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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Cantoras Portuguesas - Dora


Dora Maria Reis Dias de Jesus nasceu em Lisboa em 20 de Maio de 1966.

Uma amiga da família incentivou-a a participar no concurso de apuramento da Cinderela portuguesa, promovido pelo programa Clube Amigos Disney.

Não ganhou o concurso mas Guilherme Inês, Zé da Ponte e Luís Oliveira (os responsáveis pela selecção das candidatas) ficaram deslumbrados com a concorrente e convidaram-na para defender o tema "Não Sejas Mau Para Mim" no Festival RTP da Canção de 1986. O tema, uma produção da Namouche Team, acabaria por vencer e foi representar Portugal em Bergen, na Noruega, onde obteve o 14º lugar.

A versão internacional do single inclui os temas "You're Hurting Me" e "This Will Be The Last Time". Em Agosto de 1986 é editado o single "Easy/Seventeen". Ainda nesse ano é editado o single  "Our Love".

Em Julho de 1987 é lançado o single "Já Dei" (com letra de Mário Zambujal) e que incluía no lado B uma versão em inglês desse tema.

Colabora com os Onda Choc no tema "Ser Artista Não É Fácil", versão de um sucesso de Kim Wilde.

No dia 7 de Março de 1988 venceu o 1º Prémio Nacional de Música, realizado no Casino Peninsular da Figueira da Foz, com o tema "Déjà Vu", da autoria de Zé da Ponte, Guilherme Inês e Luís Oliveira.

Este foi um dos temas apurados para a final do Festival da Canção desse ano mas o  tema escolhido para concorrer ao Festival da Eurovisão acabou por ser  "Voltarei". Dora apenas dera voz à maqueta enviada a concurso, sem assumir qualquer compromisso com os autores da canção, José Niza e José Calvário, mas seria com esta canção que iria à Irlanda.

É editado o álbum de estreia intitulado "Déjà Vu" que que inclui o tema-título, nas versões portuguesa e inglesa, e outros temas como "Easy" e "Lies".

Participa como actriz no musical "Enfim Sós", da responsabilidade de Carlos Cruz, Mário Zambujal e José Duarte, e é nessa peça que encontra o seu marido, Jorge Paiva. Chega a interromper as actuações na peça devido à lua de mel que decorreu no Brasil. Em Dezembro de 1988, Dulce Pontes substituiu Dora na peça "Enfim Sós".

Em 1990 participa no Festival da OTI com o tema "Quero Acordar". No Festival da Canção desse ano é um dos cantores que recordaram êxitos especiais do Eurofestival.

Vai viver para o Brasil tendo regressado a Portugal em 2001. Participou na banda sonora da novela "Lusitânia Paixão" e em vários espectáculos do Casino Estoril.

Em 2006 foi uma das vozes convidadas do programa "A Canção da Minha Vida".

DISCOGRAFIA
Déjà Vu (LP, CBS, 1988)

SINGLES
Não Sejas Mau Para Mim/You're Hurting Me (Single, Dacapo, 1986)
Easy/17 Seventeen (Single, CBS, 1986)
Our Love/You'll Never Get Me (Single, CBS, 1986)
Já Dei/Lies (Single, CBS, 1987)
Voltarei/I'll Come Back (Single, CBS, 1988)
Dejà Vu/Dejà Vu (versão em Inglês)(Single, CBS, 1988)

Colectâneas
Portugal Remix (2005) - Não Sejas Mau P´ra Mim
Canção da Minha Vida (2006) - Várias

COMENTÁRIOS
A sua ascensão meteórica nos anos 80 foi fruto de uma série de felizes coincidências. É que Dora nunca levou a sério a sua queda para a música. Foi uma amiga da família, professora de televisão, que a incentivou a participar num concurso da Disney para apuramento da Cinderela portuguesa. Os responsáveis pela selecção das candidatas eram, na altura, Guilherme Inês, Zé da Ponte e Luís Oliveira. «Ela chegou de olhos cravados no chão, com os cabelos a tapar a cara, muitíssimo envergonhada. Escolheu uma canção de Bryan Adams, e quando começou a cantar toda a gente ficou embasbacada», conta Zé da Ponte, que se sentiu imediatamente rendido àquela «força da natureza». Dora não foi a Cinderela portuguesa mas aceitou o convite dos seleccionadores para interpretar «Não Sejas Mau Para Mim», a canção representante de Portugal no Festival da Eurovisão em 1986. «A sua primeira actuação ao vivo, para milhões de telespectadores», recorda o produtor, para quem Dora é um «bicho de palco». 

Há quinze anos tornou-se conhecida com a canção «Não Sejas Mau Para Mim». Representou Portugal no Festival da Eurovisão, gravou vários discos, foi aliciada por editoras estrangeiras a abraçar uma carreira internacional. Contra todas as expectativas, Dora, também conhecida como a menina das botas - uma das suas imagens de marca - abandonou o nosso país rumo ao Brasil, onde permaneceu uma década. 

Os «singles» pós-Eurovisão foram gravados em Inglaterra, onde, garante Zé da Ponte, «toda a gente a adorava e reconhecia as suas potencialidades». O passo seguinte era o lançamento à escala internacional. A Sony Europa propôs-lhe um contrato fabuloso, irrecusável. Inexplicavelmente, Dora sai de cena. Anuncia que vai viver para o Brasil, deixando Zé da Ponte e Guilherme Inês tão boquiabertos como quando a viram cantar no «casting» da Cinderela. 

Após dez anos no Brasil, ei-la de volta. Durante os dez anos que viveu no Rio de Janeiro, Dora deu aulas de Inglês, estudou música, teve aulas de canto e trabalhou com diversas bandas. «Desenvolvi projectos no âmbito do chamado 'funky brasileiro', que é uma espécie de 'rythm and blues' tropical. Foi uma experiência gratificante: tratava-se de uma música muito negra, que eu nunca tinha cantado, e que me ajudou a definir o meu estilo», diz-nos. Enigmática, acrescenta que a maneira de ser dos brasileiros - «aquela alegria e leveza» - a ajudou imenso a crescer. «Como mulher, desabrochei e encontrei-me, dissipei as dúvidas e serenei as tempestades interiores», avança, sem entrar em detalhes. As razões que a levaram a terras de Vera Cruz, tal como as que a trouxeram de volta, permanecem uma incógnita. Sabe-se que teve mais dois filhos (um rapaz agora com 11 anos e uma menina com quatro meses) e que em Portugal tem «mais apoio para prosseguir a carreira».

