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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Astonishing Urbana Fall

1996 Jan. - Formam-se no Porto, dedicando parte do seu trabalho à procura de um som rock bastante experimentalista. 

Jul. - Atuam nos festivais de Paredes de Coura e de Vilar de Mouros. 

1997 Fev. - Estreiam o catálogo da editora independente portuense "Deixe de Ser Duro de Ouvido", com o CD Acetaminophen EP, apresentado em concertos no Meia Cave (Porto), Discoteca States (Coimbra), Marquês Rock Clube (Lisboa) e Bar da ESAP (Porto). 

Mar. - Interpretam a faixa «Us And Them» na compilação "Deixe de Ser Duro de Ouvido" - Vol 2. Atuam na noite de entrega dos prémios Blitz-96, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. 

Artur Ribeiro

Artur Joaquim de Almeida Ribeiro nasceu no Porto a 4 de Agosto de 1924 e popularizou-se durante a década de 50 como intérprete, mas principalmente como autor de letras para as canções de sucesso interpretadas por nomes como Rui de Mascarenhas, Francisco José, Max, Simone de Oliveira e Amália Rodrigues. Foi o criador de grandes canções, entre as quais se contam «Nem às Paredes Confesso», «Rosinha dos Limões», «Bate o Pé», «Os Pauliteiros do Douro» e «Lisboa». 

Mais tarde, entrou para a Emissora Nacional, onde se manteve até 25 de Abril de 1974. Os seus versos foram musicados pelos principais compositores desse período - Tavares Belo, Nóbrega e Sousa, José Maria Antunes, Ferrer Trindade e Jorge Machado. Desenvolveu igualmente uma carreira reconhecida com particular intensidade no mercado espanhol, país onde participou em diversos espectáculos televisivos, nomeadamente «As Noites de Sábado». 

Até ao início dos anos 80, continuou a cantar regularmente numa casa de fados de Lisboa - a Taverna d' El Rey, em Alfama - antes de ser atingido por uma doença nervosa de origem hereditária, da qual viria a falecer. 

Artur Paredes

Artur Paredes foi um guitarrista genial, «o génio revolucionário da guitarra coimbrã». Muitos julgarão que a guitarra de Coimbra tenha começado com ele, mas não é bem assim. Seu pai - Gonçalo Rodrigues Paredes, que se formou na Universidade em 1912, - e seu tio, - Manuel Paredes - foram seus antecessores na arte difícil de tocar guitarra. 

Artur Paredes foi, assim, o continuador de uma tradição familiar. Tradição familiar, aliás, cujo testemunho passou a seu filho - Carlos Paredes - outro genial guitarrista. Segundo Nelson Correia Borges, Artur Paredes foi o grande fenómeno da guitarra de Coimbra, afastando-a definitivamente da sua irmã de Lisboa, introduzindo-lhe características que melhor se coadunavam com o estilo coimbrão, designadamente o formato da caixa harmónica. 

Desenvolveu uma técnica insuperável de que foi herdeiro seu filho, Carlos Paredes. Introduziu nas suas «variações» a música popular, com predominância da música «futrica» de Coimbra, com extraordinário virtuosismo. Ninguém como ele toca a «Balada de Coimbra», que passou a encerrar todas as serenatas. 

Paredes nunca cursou a Universidade, embora a Academia o considerasse como um membro seu. De sua profissão empregado bancário, Artur Paredes participou em muitos saraus da Tuna e do Orfeão, até ir residir para Lisboa em 1934. Em Agosto e Setembro de 1925, Artur Paredes deslocou-se ao Brasil, como «artista adjunto» da Tuna Académica. Mas para que todos os astros se conjugassem para produzir a geração de oiro do fado de Coimbra, Artur Paredes foi contemporâneo de cantores e autores como Edmundo Bettencourt, António Menano, Paradela de Oliveira, Lucas Junot e Armando Goes. Artur Paredes, como já foi referido, não se limitou a ser um genial guitarrista e um excelente compositor - ele deu à guitarra coimbrã novas sonoridades, através de uma investigação persistente e sistemática, apoiada por uma outra geração de grandes artistas na construção de guitarras, a família Grácio. Sobretudo com Edmundo Bettencourt (que, segundo o Luiz Goes me confessou, Paredes preferia a qualquer um dos outros cantores da sua geração), Artur Paredes teve intensa colaboração, aliás registada em discos admiráveis, embora gravados com as condições técnicas disponíveis nos anos 20 e 30. E que, Artur Paredes, não só reinventou e renovou a guitarra coimbrã, não só criou admiráveis composições, como também reconstruiu a arte de acompanhar as vozes dos cantores de forma sublime. 

