domingo, 16 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Cantores dos Anos 80 - Christopher Cross
As suas primeiras influências musicais passam pela música de Joni Mitchell e dos Beach Boys, mas é pelo rock mais pesado que começa a sua carreira. Transformou-se numa espécie de herói da guitarra, no Texas, quando tocava com a banda 'Flash'. De tal maneira, que foi a Christopher Cross que coube a honra de substituir Ritchie Blackmore num concerto dos Deep Purple.
No início dos anos 80, decidiu-se por uma carreira a solo e, com o primeiro disco, arrecadou logo 4 prémios Grammy! No ano seguinte, 'Best that I can do' fez parte da banda sonora do filme 'Arthur' com Liza Minnelli e Dudley Moore e deu a Christopher o Óscar pela melhor canção para banda sonora nesse ano.
Do segundo álbum, editado em 1983, saíram mais três grandes êxitos: 'Think of Laura', 'No Time For Talk' e 'All Right'. Dois anos depois, o novo disco já não conseguiu vender tão bem, nem chegar sequerà lista principal dos Top's. Depois deste, Christopher Cross ainda gravou mais três discos que embora tenham sido até bastante bem avaliados pela crítica musical, não chegaram a conquistar o público em geral. Cross não lança nenhum disco com canções inéditas desde 1998, mas está longe de viver desligado da música.
Atualmente dedica-se a compor para a sua filha Madison, agora em início de carreira, também como cantora, e, segundo disse numa entrevista, Christopher Cross está a preparar um disco com as melhores músicas da sua carreira, mas cantadas em espanhol.
Noticia retirada daqui
domingo, 9 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Grupos Musicais Portugueses - Crise Total
Grupo de punk do Algueirão formado em 1983. A primeira formação incluía Manolo (voz), João Filipe (bateria), Rui Ramos (guitarra) e Paulo Ampola (baixo).
No ano seguinte participaram no 1º Concurso do Rock Rendez-Vous. O tema "Assassinos no Poder" foi incluído no alinhamento da compilação "Ao Vivo no Rock Rendez-Vous em 1984" da Dansa do Som.
Em fins de 1984, Pêjó entrou para o lugar de Ampola. Voltam a participar no 2º Concurso do Rockpágina sobre o grupo Rendez-Vous.
No dia 6 de Março de 1986 realizou-se no Rock-Rendez Vous o concerto de despedida dos Crise Total.
Em 12/7/1986 participaram num festival Punk no Porto com os Cães a Morte e o Desejo, Cagalhões e Kú de Judas. Em Dezembro actuaram no concerto Rock Ibérico/86.
João Filipe vai para o Canadá e Manolo também abandona o grupo.
Em 1987 entram para o grupo Tiago (voz) e Rui Barata (bateria). Manolo regressa em 1988. O grupo acaba por terminar em 1988 após concertos com os Bastardos do Cardeal e Morituri.
Em 1995, os Crise Total regressaram com a ideia de gravar as músicas que tocavam anteriormente. Se a coisa tivesse impacto até poderiam continuar a tocar e a fazer mais coisas. A João Filipe, Rui Ramos e Pêjó (este na guitarra) juntaram-se os ex-Subcaos Xico (voz) e Libelinha (baixo).
Após alguns meses de ensaios gravaram o CD "E a Crise Continua", que foi editado através da Fast' N'Loud, preenchido com 16 temas relativos à primeira encarnação do grupo. Pejó saiu pouco tempo depois e foi substituído por Daniel.
Xico sai do grupo. Em Abril de 1997, Miguel (vocalista dos M.A.D.) estreou-se ao vivo num concerto do Café Central. Apresentaram temas do seu segundo álbum que foi gravado neste ano.
Em Setembro de 2003, a editora Zero Work Recs lançou o álbum "Suicídio Involuntário", gravado originalmente em 1997, com Miguel nas vocalizações.
Manolo junta-se ao grupo nas comemorações dos 25 anos da banda. É editado um disco ao vivo gravado no RRV.