Agora, que está de volta, mostra-se empenhada em gravar um disco que reflicta o seu «crescimento musical». Para já, aceitou sem hesitar o convite do Casino Estoril para actuar todas as noites no «Du Arte Garden»

Zé da Ponte, que prepara com a cantora o disco que será editado para o ano, adianta que já recebeu propostas de diversas editoras, «dispostas a apostar no escuro». Ao que tudo indica, Dora vai dispor de uma segunda oportunidade para se lançar em grande. 

ISABEL OLIVEIRA / EXPRESSO, 14.07.2001 (Adaptado)

NO RASTO DE...
Regressou a Portugal em 2001 tendo participado na banda sonora da novela "Lusitânia Paixão". Está no Casino Estoril tendo participado em espectáculos como "Egoísta"e "Fruta Cores".

Notícia retirada daqui

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Grupos Portugueses - DWART


António Duarte e Manuela Duarte formaram os DWART em 1985. O duo de pop experimental mixmedia fez as suas primeiras (e polémicas) aparições no palco do clube Rock Rendez-Vous, em espectáculos de performance e em festivais de Arte (1985/87). Exemplos: Alternativa Zero, Cascais; Performarte, Torres Vedras; Teatro do Século, Lisboa; RTP (programa de Vasco Pinto Leite sobre arte e sinestesias) - com Nuno Rebelo.

Para a definição estética, disciplina inicial do projecto, oportunidades de actuações ao vivo, muito contribuiram a amizade e o apoio de Jorge Lima Barreto e Vítor Rua, Manoel Barbosa, Nuno Rebelo e António Palolo. Os DWART estão incluídos numa colectânea em vinil, editada pela Dança do Som, com os melhores momentos do Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous/1985.link para o site do grupo

Algures no espólio do clube desaparecido, ficou por editar em disco a bobine master do álbum "D.A.R.", com as gravações (históricas), ao vivo e em estúdio, de um projecto concebido por Manoel Barbosa para dois músicos (António Duarte e Bernardo Devlin) e sete performers, que esteve dois dias em cena no palco e na pista de dança do RRV.

Em 1987, António e Manuela Duarte mudaram-se para Macau. O testemunho das aventuras musicais dos DWART no Oriente está repartido por largas dezenas de cassetes digitais (DAT), na sua maioria jam-sessions em estúdio com músicos de Macau e de Portugal, ou com nómadas aventureiros: Chineses, portugueses, filipinos, franceses, alemães, brasileiros, mexicanos... Passavam uns tempos no território e acabavam por dar nas vistas tocando no clube de Jazz.

Na fase mais interessante dessa experiência multiétnica nasce o trio Battu Ferengi: António Duarte - teclados, percussões e instrumentos chineses; Manuela Duarte - piano; Joaquim Castro - flautas e saxofones. Os Battu Ferengi deram vários concertos no JazzClub de Macau e no clube China Pop, tendo gravado o album "Ohpah" (world music).

Na actual fase DWART é, basicamente, António Duarte: sintetizadores analógicos, teclado sampling, vocoder, piano eléctrico, caixas de ritmo, percussões, baixo, guitarra, bandas magnéticas (DAT), e software audio e musical para macOS. São deste período (1998/2001) os albuns "Elektrix" (em masterização) e "Red Tapes", ambos misturados no estúdio DimSum, Lisboa, no início de 2002. [ver  http://mp3.com/DWART] Produzidos com uma boa dose de disciplina e paciência de chinês. 

(texto: http://dwart.planetaclix.pt)

DISCOGRAFIA - Colectâneas
Música Moderna Portuguesa 2º volume (1986) - Mate

NO RASTO DE...
António Duarte participou na gravação do disco "Biombos" dos Telectu e no disco "Vydia" de Vítor Rua. Participou também na gravação da música oficial da Expo98 - "Pangea" - tendo tocado GuZheng, instrumento de cordas utilizado a solo ou nas orquestras de música chinesa. Colaborou também em espectáculos de dança-performance da coreógrafa chinesa Jane Lei e do seu grupo Comuna de Pedra (Macau). Em 1999 foi convidado a compor e montar a música do espectáculo que Jane Lei levou ao festival multimedia Journey to the East, no Cultural Centre for Performing Arts de Hong Kong. Regressou a Portugal no início do novo milénio.

Notícia retirada daqui

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Grupos Portugueses - Doce


A ideia começou, em 1979, na festa de despedida dos Gemini pois Tózé Brito tinha sido convidado para desempenhar o cargo de Director Artístico da Polygram. Os Gemini acabaram em fins de Setembro de 1979 e as Doce começaram em fins de Outubro. Um dos grandes responsáveis pela formação do grupo foi o brasileiro Cláudio Condé que era o Presidente da editora.

O grupo era constituído pelas ex-Gemini Fá e Teresa Miguel  e pela ex-Cocktail Lena Coelho que tinha substituído Teresa em alguns concertos dos Gemini. Como faltava uma loura convidaram Laura Diogo, Miss Fotogenia no concurso Miss Portugal do ano anterior e que tinha estado em destaque em alguns certames internacionais.

Em Janeiro de 1980 é editado o single "Amanhã de Manhã" que obteve logo um grande sucesso. A seguir concorrem ao Festival RTP da Canção com o tema "Doce" que fica em 2º lugar. Doce

Em Março de 1980 é editado o álbum "OK KO". O disco consegue atingir o galardão de disco de prata.

Em Março de 1981 voltam a participar no Festival RTP da Canção com "Ali-Bábá - Um Homem das Arábias" que fica em 4º lugar. Em Outubro desse ano é editado o  álbum "É Demais". Um dos temas, "Eu Sou", é cantado a solo por Laura Diogo desmentindo assim os boatos de que não cantava e que tinha o microfone fechado.