Os seus acompanhamentos, as introduções aos fados, a dinâmica, o clima, as atmosferas musicais com que envolvia o apoio instrumental às vozes dos cantores, constituíram uma extraordinária mais valia, que aliás fez escola em guitarristas que lhe sucederam, como foi o caso de António Brojo e António Portugal. Uma noite, numa república de Coimbra (já não me lembro qual, nem do ano, mas terá sido em finais dos anos 50) tive a honra de assistir e de participar, tocando guitarra, numa sessão única e ímpar: Artur Paredes, acompanhado de seu filho Carlos Paredes, e do seu viola de muitos anos, o excelente Arménio Silva. Foi um deslumbramento! Mas foi, também, a demonstração de que o Génio não gostava de repartir ou partilhar a sua arte com mais ninguém, mesmo que se tratasse do seu filho Carlos, à altura já um genial guitarrista. A verdade é que, nessa noite, Carlos Paredes se limitou a acompanhar o seu pai, sem direito a exibir o seu virtuosismo...  

                                                                José Niza


Artur Garcia

Artur Garcia da Silva nasceu em Lisboa, no Bairro de Alcântara, a 15 de Abril de 1937. Começou a cantar aos 14 anos, como amador, e cedo passou ao profissionalismo, com muito boa aceitação por parte do público. No entanto, durante o dia mantinha-se como empregado dos armazéns Eduardo Martins, onde tinha uma série de colegas muito interessados pela rádio. Alguns deles conduziram Artur ao Centro de Preparação de Artistas da Rádio, que funcionava na Casa das Beiras, junto ao Largo de S. Domingos. Após prestar provas, Artur Garcia passou a ser considerado um dos cantores principais de uma nova geração que também incluía Maria de Fátima Bravo, Madalena Iglésias e Simone de Oliveira. 

Artur Garcia passou, aliás, a ser conhecido como «O Rouxinol», em parte devido às suas aptidões vocais, e em parte porque a sua estreia ocorreu com a interpretação do tema «Rouxinol dos Meus Amores», de Luís Mariano. Após cumprido o serviço militar, veio finalmente a consagração profissional, e surgiu na televisão a interpretar teatro e opereta. Apresentou-se em programas de variedades e fez revista nos teatros Maria Vitória e ABC, nomeadamente nas revistas "Sete Colinas", "Todos ao Mesmo" e "Frangas na Grelha". Em 1964 esteve presente no I Grande Prémio TV (que antecedeu o Festival RTP da Canção) com duas canções que ali foi interpretar. No ano seguinte alcançou o segundo lugar com o tema «Amor». 

Em 1966, numa votação paralela organizada pela imprensa, o público elegeu a sua canção «Porta Secreta». Venceu o primeiro prémio do Festival da Figueira da Foz, em 1968, e o primeiro prémio do Festival de Aranda de Duero, em 1967. No mesmo ano foi eleito Rei da Rádio, após ter ficado em segundo lugar duas vezes consecutivas, e recebeu o Prémio da Imprensa em Moçambique. 

Por votação pública, em 1968 voltou a ser eleito Rei da Rádio, e em 1969 o Príncipe do Espectáculo. Nos anos 60 fez diversas digressões na Guiné, Angola e Moçambique para as Forças Armadas Portuguesas. Atuou também em Espanha, França, Itália, Inglaterra, Canadá, Estados Unidos, Bermudas, Brasil e índia. Em diversas ocasiões, cantou ao lado de Júlio Iglésias, Carmen Sevilla, Rafael ou Sylvie Vartan. «Como o Tempo Passa», «A Menina Triste», «Bom Dia», «Sonhando Con-tigo», «Olhos de Velu-do», «O Homem do Leme» e «A Cidade ao Sol» são algumas das principais canções de Artur Garcia, provavelmente o mais premiado dos cantores portugueses da sua geração. 