DISCOGRAFIA
E a Crise Continua (CD, FNL, 1996)
Suicídio Involuntário (CD, Zerowork, 2003)
Bem Viva No RRV (CD, Subsoundz, 2008)
Ao Vivo No Rock Rendez Vous em 1984 (1984) - Assassinos No Poder
Caos em Portugal (1997) - Prefiro / A Crise Continua
Raridades Vol.1 (2009) -
NO RASTO DE...
Rui Ramos está nos Rolls Rockers. Fez parte dos Profilaxia (com Manolo) e dos Feijão Freud (com João Filipe e Pêjó).
Xico formou os No Counts que depois mudariam de nome para The No-Counts Doctrine of Mayhem. Também esteve nos Rolls Rockers.
Paulo Pereira (Ampola) foi um dos fundadores dos Censurados. É sargento na Marinha.
João Filipe está nos Açores, onde trabalha em aspectos técnicos ligados à música. (JN) João Filipe esteve vários anos no Canáda, regressou a Portugal em 1995.
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sábado, 1 de fevereiro de 2014
Pepsi e Shirlie
Estas duas meninas ficaram sobretudo conhecidas, como 'backing vocals' dos Wham. Quando o projeto de George Michael e Andrew Ridgeley terminou, Pepsi e Shirlie arriscaram uma carreira em dupla. Não correu mal, mas foi breve. Ficaram-se pela edição de dois álbuns. Do primeiro disco, em 1987, 'Heartache' chegou ao segundo lugar do top do Reino Unido e 'Goodbye Stranger' ainda conquistou um 9º lugar. O segundo passou de tal maneira despercebido, que Pepsi and Shirlie decidiram seguir outros caminhos.
Shirlie é, atualmente, uma das pessoas responsáveis pelo site oficial de George Michael e vive em Londres com os dois filhos e o marido, Martin Kemp, dos Spandau Ballett.
Pepsi dedicou-se ao teatro musical nos anos 90 e, para além de ter feito coros para alguns artistas, também viajou em tournée, como solista, com Mike Oldfield. Hoje, mora em Norwich, Inglaterra, embora tenha vivido durante muitos anos na Nova Zelândia onde trabalhava numa loja.
Pepsi e Shirlie ainda apresentaram, no VH1, um programa de tributo a George Michael e, em 2000, regressaram em força como 'backing vocals' na música 'Bag it up' da ex-Spice Girl, Geri Halliwell.
Noticia retirada daqui
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Cantoras dos Anos 80 - Pat Benatar
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Desde muito pequena que não perdia uma oportunidade que fosse para cantar. Começou cedo a ter aulas de voz e representação e sempre teve uma paixão pelo teatro e pelo Rock, embora os pais só a autorizassem a assistir a espetáculos de ópera ou orquestras sinfónicas. Na escola ensaiava Puccini, em casa, ouvia Rolling Stones numa telefonia pequena escondida no quarto.
Para grande surpresa da família, Pat Benatar, preferiu seguir Medicina, mas, e com 19 anos apenas, desistiu da Faculdade para casar com Dennis, um militar que esteve nas forças especiais durante a guerra do Vietname. Durante três anos, viveram em Virgina onde Pat Benatar trabalhava num banco.
Descontente, e depois de assistir a um grandioso concerto de Liza Minnelli, demitiu-se e arriscou de vez uma carreira na música. Cantou durantealgum tempo em vários clubes noturnos até gravar o primeiro disco, 'In The Heat of the Night', lançado em agosto de 79. O êxito foi tal, que, num acontecimento sem precedentes, ganhou quatro Grammy's seguidos!
Foi também o ano em que se divorciou para, três anos depois, voltar a casar com o guitarrista Neil Giraldo com quem teve duas filhas.
Já na década de 90, lançou três álbuns, mas nenhum deles chegou a alcançar o mesmo êxito. Nos últimos anos, lançou vários 'Best Of' e um disco com músicas originais.
Em 2009, Pat Benatar comemorou 30 anos de carreira.
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Grupos Musicais Portugueses - D'Age
O grupo era formado por António Dias da Silva (guitarra, voz), Rui Jacob (baixo), Rui Rodrigues (elemento dos UHF, guitarra) e Zé Cabral (bateria).