Estoira o "boato Reinaldo", segundo o qual Laura Diogo teria sido hospitalizada após ter tido relações sexuais com o futebolista do Benfica. O grupo perde espectáculos e diminuíram as vendas de "É Demais", que estava a caminho de disco de ouro.

Em Março de 1982 vencem o Festival RTP da Canção com o tema "Bem Bom". (1) Em Harrogate, na Inglaterra, ficam em 13º lugar.

O grupo edita as suas canções em Espanha, Estados Unidos e Canadá.

Em 1983 gravam várias canções em inglês. O single "For The Love Of Conchita" foi um dos grandes sucessos desse ano. Lena Coelho casa-se em Julho de 1983.

É editado na América do Norte um disco com versões inglesas de várias canções do grupo.

Editam o single "Quente, Quente, Quente" com a participação de Rui Veloso na harmónica. 

Em 1984, as Doce regressaram ao Festival da Canção com o tema "O Barquinho da Esperança", da autoria de  Pedro Ayres Magalhães e Miguel Esteves Cardoso.

Em Maio de 1985, devido à gravidez de Lena Coelho, esta é substituída por Fernanda Sousa. Quando Lena Coelho regressa, em Outubro de 1985, Fátima Padinha sai do grupo.

O grupo dissolve-se em 1986. É editada a compilação "Doce 1979-1987" que inclui o inédito "Rainy Day". O disco inclui os maiores sucessos do grupo mas "Bem Bom" surge apenas na versão inglesa.

Os dois primeiros álbuns são reeditados em Maio de 2000. Ainda nesse ano é editado um disco de tributo onde aparece um projecto com dois elementos do grupo.

"Bem Bom", na sua versão portuguesa, aparece pela primeira vez em formato digital no CD "O melhor de 2 - Doce/Gemini" editado em 2001.

Em 2002 é editada a compilação "15 Anos Depois" com um alinhamento igual à compilação de 1987 mas com "Bem Bom" na versão original e com os temas remasterizados.

Em Julho de 2003 é editado "Docemania", disco duplo com as músicas mais conhecidas do grupo e com a inclusão de um EP com alguns temas remisturados.

Três dos elementos da formação inicial das Doce juntam-se para um dos espectáculos comemorativos dos 25 anos do programa "Febre de Sábado de Manhã".

(1) "Enviámos todos os nossos discos para a editora, no Brasil, para que eles preparassem a edição local. E eles, em vez de nos editarem, criaram um grupo de raparigas brasileiras, as Doce Mel, e lançaram uma versão do "Bem Bom"."  FP/DN

DISCOGRAFIA
OK KO (LP, Polygram, 1980)
É Demais (LP, Polygram, 1981)
Doce 1979-1987  (Compilação, Polygram, 1986)
15 anos Depois (Compilação, Universal, 2002)
Doce Mania (Compilação, Universal, 2003)

SINGLES
Amanhã de Manhã/Depois de Ti (Single, Polygram, 1980)
Doce/Um Beijo Só (Single, Polygram, 1980)
OK KO/Doce Caseiro (Single, Polygram, 1980)
Ali-Bábá (Um Homem das Arábias)/Jingle Tónico (Single, Polygram, 1981)
É Demais/Dói-dói (Single, Polygram, 1981)
Bem Bom/Perfumada (Single, Polygram, 1982)
Bim bom (versão inglesa)/Bem Bom (versão portuguesa) (Polygram, 1982)
Bingo (versão espanhola)/ OK KO (Philips, 1982) 
For The Love Of Conchita/Choose Again (Single, Polygram, 1983)
Starlight/Stepping Stone (Single, Polygram, 1983)
Quente, Quente, Quente/Eu e o Meu Namorado (Single, Polygram, 1984)
O Barquinho da Esperança/A História do Barquinho (Single, Polygram, 1984)

COMPILAÇÕES SE
O Melhor de 2 - Doce e Gemini (Compilação, Universal, 2001)
A Arte e a Música (Compilação, Universal, 2004)

NO RASTO DE...
Fátima Padinha participou no Festival da Canção de 1986 com o tema "Uma Balada de Amor" da autoria de Helena Isabel e Paulo de Carvalho. Ficou desmoralizada com a baixa pontuação obtida o que a levou a afastar-se da música. Actualmente trabalha como secretária. 
Lena Coelho fez parte dos Sucesso e participou em musicais de Filipe La Féria. Apareceu também na banda sonora da série "Claxon", de 1991, com o tema "O Teu Olhar" da autoria de Nuno Rebelo.
Teresa Miguel e Lena Coelho estão ligadas ao teatro. As duas participaram no disco de tributo às Doce com um dos elementos do grupo Excesso.
Laura Diogo chegou a ser manager dos Sucesso, Sitiados e Hua Huin. Colaborou ainda no programa "Reis do Estúdio" da RTP.
Fernanda de Sousa participou no Festival da Canção. Mudou de nome para "Ágata" e tem uma carreira a solo com muito sucesso.

Notícia retirada daqui

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Grupos Portugueses - Diva


Os Diva começaram quando três elementos dos Odisseia Latina decidem formar uma nova banda com o objectivo de participar no II Concurso de Música Moderna do RRV. Para vocalista escolheram Tucha que era presença assídua nos ensaios do grupo.

Acabam por não participar no Concurso do RRV mas conseguem arranjar contrato com a Metro-Som, editora mais ligada ao folclore e à música popular mas que tinha sido a responsável pelas primeiras edições de nomes como UHF, Jafu'Mega e Aqui d'El Rock. O grupo estreia o estúdio "Metrópolis" de Manuel Cardoso onde estiveram duas semanas e meia.

Em Novembro de 1985 é editado o primeiro single com os temas "Chuva" (Lado A) e "Saudade e Raiva" (Lado B). Devido a um erro gráfico lamentável os temas aparecem indicados como "Saudade" e "Raiva". O grupo era constituído por Tucha Casanova (voz), Pedro Solaris (guitarra), João Vitorino (bateria), Diamante (baixo) e João Marques (teclas). Estes dois últimos abandonaram a banda pouco tempo depois.