Artistas de Cinema, Rádio e Televisão 1961/62

 


Artistas de Cinema, Rádio e Televisão 1961/62

 


Artistas de Cinema, Rádio e Televisão 1961/62

 


Artistas de Cinema, Rádio e Televisão 1961/62


 

sexta-feira, 20 de março de 2026

Anúncio Coca-Cola - Sensação de Viver


A história da Coca-Cola começa no final do século XIX, nos Estados Unidos, e tornou-se um dos maiores exemplos de sucesso no mundo das marcas.

A bebida foi criada em 1886 pelo farmacêutico John Stith Pemberton, na cidade de Atlanta. Inicialmente, a Coca-Cola era vendida como um tónico medicinal numa farmácia local, sendo anunciada como uma bebida capaz de aliviar o cansaço e melhorar o bem-estar. A mistura original incluía extratos de folhas de coca e nozes de cola, o que deu origem ao nome “Coca-Cola”.

O nome e o famoso logótipo foram criados por Frank Mason Robinson, contador de Pemberton, que também foi responsável pela caligrafia icónica que ainda hoje caracteriza a marca.

Após a morte de Pemberton, o empresário Asa Griggs Candler adquiriu os direitos da fórmula e transformou a bebida num negócio de grande escala. Foi ele quem investiu fortemente em publicidade e distribuição, ajudando a Coca-Cola a ganhar popularidade em todo o território americano.

Um dos momentos mais importantes da história da marca ocorreu em 1899, quando foi assinado o primeiro acordo para engarrafamento da bebida, permitindo que a Coca-Cola fosse vendida fora das fontes de soda. Poucos anos depois, em 1915, foi criada a famosa garrafa de vidro com formato curvilíneo, pensada para ser reconhecida ao toque ou mesmo no escuro.

Ao longo do século XX, a Coca-Cola expandiu-se internacionalmente, tornando-se um símbolo da cultura americana e da globalização. A marca esteve presente em eventos históricos e momentos marcantes, incluindo a sua distribuição às tropas durante a Segunda Guerra Mundial, o que ajudou a consolidar a sua presença em vários países.

A empresa responsável pela marca, a The Coca-Cola Company, continuou a inovar ao longo das décadas, lançando novos produtos, como versões sem açúcar e outras bebidas. A marca também se destacou por campanhas publicitárias memoráveis, associadas a valores como felicidade, partilha e união — incluindo iniciativas globais como “Open Happiness” e “Taste the Feeling”.

Hoje, a Coca-Cola é uma das marcas mais reconhecidas do mundo, vendida em praticamente todos os países. Mais do que um simples refrigerante, tornou-se um ícone cultural que atravessa gerações, mantendo-se relevante através da sua capacidade de adaptação e da forte ligação emocional com os consumidores.

Anúncio Carlsberg


A história da Carlsberg começa em 1847, na cidade de Copenhaga, quando o cervejeiro J.C. Jacobsen fundou a sua fábrica de cerveja com o objetivo de produzir uma bebida de elevada qualidade e consistência.

O nome “Carlsberg” tem um significado especial: “Carl” vem do nome do filho do fundador, Carl Jacobsen, e “berg” significa “colina” em dinamarquês, referindo-se ao local onde a cervejaria foi construída.

Desde o início, a Carlsberg destacou-se pela sua aposta na ciência e na inovação. Em 1875, J.C. Jacobsen criou o Carlsberg Laboratory, um centro de investigação dedicado ao estudo da fermentação e da produção de cerveja. Foi neste laboratório que, em 1883, o cientista Emil Christian Hansen conseguiu isolar uma cultura pura de levedura, conhecida como Saccharomyces carlsbergensis, um avanço revolucionário que permitiu melhorar a qualidade e a consistência da cerveja em todo o mundo.

Ao longo do final do século XIX e início do século XX, a Carlsberg expandiu-se internacionalmente, tornando-se uma das marcas de cerveja mais reconhecidas globalmente. A empresa também ficou conhecida pelo seu compromisso com a ciência, apoiando diversas áreas de investigação através da Carlsberg Foundation, criada pelo próprio fundador.