Em 1986 concorrem ao 3º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous onde são um dos grupos finalistas.
Em 1987, João Roque entra para o lugar de Rui Rodrigues. Apresentam ao vivo temas como "Numa Corrida", "Corridas de café", "Sombras", "O Tigre" e "Aparições".
Ficam em 3º lugar no I Festival Luso-Galaico de Rock ao vivo. (1989?)
O grupo termina em 88 mas regressam dois anos depois.
Em Novembro de 90 o grupo era formado por Toné, Rodrigues, Jacob e o baterista João Pedro.
O álbum "Todo Este Mar", produzido por Nódoa Negra e Marsten Bailey, foi editado em 1992 pela Polygram. A formação que gravou o disco era composta por Rui Jacob, João Pedro, Toné e Rui Rodrigues.
Os ex-Essa Entente Paulo Sousa e Paulo Neto entraram para o grupo em 1994.
Está prevista a presença do grupo no há muito falado disco de tributo aos UHF.
DISCOGRAFIA
Todo Este Mar (CD, Polygram, 1992)
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Cantoras dos Anos 80 - Sandra Kim
Em Bergen, na Noruega, no dia 3 de maio de 1986, subiu ao palco do Festival da Eurovisão e conquistou a Europa. Tinha apenas 15 anos, embora se tenha vindo a confirmar mais tarde que, afinal, ainda não tinha passado dos 13. Logo, não poderia ter chegado a participar no Festival da Eurovisão.
Polémicas à parte, a verdade é que a música 'J'Aime la Vie' saiu vencedora e foi escrita pela própria Sandra Kim. 'J'Aime La Vie' obteve pontos de todos os países e ficou no primeiro lugar. Foi no ano em que Portugal foi representado, e muitíssimo bem, pela Dora e a música 'Não sejas mau para mim'.
Sandra Kim continuou na música durante os anos 90, no entanto sem conseguir grande sucesso. Talvez a razão que a levou a mudar de caminho e tentar a sorte como apresentadora de televisão. Casou-se com Olivier Gérard, o técnico de som dos seus concertos, mas o casamento durou apenas pouco mais de um ano.
Talvez pelo timbre, na Bélgica, Sandra Kim é frequentemente comparada com Barbra Steisand e Celine Dion. Chegou mesmo a gravar uma versão de My Heart Will Go On, do filme Titanic.
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domingo, 19 de janeiro de 2014
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Grupos Musicais Portugueses - Damas Rock
1981. O álbum do Rui Veloso ainda estava bem presente na memória de todos. Muitas portas se abriram e a explosão de novas bandas permitiu a Portugal conhecer muitos músicos.
Nesse ano integrei a banda de suporte de uma formação que dava pelo nome de Damas Rock (primeiro grupo feminino do rock português com Paula Cristina, Fifi, Anabela e Mitó).
Tinham então gravado um single e a sua promoção levou-os ao conhecido programa do Júlio Isidro, "A Febre de Sábado de Manhã". Primeiro numa pequena apresentação no cinema Nimas, em Lisboa, e mais tarde no programa ao vivo, transmitido via rádio, e que teve lugar em Tróia. Neste espectáculo participaram nomes como os Salada de Frutas, as Cocktail, os Pizo Lizo e o ex-teclista dos Yes, Rick Wakeman, que vinha divulgar o seu álbum "1984".
No seguimento da apresentação do single de estreia, "Em Cinco Minutos"[Sabotagem], a banda foi convidada a participar em alguns eventos. Dessas acções destacam-se as exibições de Abrantes e a de Alverca, esta de novo com nomes de bandas portuguesas que, na época, se destacavam. Os NZZN eram disso um bom exemplo.
Lançaram mais um single (com letras de Fifi e músicas dos CTT). Nenhuma delas continuou ligada à música depois da aventura Damas Rock.
DISCOGRAFIA
Sabotagem/Sonho (Polygram, 1981)
Passarinho Passarouco/Chamem O 115 (Single, Polygram, 1982)
NO RASTO DE ...
Paula Vieira foi directora de publicidade do jornal Blitz.