Tó Freire (guitarra), Óscar Coutinho (baixo) e Pedro Domingos (teclas) entram para o grupo em 1986.

Em 1989 assinaram contrato com a EMI-Valentim de Carvalho e no ano seguinte iniciaram as gravações do seu primeiro álbum nos estúdios de Paço de Arcos.

"Ecos de Outono", produzido por Ricardo Camacho e Francis, foi editado em 1990. Ricardo Camacho também participa também nas teclas e programação rítmica do disco. Os temas em maior destaque foram " Amor Errante", " Romaria" e "Se...".

Em 1993, Pedro Domingos abandona e entra o violinista Carlos Aires. Este músico já participou na gravação do tema "Canção de Embalar", incluída na compilação "Filhos da Madrugada.

Natália Casanova colabora no tema "A Menina e os Valetes" do disco de estreia dos Ala dos Namorados.

O grupo começou a gravar o segundo álbum em Março de 1994 mas teve de interromper as gravações devido à gravidez de Natália Casanova. O álbum "Deserto Azul" foi editado em 1995. O primeiro single foi "Mariana" tema dedicado à filha, recém-nascida, da cantora.

O grupo muda de editora passando da EMI para a Sony. O álbum "O Verbo", com produção de Frank Darcel, foi editado em 1996. O disco contou com a colaboração de Adolfo Luxúria Canibal que escreveu as letras do disco e dá a voz ao tema "E o Verbo criou a Mulher". O disco foi apresentado no dia 10 de Dezembro, no Ritz Club, com a participação especial de Adoldo Luxúria Canibal e de Joaquim d'Azurém.

Os Diva lançaram, em 1997, um CD-Single com remisturas de "Eu Ando Às Voltas": "Doctor J Radio Mix", "Horny J - Mix (extended)", "J-Mix", "Deep Mix", "Light Speed Approach Mix" e "LSA Spinning Around Mix".

Em 1998, Natália Casanova participou em alguns interlúdios do álbum "Há Muito Tempo..." dos Mão Morta.

Em Outubro de 2000, Natália Casanova, em declarações ao jornal Blitz,  confirmou a dissolução dos Diva. O grupo chegou a gravar e a fazer a pré-produção do quarto disco, cuja edição esteve prevista para Abril de 1999, mas interromperam as gravações após desentendimentos com a Sony Music.

DISCOGRAFIA
Ecos de Outono (LP, EMI, 1990)
Deserto Azul (CD, EMI, 1995)
O Verbo (CD, Sony, 1996)

SINGLES
Saudade/Raiva (Single, Metro-Som, 1985)
Eu Ando às Voltas (remixes) (CD-Single, Sony, 1997)

Colectânea
Filhos da Madrugada (1994) - Canção de Embalar
Noites Longas (1998) - Eu Ando às Voltas (Doctor J Radio Mix)

NO RASTO DE...
Natália Casanova continua a ser professora. Participou no disco "Há Muito Tempo..." dos Mão Morta (Menores na Publicidade; Cidadão Informado; Yracub; A Revolta é o remédio; Comércio Tradicional). A sua última aparição mediática foi como júri de um concurso de karaoke organizado pela SIC.
João Vitorino dedica-se ao estúdio de design Roda Dentada.
Alguns dos antigos membros do grupo estão com um novo projecto em mãos, virado para a vertente mais electrónica: Living Room. O site www.livingroom.co.pt encontra-se ainda em fase experimental.

Notícia retirada daqui

terça-feira, 29 de abril de 2014

Cantoras Portuguesas - Dina


Ondina Veloso nasceu, no dia 18 de Junho de 1956, em Carregal do Sal.

Entre 1975 e 1977 fez parte do Quinteto Angola. Em 1976, ainda com o nome Ondina Veloso, gravou dois EPs para a editora Alvorada.

Em 1980, já como Dina, participa no Festival RTP da Canção com o tema "Guardado em Mim", com letra de Eduardo Nobre. Ganha o prémio de revelação. São editados os singles "Guardado em Mim/Guarda Chuva" e "Pássaro Doido/Amar Sem Aviso". 

"Há Sempre Música Entre Nós", com letra de Cristiana Kopke e arranjos de Armando Gama,  foi um dos grandes sucessos do ano de 1981. Dina participa no Festival de Música de Slantchen Briag, na Bulgária, onde interpretou  um tema de um compositor búlgaro e "Há Sempre Música Entre Nós". 

Em 1982 regressa ao Festival da Canção com "Gosto Do Teu Gosto" e "Em Segredo". Os dois temas serão incluídos no álbum "Dinamite" desse ano. 

Colabora na banda sonora da novela "Vila Faia" com "Aqui Estou" (tema da personagem Joana). O tema, da autoria de Rosa Lobato de Faria e de Vitor Mamede, é lançado em formato single conjuntamente com "Porquê (meu amor porquê)?" de Miguel Santiago.

No ano de 1983 é editado um novo single com os temas "Conta Comigo" e "Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim". O tema do lado b é o que obtém mais destaque.

Colabora entretanto na peça de teatro "Ouçam Como Eu Respiro" do Novo Grupo.

Participa no disco "Intervalo" de Carlos Paião onde interpreta "Quando As Nuvens Chorarem".

 O álbum "Aqui e Agora", com produção de Luís Oliveira e José Manuel Fortes, é editado, em 1991, pela UPAV. Quatro dos temas são da autoria de João Falcato e duas das letras são de Rosa Lobato de Faria. "A Ilha do Tesouro (Sair Daqui)" é da autoria de José Mário Branco (seu colega na UPAV) .

Em 1992 ganha o Festival RTP da canção com "Amor de Água Fresca", da autoria de Rosa Lobato de Faria. Em Malmô, na Suécia, fica no 17º lugar.

Foi a autora do tema do genérico da telenovela "Telhados de Vidro" da TVI, em 1993.

O álbum "Guardado em Mim" é editado em 1993. O disco inclui os inéditos "Soa Bem" e "Que Vamos Nós Fazer" e regravações dos seus temas mais antigos.

Em 1995, Dina comemorou os seus 15 anos de carreira com um concerto no Teatro da Trindade.