Durante o século XX, a Carlsberg continuou a crescer através de parcerias, aquisições e inovação nos seus produtos. Tornou-se especialmente popular na Europa e, mais tarde, em mercados internacionais, incluindo a Portugal, onde a marca é amplamente consumida.

Hoje, a Carlsberg é uma das maiores cervejeiras do mundo, presente em dezenas de países. Mais do que uma simples marca de cerveja, representa uma combinação de tradição, ciência e inovação, mantendo o lema que a tornou famosa: “Provavelmente a melhor cerveja do mundo”.

Anúncio Cornetto


A história do Cornetto é um exemplo de como uma ideia simples pode transformar-se num ícone global no mundo dos gelados.

O Cornetto tem as suas origens na Itália, onde o nome “cornetto” significa “pequeno cone”, inspirado no formato do produto. Embora os gelados em cone já existissem desde o início do século XX, foi apenas em 1959 que o italiano Spica desenvolveu uma versão inovadora: um cone de bolacha cuja parte interna era revestida com uma camada de chocolate. Esta solução evitava que o gelado amolecesse o cone, mantendo-o estaladiço até ao fim — uma melhoria decisiva na experiência de consumo.

Na década de 1970, a marca foi adquirida pela Unilever, que viu no Cornetto um enorme potencial internacional. A partir daí, o produto foi lançado em vários países europeus e rapidamente se tornou um sucesso, graças à sua combinação única de textura crocante, gelado cremoso e a clássica ponta de chocolate no fundo do cone.

Durante os anos 1980 e 1990, o Cornetto consolidou-se como um símbolo de verão e juventude, impulsionado por campanhas publicitárias memoráveis — muitas delas associadas à música e a momentos românticos. Tornou-se particularmente popular em países como Portugal, onde passou a fazer parte das escolhas mais comuns nas praias e geladarias.

Com o passar do tempo, o Cornetto foi evoluindo, introduzindo novas versões e sabores, como chocolate, morango, baunilha, caramelo e edições especiais. A marca também apostou em diferentes formatos e linhas premium, mantendo-se relevante num mercado cada vez mais competitivo.

Hoje, o Cornetto é um dos gelados mais reconhecidos do mundo, representando não só uma inovação técnica na indústria alimentar, mas também uma experiência emocional associada a momentos de lazer, partilha e prazer — especialmente nos dias quentes de verão.

Anúncio Royco Cup-a-Soup


A Royco Cup-a-Soup é um produto emblemático no segmento das sopas instantâneas, conhecido pela sua praticidade e rapidez de preparação. A sua história está ligada à evolução dos hábitos alimentares modernos, especialmente à necessidade de refeições rápidas, leves e acessíveis no dia a dia.

A marca Royco surgiu na Europa como parte do desenvolvimento da indústria de alimentos processados no século XX, numa época em que grandes empresas alimentares começaram a investir em produtos convenientes para consumidores com rotinas cada vez mais ocupadas. Mais tarde, a marca passou a integrar o portefólio da Unilever, uma das maiores multinacionais do setor alimentar e de produtos de consumo.

O conceito Cup-a-Soup foi introduzido como uma solução inovadora: uma sopa desidratada em pó, pronta a ser preparada apenas com a adição de água quente. Esta ideia simples transformou a forma como muitas pessoas consumiam sopa, tornando-a acessível em qualquer lugar — no trabalho, em viagem ou em casa, sem necessidade de cozinhar.

Durante as décadas de 1970 e 1980, o produto ganhou grande popularidade em vários países europeus, incluindo Portugal, graças à sua conveniência e variedade de sabores, como galinha, tomate e legumes. A facilidade de preparação — bastando uma chávena e água quente — tornou-se um dos seus maiores atrativos, especialmente entre estudantes e profissionais.

Ao longo do tempo, a Royco Cup-a-Soup foi evoluindo para acompanhar as preferências dos consumidores, introduzindo novas receitas, opções com menos sal, versões mais cremosas e combinações de ingredientes mais sofisticadas. A marca também apostou em campanhas publicitárias que reforçavam a ideia de pausa reconfortante durante o dia.

Hoje, a Royco Cup-a-Soup continua a ser uma referência no mercado das sopas instantâneas, representando um equilíbrio entre tradição e conveniência, e mantendo o seu papel como uma solução prática para quem procura uma refeição rápida e reconfortante.