Felícia Cabrita licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas. Foi jornalista do Expresso durante 15 anos. Trabalhou ainda na Sic, Grande Reportagem e Sol.
Mitó andou na Faculdade de Letras (em filosofia).
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sábado, 11 de janeiro de 2014
Cantores dos Anos 80 - David Bowie
É um dos maiores nomes da história da música! (Camaleão).
A música de Little Richard e Fats Domino influenciou David Bowie que, aos 13 anos, assim que aprendeu a tocar saxofone, oferecido pela mãe no Natal, correu todos os bares onde o deixassem tocar. Fez parte de várias bandas e quando decidiu seguir uma carreira, como um dos elementos dos Monkees tinha o seu nome, resolveu apresentar-se ao mundo como David Bowie.
Os anos 70 impulsionaram a carreira de Bowie em todo o mundo e ficaram marcados pelo lançamento de grandes clássicos como 'Hunky Dory' e 'The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars', quando Bowie dá vida ao seu famoso personagem andrógino, Ziggy Stardust. São desta época as suas apresentações mais exuberantes.
Embora de discos diferentes, 'Young americans' e 'Low' são das músicas que mais marcaram o final dos anos 70. Já nos anos 80 (1983), 'Let's Dance' ouvia-se no primeiro lugar da maioria dos top's mundiais. São do mesmo disco os êxitos 'Modern love', 'China Girl' e 'Blue Jean'. Mudando de novo a sua imagem e a sua música, lançou mais dois álbuns, um em 1989 o outro em 1991 e uns anos depois 'Outside' leva de novo a música de Bowie ao primeiro lugar do Top britânico. Em 1997, novo disco, e, claro está, nova sonoridade.
O mais recente disco chama-se 'Reality' e coincidiu com o momento em que teve de ser submetido a uma cirurgia, o que o manteve afastado dos palcos por algum tempo.
Para além da música, a sua paixão pelo cinema não é segredo, tanto que são marcantes os seus papéis nos filmes 'Merry Christmas, Mr. Lawrence', 'Labirinto' e 'Fome de viver', ao lado de Catherine Deneuve.
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Grupos Musicais Portugueses - CTT
Os CTT surgiram em pleno "boom" do Rock Português, tentando cavalgar na onda de Rui Veloso, UHF e GNR.
Com origens no Conjunto Típico Torreense, de Torres Vedras, um grupo de baile, a banda decidiu colocar apenas as iniciais para se lançar no Rock Português.
Constituídos por Luís Plácido (voz), Augusto Alves (teclas), Tozé Monteiro (guitarra), Hernâni (aka Nani) Teixeira (baixo) e Gabriel Matos (bateria), os CTT lançaram, em 1981, o single "Destruição" (com "Vai No Ar", no lado B) que teve uma razoável aceitação do público.
Este era um grupo que já existia, ao contrário de muitos outros que se formaram de propósito para gravarem discos. Essa vantagem daria razões aos CTT para se manterem na crista da onda, mas tal não viria a suceder.
No final do ano de 1981 lançariam novo "single", desta vez com os temas "Hora de Ponta" e "A Moda Que Eu Quero".
As solicitações para concertos começaram a surgir e o autor deste artigo lembra-se de ver a banda ao vivo, fazendo a primeira parte das Girlschool, uma banda inglesa de Heavy Metal constituída apenas por raparigas. No concerto houve um incidente com a banda, quando os técnicos ingleses resolveram desligar a aparelhagem e os microfones à banda, tendo esta interrompido o concerto abruptamente.
Augusto Alves, que os restantes membros da banda chamam carinhosamente o "Sr. Augusto" por ser de muito mais idade que eles, colocava o som do órgão a sobressair entre aquela massa musical de maneira diferente do que faziam os restantes teclistas. Isso fazia com que os CTT tivessem um som próprio que os distinguia dos restantes grupos que pululavam por essa época.
Em 1982 editam o seu derradeiro testemunho musical, um LP intitulado "Oito Encomendas Discriminadas No Verso".