É autora da música do tema "Ai, A Noite", interpretado por Elaisa e com letra de Rosa Lobato Faria, concorrente ao Festival RTP da Canção de 1996.

O álbum "Sentidos", com letras de Rosa Lobato de Faria, é editado em 1997. No ano seguinte participa na banda sonora da novela "Os Lobos", exibida pela RTP, com os temas "Vitorina" e "Aguarela de Junho". 

O álbum "Guardado Em Mim" é reeditado em Junho de 2002.

Escreve alguns temas para a banda sonora da novela "Filha do Mar": a música da Constança e do genérico, com letra da Ana Zanatti, e a da Chica e do Guilherme, com letra da Rosa Lobato de Faria.

A telenovela "Sonhos Traídos" inclui os temas "Dura de Roer" e "Deixar-se Ir". É autora também de "A Luz Que Eu Vi" na interpretação de Lena d'Água.

Em 2004 colabora com Cassapo no tema "Só Tu" .

"Esta manhã em Lisboa" e "O teu olhar mentiu" são os temas que antecedem o seu regresso à ribalta após um acidente.

Ao longo da sua longa carreira, Dina gravou em dueto com nomes como Carlos Paião, Teresa Miguel (Doce), Adelaide Ferreira , José Alberto Reis ou Lara Li.
"Há Sempre Música Entre Nós" não foi aceite pelo júri do Festival RTP da Canção.

DISCOGRAFIA
Dinamite (LP, Polygram, 1982)
Aqui e Agora (LP, UPAV, 1991)
Guardado em Mim (CD, Vidisco, 1993)
Sentidos (CD, Noites Longas, 1997)
Guardado em Mim 2002 (Compilação, Vidisco, 2002)
Da Cor Da Vida (Compilação, Farol, 2008)

SINGLES
Madrugada / A Primeira Aula / Tudo É, Foi/ Há Quanto Tempo (EP, Alvorada, 1976) [Ondina Veloso]
Guardado em Mim/Guarda Chuva (Single, Polygram, 1980)
Pássaro Doido/Amar Sem Aviso (Single, Polygram, 1980)
Há Sempre Música Entre Nós/Retrato (Single, Polygram, 1981)
Dinamite/Nem Mais (Single, Polygram, 1982)
Aqui Estou (Single, RTP/Polygram, 1982)
Conta Comigo/Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim (Single, Polygram, 1983)
Amor d'Água Fresca/aqui e Agora (Single, UPAV, 1992)

COMPILAÇÕES SE
O Melhor de 2 - Dina e Mário Mata (Compilação, Universal, 2001)

Colectâneas
Vila Faia (1982) - Aqui Estou (tema de Joana)
Os Lobos (1998) - Vitorina / Aguarela de Junho
Filha do Mar (2002) - Que É de Ti / Lençóis de Vento / Março Marçagão
Sonhos Traídos (2002) - Dura de Roer / Deixar-se Ir

COMENTÁRIOS
Escreveram a novela, gravaram alguns episódios e depois convidaram os compositores: eu, a Mafalda Veiga e o Dany Silva.  A compositora é alguém que não deixa a música para trás. E como não compunha há já algum tempo, Dina dedicou-se e adorou o seu trabalho. É a própria que conta como foi o processo, "compus para três personagens e para o genérico de ‘Filha do Mar’. Fiz a música da Constança e do genérico, com letra da Ana Zanatti, e a da Chica e do Guilherme, com letra da Rosa Lobato de Faria. No fundo o genérico é a música do Salvador, um homem íntegro e fiel que se apaixona, daí que fale de amor. Foi uma música feita com muita força." Dina gosta mesmo é de se dedicar à música, a letra deixa para outros profissionais em que cujo talento acredita. Mas esta não foi a primeira vez que deu o seu contributo numa novela, "Compus um tema para a primeira novela em Portugal, a ‘Vila Faia’ e depois o genérico de ‘Telhados de Vidro’. Agora na ‘Filha do Mar’ gostei muito do resultado final. Gosto de compor e esta é uma maneira de valorizar algo com a minha música." Um objectivo está ainda por alcançar, "gostava de fazer uma música para um filme!". E o processo de criação é com base na inspiração, "Escrevo de acordo com o que sinto." Quanto aos projectos individuais como os seus álbuns, "Não tenho tempo para fazer discos mal feitos, a minha música é intemporal." E é aí em que acredita residir a sua qualidade.

Notícia retirada daqui

sábado, 19 de abril de 2014

Grupos Portugueses - Delfins


Em 1981, Fernando Cunha (guitarra), João Carlos (baixo) e Silvestre (teclas) começam a ensaiar numa garagem.

No ano seguinte entra Miguel Ângelo, o irmão mais novo de João Carlos, que canta o "Amor" dos Heróis do Mar como teste de admissão na banda. (1) Entra também Carlos Rouco (guitarra), para sair ainda no mesmo ano.

O baterista Pedro Molkow entra já no ano de 1983. No final desse ano dão o seu primeiro espectáculo, no casamento da irmã de Fernando Cunha, em Cascais, junto ao mar do Guincho.

António Cunha, irmão de Fernando e empresário do grupo, baptiza o grupo de "Delfins", num intervalo das misturas do 1º single. O disco com os temas "Letras" e "O Vento Mudou" é editado pela Fundação Atlântica. A versão máxi-single inclui "O Vento Mudou" no lado A e "Letras" no Lado B.

Participam no Festival RTP da Canção com o tema "A Casa da Praia" que fica em último lugar. João Carlos sai da banda para ingressar no Serviço Militar Obrigatório e é substituído por Carlos Brito de Sá. Em Janeiro de 1986, Carlos Brito de Sá sai e entra Rui Fadigas. Jorge Quadros entra para o lugar de Pedro Molkow. 

Carlos Maria Trindade produz uma maqueta com os temas "A Baía de Cascais", "Estrelas do Rock'n'Roll", "O Caminho da Felicidade" e "Peço Desculpa", que não obtém resposta satisfatória junto das editoras. O grupo vai para estúdio e grava o disco a expensas próprias. Marité (ex-Kutchi Kuchi) é convidada para os coros.