Anúncio Longa Vida


A Longa Vida é uma marca bastante conhecida em Portugal, especialmente associada ao leite UHT (ultrapasteurizado), um produto que revolucionou a forma como o leite é consumido e armazenado.

A história da Longa Vida está ligada ao desenvolvimento da indústria alimentar moderna e à necessidade de aumentar a durabilidade dos produtos lácteos. Antes da popularização do leite UHT, o leite fresco tinha um prazo de validade muito curto e precisava de ser mantido sempre refrigerado, o que dificultava a sua distribuição e consumo, sobretudo em zonas mais afastadas dos centros urbanos.

Foi com o avanço da tecnologia de ultrapasteurização, durante o século XX, que surgiu a possibilidade de aquecer o leite a temperaturas muito elevadas por poucos segundos, eliminando microrganismos sem comprometer significativamente o valor nutricional. Este processo permitiu criar o chamado “leite de longa duração”, que podia ser armazenado durante meses sem necessidade de refrigeração enquanto fechado.

A marca Longa Vida destacou-se precisamente por trazer esse conceito ao mercado português, tornando-se sinónimo de praticidade, segurança alimentar e inovação. Com embalagens práticas e resistentes, o leite Longa Vida passou a fazer parte do quotidiano das famílias, sendo fácil de transportar, armazenar e consumir.

Ao longo dos anos, a marca foi diversificando a sua oferta, incluindo diferentes tipos de leite (meio-gordo, magro, enriquecido, sem lactose) e outros produtos lácteos, acompanhando as mudanças nos hábitos alimentares e nas necessidades dos consumidores.

Assim, a Longa Vida não representa apenas uma marca, mas também uma mudança importante na forma como o leite é produzido, distribuído e consumido — marcando uma etapa significativa na evolução da indústria alimentar em Portugal.

quinta-feira, 19 de março de 2026

Anúncio Ruffles


A história das Ruffles começa nos Estados Unidos, como uma inovação dentro do universo das batatas fritas. A marca ganhou destaque ao introduzir um formato diferente: batatas onduladas, criadas para oferecer mais crocância e melhor retenção de sabor em comparação com as versões lisas tradicionais.
Nos anos 1950, a ideia das batatas onduladas foi patenteada por um inventor norte-americano, e, mais tarde, a marca Ruffles foi adquirida pela Frito-Lay, uma das maiores empresas de snacks do mundo. Sob a gestão da Frito-Lay — que faz parte da PepsiCo — as Ruffles expandiram-se rapidamente, tornando-se um produto popular em diversos países.
Ao longo das décadas, a marca consolidou-se graças à sua identidade única: as ondulações mais espessas, que não só aumentam a textura como também permitem suportar molhos e intensificam o sabor. Essa característica tornou-se o principal diferencial da Ruffles no mercado global de snacks.
Hoje, Ruffles é reconhecida internacionalmente, com uma grande variedade de sabores adaptados a diferentes culturas e preferências, mantendo sempre a sua essência original: uma batata frita mais robusta, crocante e marcante.

Anúncio Coca-Cola Light


A Coca-Cola Light (conhecida em muitos países como Diet Coke) surgiu como resposta a uma mudança importante nos hábitos de consumo durante o final do século XX, quando cresceu a procura por bebidas com menos calorias e sem açúcar.

Lançada em 1982 pela The Coca-Cola Company, a Coca-Cola Light foi a primeira grande extensão da marca Coca-Cola original. Ao contrário de simplesmente adaptar a fórmula clássica, a empresa desenvolveu uma receita própria, com adoçantes artificiais, para criar um sabor distinto, pensado especificamente para consumidores preocupados com a ingestão calórica.

O lançamento foi um marco histórico, tornando-se rapidamente um sucesso global e uma das bebidas “diet” mais vendidas do mundo. Esse êxito refletia não só uma tendência alimentar, mas também mudanças culturais ligadas ao estilo de vida, saúde e bem-estar, especialmente nas décadas de 1980 e 1990.