Produzido por António José de Almeida (baterista dos Heróis do Mar), este LP contém, tal como o título indica, 8 canções: "Ovni", "Em Terra De Cego...", "Ai Que Sina A Minha", "Uma Noite Passada", "É Bom", "Ilusão", "Há Uma Lei" e "Chapa Batida".
O "design" da capa é como uma encomenda dos Correios e está muito bem conseguido.
Apesar da produção de António José Almeida e de algumas das propostas musicais apresentadas no disco não serem de deitar fora, a banda não teve sucesso com este disco. Podem ouvir-se um bom vocalista, um bom baixista e o sempre presente som do órgão do Sr. Augusto a comandar as operações.
Os CTT continuariam, ainda, por mais dois ou três anos como banda de Rock, regressando, como grupo de baile (até 1994).
O Sr. Augusto tem uma empresa de promoção e produção de bandas e Nani Teixeira é o único que continua como músico profissional, fazendo parte da banda que acompanha Luís Represas.
Para a história do Rock Português ficam os CTT, como uma das bandas que não conseguiu singrar, depois de feita a "separação das águas". No entanto, como já foi referido, tratava-se de uma banda com propostas interessantes.
De carreira ainda mais curta [do que a de outros grupos da época] foram os CTT, designação que este grupo adoptou durante o período do "boom" sem querer renegar a origem de Conjunto Típico Torreense. Tinham também uma sonoridade pesada e foi com "Destruição, Destruição, Destruição" que entraram a matar nos tops nacionais. Vinham dos circuitos dos bailes, conheceram o mesmo sucesso rompante e fulminante, a mesma loucura de gravação contra-relógio. "Tinha-se pouco, pouquíssimo tempo de estúdio", recorda Luís Plácido, o ex-vocalista dos CTT: "Aquilo era entrar já com tudo muito bem ensaiado e toca a andar. Não havia tempo para experimentações em estúdio ou para testar fossem quais fossem as possibilidades". Ainda no mesmo ano de 1981, os CTT gravaram um álbum, "Oito Encomendas", mas já havia desencanto no ar.
O ex-baixista dos CTT, Nani Teixeira, de todos o único que ainda permanece como músico profissional", aponta que "viveu-se ali uma época de grande evolução, uma evolução de qualidade e de diversificação, mas em nome da qual foram justamente as bandas que abriram as portas do 'boom' do rock português que depois acabaram por pagar a factura". O líder do grupo, Augusto Alves, recorda que os CTT tinham "uma história muito diferente da maioria das bandas que apareceram naquela altura": "Já existíamos antes, já tocávamos todos juntos como Conjunto Típico Torreense muito antes de toda aquela loucura acontecer. Já tínhamos clientela antes, a certa altura fizemos aquilo, e depois regressámos ao público que tínhamos". Recusando-se a acreditar que os CTT tenham sido "um fenómeno de época balnear", o ex-baterista da banda, Gabriel Matos, afirma que os CTT "ainda continuaram mais uns anos, mas deixou-se de acreditar nas gravações". (...)
Augusto Alves, o "senhor Augusto", como a ele se referem os demais ex-elementos da banda, muito pela diferença de idades, mais ainda pelo respeito àquele que identificam como o "dono" do grupo, foi o homem que levou pela mão o Conjunto Típico Torreense dos bailaricos ao estatuto de banda roqueira, nos tempos do pioneirismo do rock cantado em português. E, se o Conjunto Típico Torreense dos bailes sobreviveu até 1994, os CTT que entraram nos tops dos inícios dos anos 80, a cantar "Destruição, Destruição, Destruição", já há muito tinham ficado para trás.
DISCOGRAFIA
Destruição/Vai No Ar (Single, Polygram, 1981)
Hora de Ponta/A Moda Que Eu Quero (Single, Polygram, 1982)
Oito Encomendas (LP, Polygram, 1982)
NO RASTO DE...
