em The Witches of Eastwick, Prizzis Honor, Ironweed e Batman. Em A Few Good Man protagoniza uma das cenas icónicas dos anos 90 ao lado do jovem Tom Cruise. Depois de uns anos 90 de menor produtividade, chega magnifico em As Good As It Gets açambarcando o seu terceiro óscar, tornando-se nesse ano o actor mais premiado da história. Volta a brilhar para o jovem Alexander Payne em About Schmidt, mas em Something´s Gotta Give mostra continuar igual a si mesmo. The Departed é uma incógnita mas saber que o sempre alucinado Nicholson anda por aí, deixa-nos dormir melhor. Para bem do cinema!