Ao longo dos anos, a Coca-Cola Light passou por diversas campanhas de marketing icónicas e evoluções na imagem, posicionando-se frequentemente como uma bebida moderna e associada à elegância e ao estilo urbano. Em alguns mercados, coexistiu com a Coca-Cola Zero Sugar, lançada mais tarde para oferecer um sabor ainda mais próximo da versão original.

Hoje, a Coca-Cola Light continua a ser uma referência no segmento de refrigerantes sem açúcar, mantendo o seu lugar como um símbolo da adaptação das grandes marcas às novas exigências dos consumidores.

Azeite Gallo


A história do azeite Gallo está profundamente ligada à tradição oleícola portuguesa e ao desenvolvimento da indústria alimentar no país. A marca foi fundada no início do século XX, em 1919, pela empresa Victor Guedes, que viria a tornar-se uma referência na produção e comercialização de azeite.

Desde o início, o símbolo do galo foi escolhido como elemento central da identidade da marca, representando valores como confiança, autenticidade e ligação às raízes rurais. Com o passar dos anos, o azeite Gallo destacou-se pela consistência da qualidade e pela capacidade de combinar métodos tradicionais de extração com inovações tecnológicas.

Ao longo do século XX, a marca expandiu-se para além de Portugal, levando o azeite português a mercados internacionais e acompanhando as comunidades emigrantes. Essa internacionalização consolidou o Gallo como um dos nomes mais reconhecidos no setor oleícola, especialmente em países com forte presença da diáspora portuguesa.

Já no século XXI, o azeite Gallo reforçou o seu compromisso com a qualidade, a sustentabilidade e a rastreabilidade da produção, adaptando-se às exigências dos consumidores modernos. Atualmente, a marca integra o grupo Sovena Group, continuando a afirmar-se como um símbolo da tradição e excelência do azeite português no mundo.

Anúncio Nescafé


A história do Nescafé está intimamente ligada à inovação no consumo de café no século XX. A marca foi lançada em 1938 pela Nestlé, após vários anos de investigação para encontrar uma forma prática de conservar o café sem perder o seu sabor e aroma.

A origem do produto remonta a um pedido feito pelo governo brasileiro à Nestlé, que procurava uma solução para aproveitar os excedentes de produção de café. A resposta foi o desenvolvimento do café solúvel — uma inovação que permitia preparar uma bebida rapidamente, apenas adicionando água quente.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Nescafé ganhou enorme popularidade, sobretudo entre os soldados americanos, devido à sua facilidade de transporte e preparação. Esse período foi decisivo para a expansão internacional da marca.

Nas décadas seguintes, o Nescafé continuou a evoluir, introduzindo novas tecnologias de produção e variedades, como versões descafeinadas e misturas mais sofisticadas. A marca também acompanhou as mudanças nos hábitos de consumo, adaptando-se a diferentes culturas e preferências em todo o mundo.

Hoje, o Nescafé é uma das marcas de café mais reconhecidas globalmente, símbolo de conveniência e inovação, mantendo-se presente no quotidiano de milhões de pessoas como uma forma rápida e prática de desfrutar do café.

Anúncio Sumol


A história da Sumol começa em Portugal, em meados do século XX, marcada pela inovação no setor das bebidas refrescantes. A marca foi criada em 1954 pela Refrigor, numa época em que o mercado era dominado por refrigerantes artificiais. A grande diferença da Sumol foi apostar numa bebida com sumo de fruta, oferecendo uma alternativa mais natural e saborosa.

O lançamento destacou-se pela introdução de sabores como laranja e ananás, rapidamente conquistando os consumidores portugueses. A identidade da marca, associada à frescura, juventude e autenticidade, ajudou a consolidar a sua popularidade ao longo das décadas de 1960 e 1970.

Com o crescimento da procura, a Sumol expandiu a sua produção e presença no mercado, tornando-se um símbolo nacional. Mais tarde, a marca integrou a Sumol+Compal, resultante da fusão entre a própria Sumol e a Compal, reforçando a sua posição tanto em Portugal como em mercados internacionais.

Ao longo dos anos, a Sumol manteve-se fiel ao seu conceito original — bebidas refrescantes com sabor a fruta — ao mesmo tempo que inovou com novos sabores e formatos. Hoje, continua a ser uma das marcas mais reconhecidas em Portugal, associada a momentos de descontração e ao estilo de vida mediterrânico.