O baixista da banda, Tozé Monteiro, 44 anos, deixou o grupo por meados da década 80, por dificuldades de compatibilização com o trabalho que desempenha ainda nas Finanças de Torres Vedras. (Pública/99)
Luís Plácido, 40 anos, o vocalista que tocava guitarra como Jimmy Hendrix - com os dentes - é técnico de electrodomésticos e refrigeração e tomou em braços muito da programação cultural da colectividade da Caixaria, para os lados de Torres Vedras. (Pública/99)
O baterista, Gabriel Matos, 49 anos, foi desenhador, funcionário público, agora é decorador de interiores, mas continua teimosamente na música, com uma banda que roda pelos circuitos dos bares, a Banda Sonora, em que de vez em quando também alinha Tozé Monteiro. (Pública/99)
Hernâni Teixeira, 40 anos, dono e senhor dos solos de viola baixo nos CTT é, de todos, o único que permanece como músico profissional. Depois de uma busca de "refúgio" no Luxemburgo, porque só afastando-se conseguiria sair dos CTT, regressou a Portugal e tem acompanhado desde já há algum tempo Luís Represas. (Pública/99) Nani Teixieira também chegou a acompanhar Mafalda Veiga.
Augusto Alves tem uma empresa de produção e promoção de bandas.
Noticia retirada daqui
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Cantoras dos Anos 80 - Debbie Harry
Embora com cinco discos a solo, até com algum sucesso, Deborah Harry é mais conhecida por ser a vocalista dos Blondie. Foi adotada aos três meses de idade e viveu em New Jersey até completar o liceu. Com 18 anos, decidida a fazer da música a sua profissão, mudou-se para Nova Iorque, onde, durante um ano, trabalhou como secretária no escritório da BBC Rádio. Foi empregada de mesa, bailarina e 'coelhinha' da Playboy (Playboy Bunny).
Começou por cantar com um grupo de música Folk, passou por outras pequenas bandas e, já a meio dos anos 70, quando se cruzou com Harry e Stein, juntos formaram os Blondie. Daqui para a frente, e durante dez anos, Debby Harry, loura e sensual, deu voz e vida a muitos êxitos dos Blondie.
Quando os Blondie se separaram, em 1982, Deborah seguiu a solo e 'French Kissin' (In The USA)' foi a música com que conseguiu maior êxito.
Nos anos 90, embora continuasse a gravar, Debbie investiu muito mais no mundo da representação, de tal maneira que, feitas as contas, representou cerca de trinta papéis como atriz. Durante a década de 90, Debbie Harry investiu muito pouco na carreira musical.
Dezassete anos depois (1999), quando já não se esperava, os Blondie regressaram e com novo álbum, 'No Exit', na bagagem. A música 'Maria' voltou a colocá-los nos top's de venda e animou muitas pistas de dança em todo o mundo!
Aos 53 anos, o seu nome foi escrito no Guinness World Book of Records , como a cantora mais velha a chegar ao primeiro lugar do top do Reino Unido. Foi em 1999 com a música 'Maria'.
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terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Fairground Attraction
A banda dos anos 80 que, embora pop, apostou em registos mais acústicos e conseguiu pôr a Europa inteira a cantar 'Perfect'. É este o maior êxito dos Fairground Attraction.
Juntaram-se a meio dos anos 80, e começaram por tocar em pequenos clubes e bares ingleses onde foram ganhando reputação até ao dia em que surgiu a oportunidade de gravar o primeiro disco, em abril de 1988. Surpreendentemente, a sua primeira conquista foi o 1º lugar da tabela de vendas do Reino Unido com o single 'Perfect'.
Deste primeiro álbum, 'The First of a Million Kisses', com uma sonoridade que mistura o jazz e o country, as músicas 'Find my love', 'A Smile in a Whisper' e 'Clare' também tiveram direito a bons lugares nos Top's europeus. O disco conquistoua platina e a banda ganhou, em 1989, dois Brit Award. Um com a música 'Perfect' como Melhor Single do ano e o prémio de Melhor Álbum.
Quando tudo parecia não poder correr melhor, em setembro deste ano, surgem os primeiros rumores sobre o protagonismo da vocalista, Eddi Reader, que acabou mesmo por levarà separação da banda que, na altura, estava já a gravar o segundo disco que foi lançado, mas foi também o último.