"Baía de Cascais", ainda em maqueta, é divulgada por Jorge Pêgo no programa "TNT". Participam também num programa de televisão de Carlos Cruz com os temas "Baía de Cascais" e "Estrelas do Rock'n'Roll".

Os Delfins apresentam o disco no Coconuts, em Cascais, preparando-se para uma edição de autor. Entusiasmam alguns executivos convidados para o evento, especialmente com a versão de "Canção de Engate" de António Variações que tocaram no "encore", e que não estava no disco. Acabam por assinar contrato com a EMI. Voltam a estúdio para gravarem "Canção de Engate" que seria incluído no alinhamento do álbum "Libertação", lançado em Abril de 1987. 

Em 1988, Marité é substituída por Nicole Eitner nas vozes e o teclista Silvestre é substituído por Nuno Canavarro. O álbum "U Outro Lado Existe", com produção de Carlos Maria Trindade, é editado em 8 de Junho. O disco inclui temas como "Bandeira", "1 Só Céu" e "Aquele Inverno". Nesse ano fazem a primeira parte do concerto dos Simply Red, em Cascais. 

Em Dezembro de 1988 é editado um máxi com a regravação de três temas do LP: "1 Lugar ao Sol", "Sombra de uma Flor" e "1 Só Céu". Nuno Canavarro é substituído por Luís Sampaio (ex-Radar Kadafi). 

Em 1989 actuam no Printemps de Bourges (França), na Aula Magna, e no Festival de Sagres. Nicole Eitner vai estudar para a Alemanha e abandona o grupo. 

Os Delfins mudam da EMI para a BMG, estreando o catálogo nacional da editora. "Desalinhados", editado em Junho 1990, inclui temas como "Nasce Selvagem", "Marcha dos Desalinhados" e "Cartas de Portugal".

Carlos Maria Trindade toca na digressão de apresentação do disco. Em Setembro actuam na primeira parte do concerto de Tina Turner no estádio de Alvalade. É editado o máxi-single promocional "Como Uma Criança".

Em Maio de 1991, a EMI-VC lança a compilação "1 Só Céu - 86/89" que teve a colaboração do grupo. A BMG reeditou em CD o álbum "Desalinhados" com mais dois temas que a edição em vinil: "Estrada do Guincho" e a versão de "Song For Europe" dos Roxy Music. É editado em máxi uma nova versão de "Se Eu Pudesse um Dia...". Nesse ano asseguram a parte instrumental do álbum "Manifesto" de Carlos Rouco.

As irmãs Dora e Sandra Fidalgo (ex-Blah Blah Magazine) entram para o grupo. Rui Fadigas e Jorge Quadros saem do grupo e são substituídos por Pedro Ayres Magalhães e Emanuel Ramalho. 

Miguel Ângelo, Fernando Cunha e Pedro Ayres Magalhães são três dos elementos fundadores do projecto Resistência. Em 1992, os Delfins actuam em Sevilha, durante a Expo 92.

Em Junho de 1993 é editado o álbum "Ser Maior - Uma História Natural" (2CD, 3LP) gravado nos estúdios "1 Só Céu", propriedade do grupo. Rui Fadigas regressa ao grupo, passando Pedro Ayres Magalhães para as guitarras acústicas. Actuam em Alvalade no espectáculo "Portugal ao Vivo", no Zénith de Paris e esgotam três noites no Teatro da Trindade, em Lisboa. 

Em Outubro de 1993 são convidados para musicar a peça "Breve Sumário da História de Deus de Gil Vicente", do Teatro Experimental de Cascais, com encenação de Carlos Avilez. Além de assinarem a banda sonora, alguns membros do grupo desempenharam papéis na peça. A estreia da mesma foi em Fevereiro de 1994. O grupo participa entretanto no disco de homenagem a António Variações, com uma versão de "Sempre Ausente", e com "Vejam Bem" em "Os Filhos da Madrugada cantam José Afonso".

Em 1995 deslocam-se a Macau e actuam no "Portugal ao Vivo II". Em Dezembro desse ano é editada a compilação "O Caminho da Felicidade", com os inéditos "A Nossa Vez" e "Sou Como Um Rio", que se torna um grande êxito. Actuam no Rio de Janeiro, na primeira parte de um concerto de Fernanda Abreu. 

Participam na banda sonora do filme "Adeus Pais" com "Não Vou Ficar". Em Dezembro de 1996 é editado o álbum "Saber A~Mar", gravado em vários países, que contou com a participação de Roberto Fréjat (Barão Vermelho), Paulinho Moska, Gabriel, o Pensador, percussionistas brasileiros e africanos, a secção de metais de Djavan e ainda um coro zulu.

Em 1997, a União Lisboa e a BMG homenagearam o grupo com a atribuição de um "Golfinho de Ouro" por vendas superiores a 500.000 discos. Ainda nesse ano esgotam 3 noites do Coliseu dos Recreios e actuam na Brixton Academy, em Londres. Dora abandona o grupo nesse ano. 

Em 1998 é editado em alguns países o álbum "Azul" com versões cantadas em castelhano. São também editados os álbuns "Invisivel" de Fernando Cunha e "Timidez" de Miguel Ângelo.

Depois do regresso do baterista Jorge Quadros e da vocalista Nicole Eitner, o grupo passa a contar com sete elementos. O grupo edita, em 2000, o álbum "Del7ins" que não obtém o sucesso desejado. O grupo é o escolhido para cantar o tema do genérico do programa "Big_Brother".

Em 2001, o grupo apresentou-se ao vivo com a digressão "As Outras Canções" na qual tocaram versões acústicas dos 16 temas mais votados, por cidade, de uma lista de 35. As canções foram apresentadas através de uma história relacionada, uma impressão, ou até de uma pergunta do público.

O álbum "Babilónia" é editado em Outubro de 2002. 

Em 2003, o grupo apresenta-se ao vivo no Coliseu dos Recreios num espectáculo que contou com a participação de Rui Pregal da Cunha, Pedro Oliveira, Ana Deus, entre outros.

É lançado o DVD "Baia de Cascais '96" que inclui o espectáculo gravado, em 1996, durante a digressão "Caminho da Felicidade".

