O Vitinho é uma figura incontornável no imaginário das gerações dos anos 80 e 90. Crianças e adultos assistiam diariamente às transmissões de "Boa Noite Vitinho" no horário nobre da RTP. Era a contribuição do canal público para que as crianças fossem para a cama mais cedo e provavelmente com mais vontade!
Quatro películas diferentes marcaram o início da noite da RTP durante uma década (1986, 89, 91 e 92). O boneco das campanhas publicitárias da Milupa passou a ser o centro do universo infantil português.
Apesar de Walkman ser uma marca registada da Sony, acabou por servir todas as marcas dos leitores portáteis de cassetes, ao longo dos anos. O primeiro modelo bem sucedido foi criado no Japão, em 1979 e era azul e cinzento.
O Walkman fez com que a música portátil se banalizasse, mas a tecnologia de leitores de cassetes já existia antes. A diferença para outros leitores residia agora no preço e na funcionalidade. A campanha publicitária não foi suficiente para o sucesso do produto e as vendas no primeiro mês não corresponderam ao sucesso esperado.
Por isso, a publicidade deu lugar ao marketing e a empresa espalhou Walkman por celebridades e funcionários das lojas. Antes do fim do ano, o leitor pegou moda e veio depois a marcar a música e a década de 80.
Quem não se lembra de um frasco de vidro com tampa de metal, com desodorizante em forma de stick cilindrico, que se empurra pela base à medida que se gasta?
Chama-se Lander, é ainda hoje produzido pela Sagilda, uma fábrica de sabões de Caldas da Rainha, e está presente no imaginário de várias gerações.
Musk, Clorofila, Wood e Bouquet estão entre os aromas de um dos desodorizantes mais famosos da cultura de comésticos nacional. O Lander chegou a ser também comercializado em spray.
Teve uma carreira de grande sucesso nos anos 80 mas acabou por ficar quinze anos desaparecida. Já foi eleita a mulher mais bonita do mundo e esteve em alguns dos maiores sucessos da década de oitenta. Mas se não fosse por Tarantino, talvez ainda estivesse no esquecimento...
Daryl Christine Hannah nasceu a 3 de Dezembro de 1960 em Chicago. Quando era muito jovem foi-lhe diagonesticada uma doença muito semelhante ao autismo, mas felizmente a doença não se desenvolveu. Na escola era a estrela da equipa de futebol e mais tarde teve romances como a estrela rock Jackson Browne e com John Kennedy Jnr. Mas a sua grande paixão foi sempre a representação.
Estreou-se com 18 anos no cinema no filme The Fury mas foi em 1981 que deu nas vistas em Hard Country. O seu grande papel chegaria no ano seguinte no épico futurista de Ridley Scott, Blade Runner, onde encarnou um androide de forma espantosa. Hollywood estava rendida ao seu talento e em 1984 novo sucesso de bilheteira com Splash, filme onde viveu a mais sedutora sereia da história do cinema.
Os anos 80 foram realmente a sua era dourada. Os seus desempenhos em Roxanne, Wall Street e Steel Magnolias confirmaram-na como uma das melhores actrizes da sua geração. A sua beleza e o seu talento eram uma combinação fatal.
Curiosamente, de um momento para o outro, a sua carreira pareceu estatelar-se no chão. Os grandes papeis não apareciam e Hannah dividia-se em comédias como Grumpy Old Men e pequenos papeis em filmes dramáticos como Memories of the Invisible Men.
Uma carreira que vivia agora mais da sua beleza - ela que foi uma das mais bem sucedidas playmates da década - do que dos seus talentos como actriz.
Acabaria por ser Quentin Tarantino - mestre em revitalizadores de carreiras - a recuperá-la para o cinema em Kill Bill v2, papel pelo qual iria conquistar a critica acabando mesmo por vencer o Lumiere para Melhor Actriz Secundária.
Resta saber se este filme irá trazer, na ternura dos 40, o melhor de Hannah que foi sucessivamente desaproveitado durante os últimos quinze anos.
Anita vai às Aulas, Anita no Jardim Zoológico e Anita no Ballet são alguns dos muitos títulos que encantaram gerações! Ao longo das últimas décadas, as histórias de Anita (Martine no original), criada em 1953, foram exemplos para muitas crianças.
Anita na Quinta e Anita em Viagem foram os dois primeiros episódios desta série. Foram publicados em 1954 pela editora Casterman. Gilbert Delahaye deu vida às histórias e Marcel Marlier foi o responsável pelas ilustrações.