Sempre fiel às influências do jazz e da folk, Eddi seguiu carreira na música e, há dois anos atrás, lançou o seu oitavo disco ('Peacetime'). Teve uma participação como atriz numa serie da BBC e, desde 1992 que lança um novo álbum de dois em dois anos. Faz parte do elenco do 'Me and Orson Welles' que se prevê seja realizado ainda este ano.
Mark Nevin, o guitarrista, enquanto compositor, já lançou 3 discos. Simon Edwards faz parte de um grupo onde compõe, canta e toca acordeão. O baterista Roy Dodds, continua a tocar com várias bandas, inclusive a acompanhar Eddi Reader dos Fairground Attraction.
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domingo, 29 de dezembro de 2013
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Grupos Musicais Portugueses - Construção
Em 1978, Aníbal Raposo regressa a S. Miguel onde com Luís Alberto Bettencourt, Emanuel Frazão, Carlos Frazão, Gil Alves, Luísa Alves e Zeca funda o grupo Construção.
É com a edição de "Há Qualquer Coisa" do agrupamento Construção, em 1982, que se começa a acreditar mais a sério na existência de uma nova geração de músicos e compositores açorianos abertos a sonoridades até então pouco exploradas no arquipélago.
Na era pós –"Baile no Bosque" dos Trovante, os açorianos Construção surgem com uma apelativa fusão de sons onde as influências vão do jazz à canção folk urbana, passando por baladas intimistas onde se fala muito do mar como limite e limiar da aventura por fazer, dentro e fora da ilha, e onde o amor se descobre em "compasso de maré".
O Construção é considerado pela imprensa continental e publicações da especialidade como o grupo revelação do ano.
Para além do único disco que editou, foi pouca a prática de trabalho colectivo do grupo Construção. Mas, por mais efémera que tenha sido a sua existência, ela permitiu o cruzamento e síntese de ideias de gente que, separadamente, tem continuado a levar bastante a sério a actividade musical.
O grupo desfez-se por razões que tiveram a ver com a deslocação para o continente de parte dos seus membros.
O álbum "Há Qualquer Coisa" foi reeditado em CD em Fevereiro de 2001.
DISCOGRAFIA
Há Qualquer Coisa (LP, Disrego, 1982)
NO RASTO DE ...
Mais ao menos no mesmo período em que os Construção editam "Há Qualquer Coisa", vamos encontrar José Medeiros, então a viver em Lisboa, integrado no grupo Rosa dos Ventos, no qual se fez sentir também a mui inspirada presença do micaelense João Miguel. No LP "Rimando Contra a Maré" (Diapasão/83), o único disco do grupo Rosa dos Ventos, José Medeiros contribuiu com poemas e canções que, tal como foi realçado pela crítica da especialidade da altura, deixavam já transparecer um raro poder criador. (AMS)
Gil Alves e Emanuel Frazão viriam a fixar-se em Lisboa e a abraçar a música como modo de vida.(AMS)
Aníbal Raposo e Luís Alberto Bettencourt, juntamente com Carlos Guerreiro, estiveram na origem de um grupo [Rimanço] que, com várias e interessantes transformações tanto a nível de estilo como de repertório, se manteve em existência durante um largo período de tempo. (AMS)
Aníbal Raposo participou como compositor e intérprete em diversos programas da RDP e RTP dos quais se destacam os temas escritos para as séries televisivas de José Medeiros "Balada do Atlântico" e "O Barco e o Sonho" - ("Comércio de Angra", com letra de Álamo de Oliveira e "Maré e Natividade"). Estes e o "Tema para Margarida" fazem parte do conhecido CD de temática açoriana "7 anos de música" editado pela Disrego. Foi um dos fundadores dos grupos Albatroz e Ala Bote. Em 1999 lançou a solo o disco "Maré Cheia".
José Medeiros notabilizou-se como autor e realizador de várias séries de televisão para a RTP-Açores. As últimas foram "Gente Feliz Com Lágrimas" e "Mau Tempo No Canal". Na música tem lançado alguns discos, taís como "Cinefílias e Outras Incertezas" (Memórias/1999) , tendo recentemente vencido o Prémio José Afonso.
Noticia retirada daqui
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
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