Ainda em 2003 é editada a compilação "Caminho da Felicidade II". O disco inclui os inéditos "Ouve" e "O Teu Nome" e uma nova versão de "1 Lugar ao Sol".

É lançado um disco de tributo apenas com versões punk de temas do grupo.

Dora Santiago regressa ao grupo. Em 2005 são editados os registos dos espectáculos "Corpo e Alma" no formato CD e DVD. O DVD "Corpo e Alma" (Magic Info) é o segundo DVD do grupo.

Em 2007 é editado o álbum "Delfins" que foi gravado em Inglaterra.

(1) Os Delfins surgem no fundo em 83, 84, porque quando me juntei ao grupo que existia na altura, não era Delfins. Era "Fanfarra", tínhamos outras musicas, outro estilo musical. MA/Expresso

DISCOGRAFIA
Libertação (LP, EMI, 1987)
U Outro Lado Existe (LP, EMI, 1988)
Desalinhados (LP, BMG, 1990)
1 Só Céu - 86/89 (Compilação, EMI, 1991)
Ser Maior - Uma História Natural (2CD, BMG, 1993)
Breve Sumário Da História de Deus (CD, BMG, 1994)
O Caminho Da Felicidade (O Melhor Dos Delfins) (Compilação, BMG, 1995)
Saber A Mar (CD, BMG, 1996)
Azul (CD, BMG, 1998)
Del7ins (CD, BMG, 2000)
Babilónia (CD, BMG, 2002)
O Caminho Da Felicidade II (Compilação, Farol, 2003)
Corpo e Alma (CD, Farol, 2005)
Delfins (CD, Som Livre, 2007)
Urso

SINGLES
O Vento Mudou/Letras (Máxi, Fundação Atlântica, 1984)
Letras/O Vento Mudou (Single, Fundação Atlântica, 1984)
A Casa da Praia (É Apenas Um Sentimento)/A Casa da Praia (mistura de Areia) (Single, Fund. Atlântica, 1985)
O Caminho Da Felicidade/O Caminho Da Felicidade (inst) (Single, EMI, 1987)
O Caminho Da Felicidade/A Voz do Crime (Single, EMI, 1987)
Bandeira (Versão Combate)/A Chama Ardente/Libertação (Máxi, EMI, 1988)
1 Lugar ao Sol/À Sombra de Uma Flor/1 Só Céu (Máxi, EMI, 1988)
Se Eu Pudesse Um Dia (Maxi, BMG, 1991)
Ao Passar Um Navio (Single, 1993, BMG)
Ser Maior (Single, BMG, 1993)
A Queda de Um Anjo ( ao Vivo no Teatro da Trindade) (Single, BMG, 1995)
Saber a~Mar (Single, BMG, 1997)
Hoje (Single, BMG, 2000)
Vive (Single, BMG, 2000)

COMPILAÇÕES SE
1 Lugar Ao Sol - Colecção Caravela (Compilação, EMI, 1996)
Lugar Ao Sol - Colecção Caravelas (Compilação, EMI, 2004)
Grandes Êxitos (Compilação, EMI, 2006)

Colectâneas
Johnny Guitar (1993) - Sal, Live Mix
As Canções de António (1994) - Sempre Ausente
Filhos da Madrugada (1994) - Vejam Bem
Timor Livre (1995) - 1 Lugar Ao Sol / Só o Amor / Solta os Prisioneiros
Sons de Todas as Cores (1997) - Love
Onda Sonora (1998) - Canção de Engate (In Variações Memory Remix)
Tudo Por Amor (2002) - Podes Perguntar-me/Vais e Vens/A Vida é Bela/Vou Sorrir
Concertos Íntimos (2004) - Ouve
Sporting (2005) - Leão de Fogo/Só Eu Sei

NO RASTO DE...
Dora Fidalgo fez parte do projecto musical Linha da Frente, tendo como um dos seus objectivos a arte de representar, dando prioridade à música. Regressou ao grupo para os espectáculos "Corpo & Alma".
João Carlos Magalhães formou os Pastores Envelhecidos que depois mudariam de nome para Astronautas. Lançaram dois álbuns.
Miguel Angelo lançou a solo o álbum "Timidez" e participou na banda sonora do filme "Zona J". Editou os livros "A Queda de um Homem", "Calor" e "A Resistente". Também foi o autor da novela interactiva "Venha o Diabo e Escolha".
Marité esteve nos Barbarella/Santaluzia. Editou discos com os Ravel ("Quimera" e "Terra"). Lançou dois discos a solo (1999 e 2005). É casada com Fernando Cunha.
Sandra Fidalgo lançou um disco a solo em 2005 ("Diário Azul"). Colaborou com nomes como Sérgio Godinho, Jorge Palma e Rui Veloso.
Nódoa Negra foi um projecto, surgido em 1992, com Emanuel Ramanho (bateria), José António Aguiar (baixo), Sandra e Dora, António Gonçalves (guit) e Pedro (teclas).

Notícia retirada daqui

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Grupos Portugueses - Dead Dream Factory


Os Dead Dream Factory formaram-se em Fevereiro de 1984. Eram originalmente um quarteto formado por Cristina "Psico" na voz, José Pedro Ataíde na guitarra, Pedro Alexandre Cardoso "Camaleão" no baixo e Sapo na bateria.

Estreiam-se em Abril num concerto no Casa Pia Atlético Clube e concorrem em Maio ao 1º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous. Vão à final, ficando em terceiro lugar atrás dos Culto da Ira e dos Mler Ife Dada.

O tema "Candy house", gravado em 6 de Maio de 1984, aparece na compilação "Ao Vivo No Rock Rendez-Vous em 1984".

Ainda no mesmo ano tocam duas noites consecutivas no RRV e dão, no dia 30 de Dezembro, um concerto na Cruz Vermelha (Porto) com os Urb e os Ban e, no dia 31, outro na Discoteca Fábrica (Braga).

Em 1985 dão mais alguns concertos, fazem temas novos e, próximo do final do ano, o José Pedro Ataíde é substituido pelo Nick Gouveia (filho do Fialho Gouveia), que junto com a Psico e o Camaleão resolvem tentar a sorte em terras de sua majestade.

(Blitz: 23 Junho 2003)

DISCOGRAFIA
Colectâneas
Ao Vivo No Rock Rendez-Vous em 1984 (1984) - Candy House

NO RASTO DE...
Pedro Alexandre Cardoso e Cristina estão em Inglaterra, para onde foram com o objectivo de fazer carreira na música. (JN)
Sapo fez parte dos Pop dell'Arte, João Peste & Acidoxibordel, SMGTV! e God Speed Your Aeroplane. Colaborou também com o projecto Criterium. Está nos Mão Morta desde 1991.
José Pedro Athayde é advogado.

Notícia retirada daqui

segunda-feira, 31 de março de 2014

Cantores dos Anos 80 - Feargal Sharkey


Olhar para esta fotografia e juntar-lhe a voz semi-trémula, a cantar 'A Good Heart' rapidamente se percebe que Feargal Sharkey é o senhor em destaque no Ficheiro desta semana. Escrita por Maria McKee, 'A Good Heart' é até hoje, considerada uma das canções pop mais fortes da época e, na verdade, foi a música que obteve maior êxito em Portugal. Do mesmo ano 'You Little Thief' também se fez ouvir nos melhores lugares das tabelas Mundiais. Não só foram estas as músicas de maior sucesso, como, ainda por cima, são fruto (resultado) de uma história muito curiosa. Benmont Tench, um dos elementos da banda de Tom Petty, escreveu 'You Little Thief' a respeito da sua relação com Maria McKee. Em resposta, e referindo-se a ele, Maria McKee escreveu 'A Good Heart'. 

No início dos anos 90, Sharkey manteve-se na música, mas como manager e, em 1998, e por cinco anos seguidos, desempenhou um importante papel como membro da Autoridade para a Rádio em Inglaterra. Foi um alto funcionário do Governo britânico e, atualmente é o Presidente da Sociedade Britânica dos Direitos de Autor.

Noticia retirada daqui

sábado, 29 de março de 2014

Grupos Portugueses - Da Vinci


Nos anos 70, Pedro Luís fez parte dos Tantra (substituiu Armando Gama logo após a edição do álbum "Mistérios e Maravilhas") e trabalhou como arranjador e teclista de nomes como Carlos Mendes e Paulo de Carvalho.

Em 1982, Pedro Luís forma os Da Vinci, conjuntamente com Iei Or [em hebraico significa "Faça-se Luz"] e João Heitor. O single de estreia incluía os temas "Lisboa ano 2000" e "Fantasmas". Em 1982 é editado o single "Hiroxima (Meu Amor)", que ainda obtém mais sucesso chegando a disco de prata.

Em 1983 editam o álbum "Caminhando" e o single "Xau Xau de Xangai".

Entra para a banda o ex-Beatnicks Fernando António. O  single "Anjo Azul" é lançado em 1984.

O single "Momentos de Paixão" é editado em 1985. Nas gravações participaram Celso de Carvalho e Manuel Cardoso. A capa do disco é da autoria de Jorge Colombo. 

Em 1986 é lançado o single "Prince Of Xanadu". 

Mudam de editora e editam o LP "A Jóia No Lótus", em 1988, do qual foi extraído o single "Baby (Foi Tudo Por Amor)".

Em 1989 ganham o Festival RTP da Canção com o tema "Conquistador" e representam Portugal em Lausanne (Suíça), no Festival da Eurovisão. Na altura do festival o grupo era formado pelo casal Lei Or e Pedro Luís, pelo guitarrista Ricardo (ex-TNT), pelo baterista Joaquim Andrade e pelas irmãs Sandra e Dora Fidalgo nos coros. 

É lançado o álbum "Conquistador" com os temas de "A Jóia No Lótus" mais os temas do single "Conquistador".

Em 1990 é editado o álbum "Dança dos Planetas" que inclui temas comos "Nasci em Portugal" e "Num Tapete Voador". Ainda nesse ano é editado um CD que agrupa os álbuns "Conquistador" e "Dança dos Planetas".

O álbum "Entre o Inferno e o Paraíso", uma edição Polygram, é lançado em 1993.

Em 1995 lançam pela Movieplay o CD "Oiçam" que reúne, para além dos temas inéditos, uma remix de êxitos antigos ("Da Vinci Old Medley") e versões de 'Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades" e "O Vento Mudou".

Em 1999, os Da Vinci comemoraram os seus 17 anos de carreira com o lançamento do álbum "Momentos de Paixão".

DISCOGRAFIA
Caminhando (LP, Polygram, 1983)
A Jóia no Lótus (LP, Discossete, 1988)
Conquistador (LP, Discossete, 1989)
Dança dos Planetas (LP, Discossete, 1990)
Conquistador - Dança dos Planetas  (Compilação, Discossete, 1990)
Entre o Inferno e o Paraíso (CD, Polygram, 1993)
Oiçam (CD, Movieplay, 1995)
Momentos de Paixão (CD, CD7, 1999)

SINGLES
Fantasmas/Lisboa Ano 10000 (Single, Polygram, 1982)
Hiroxima (Meu Amor)/1001 Noites (Single, Polygram, 1982)
Xau Xau de Xangai/Lágrimas de Prazer (Single, Polygram, 1983)
Anjo Anzul/Vivo Na Selva (Máxi-Single, Polygram, 1984)
Momentos de Paixão/Shock Waves No Meu Video (Single, Polygram, 1985)
Prince Of Xanadu/Prince of Xanadu (instrumental) (Single, Polygram, 1986)
Baby (Foi Tudo por Amor)/Por Cima de Um Vulcão (Single, Discossete, 1989)
Conquistador/Love Conquistador (Single, Discossete, 1989)

COMPILAÇÕES SE
O Melhor de 2 - Trabalhadores do Comércio/Da Vinci (Compilação, Universal, 2001)

NO RASTO DE...
Pedro Luís está ligado à composição de jingles publicitários e continua a fazer arranjos para outros músicos.
João Heitor é músico de jazz.
Fernando Santos produziu discos de Lara Li e Midus, entre outros. Formou os Zanzibar que lançaram o disco "Terra de Ninguém".

Notícia retirada daqui