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sábado, 11 de janeiro de 2014

Cantores dos Anos 80 - David Bowie


É um dos maiores nomes da história da música! (Camaleão). 

A música de Little Richard e Fats Domino influenciou David Bowie que, aos 13 anos, assim que aprendeu a tocar saxofone, oferecido pela mãe no Natal, correu todos os bares onde o deixassem tocar. Fez parte de várias bandas e quando decidiu seguir uma carreira, como um dos elementos dos Monkees tinha o seu nome, resolveu apresentar-se ao mundo como David Bowie. 

Os anos 70 impulsionaram a carreira de Bowie em todo o mundo e ficaram marcados pelo lançamento de grandes clássicos como 'Hunky Dory' e 'The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars', quando Bowie dá vida ao seu famoso personagem andrógino, Ziggy Stardust. São desta época as suas apresentações mais exuberantes. 

Embora de discos diferentes, 'Young americans' e 'Low' são das músicas que mais marcaram o final dos anos 70. Já nos anos 80 (1983), 'Let's Dance' ouvia-se no primeiro lugar da maioria dos top's mundiais. São do mesmo disco os êxitos 'Modern love', 'China Girl' e 'Blue Jean'. Mudando de novo a sua imagem e a sua música, lançou mais dois álbuns, um em 1989 o outro em 1991 e uns anos depois 'Outside' leva de novo a música de Bowie ao primeiro lugar do Top britânico. Em 1997, novo disco, e, claro está, nova sonoridade. 

O mais recente disco chama-se 'Reality' e coincidiu com o momento em que teve de ser submetido a uma cirurgia, o que o manteve afastado dos palcos por algum tempo.

Para além da música, a sua paixão pelo cinema não é segredo, tanto que são marcantes os seus papéis nos filmes 'Merry Christmas, Mr. Lawrence', 'Labirinto' e 'Fome de viver', ao lado de Catherine Deneuve.

Noticia retirada daqui

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Grupos Musicais Portugueses - CTT

Os CTT surgiram em pleno "boom" do Rock Português, tentando cavalgar na onda de Rui Veloso, UHF e GNR.

Com origens no Conjunto Típico Torreense, de Torres Vedras, um grupo de baile, a banda decidiu colocar apenas as iniciais para se lançar no Rock Português.

Constituídos por Luís Plácido (voz), Augusto Alves (teclas), Tozé Monteiro (guitarra), Hernâni (aka Nani) Teixeira (baixo) e Gabriel Matos (bateria), os CTT lançaram, em 1981, o single "Destruição" (com "Vai No Ar", no lado B) que teve uma razoável aceitação do público.

Este era um grupo que já existia, ao contrário de muitos outros que se formaram de propósito para gravarem discos. Essa vantagem daria razões aos CTT para se manterem na crista da onda, mas tal não viria a suceder.

No final do ano de 1981 lançariam novo "single", desta vez com os temas "Hora de Ponta" e "A Moda Que Eu Quero".

As solicitações para concertos começaram a surgir e o autor deste artigo lembra-se de ver a banda ao vivo, fazendo a primeira parte das Girlschool, uma banda inglesa de Heavy Metal constituída apenas por raparigas. No concerto houve um incidente com a banda, quando os técnicos ingleses resolveram desligar a aparelhagem e os microfones à banda, tendo esta interrompido o concerto abruptamente.

Augusto Alves, que os restantes membros da banda chamam carinhosamente o "Sr. Augusto" por ser de muito mais idade que eles, colocava o som do órgão a sobressair entre aquela massa musical de maneira diferente do que faziam os restantes teclistas. Isso fazia com que os CTT tivessem um som próprio que os distinguia dos restantes grupos que pululavam por essa época.

Em 1982 editam o seu derradeiro testemunho musical, um LP intitulado "Oito Encomendas Discriminadas No Verso".

Produzido por António José de Almeida (baterista dos Heróis do Mar), este LP contém, tal como o título indica, 8 canções: "Ovni", "Em Terra De Cego...", "Ai Que Sina A Minha", "Uma Noite Passada", "É Bom", "Ilusão", "Há Uma Lei" e "Chapa Batida".

O "design" da capa é como uma encomenda dos Correios e está muito bem conseguido.

Apesar da produção de António José Almeida e de algumas das propostas musicais apresentadas no disco não serem de deitar fora, a banda não teve sucesso com este disco. Podem ouvir-se um bom vocalista, um bom baixista e o sempre presente som do órgão do Sr. Augusto a comandar as operações.

Os CTT continuariam, ainda, por mais dois ou três anos como banda de Rock, regressando, como grupo de baile (até 1994).

O Sr. Augusto tem uma empresa de promoção e produção de bandas e Nani Teixeira é o único que continua como músico profissional, fazendo parte da banda que acompanha Luís Represas.

Para a história do Rock Português ficam os CTT, como uma das bandas que não conseguiu singrar, depois de feita a "separação das águas". No entanto, como já foi referido, tratava-se de uma banda com propostas interessantes.

De carreira ainda mais curta [do que a de outros grupos da época] foram os CTT, designação que este grupo adoptou durante o período do "boom" sem querer renegar a origem de Conjunto Típico Torreense. Tinham também uma sonoridade pesada e foi com "Destruição, Destruição, Destruição" que entraram a matar nos tops nacionais. Vinham dos circuitos dos bailes, conheceram o mesmo sucesso rompante e fulminante, a mesma loucura de gravação contra-relógio. "Tinha-se pouco, pouquíssimo tempo de estúdio", recorda Luís Plácido, o ex-vocalista dos CTT: "Aquilo era entrar já com tudo muito bem ensaiado e toca a andar. Não havia tempo para experimentações em estúdio ou para testar fossem quais fossem as possibilidades". Ainda no mesmo ano de 1981, os CTT gravaram um álbum, "Oito Encomendas", mas já havia desencanto no ar.

O ex-baixista dos CTT, Nani Teixeira, de todos o único que ainda permanece como músico profissional", aponta que "viveu-se ali uma época de grande evolução, uma evolução de qualidade e de diversificação, mas em nome da qual foram justamente as bandas que abriram as portas do 'boom' do rock português que depois acabaram por pagar a factura". O líder do grupo, Augusto Alves, recorda que os CTT tinham "uma história muito diferente da maioria das bandas que apareceram naquela altura": "Já existíamos antes, já tocávamos todos juntos como Conjunto Típico Torreense muito antes de toda aquela loucura acontecer. Já tínhamos clientela antes, a certa altura fizemos aquilo, e depois regressámos ao público que tínhamos". Recusando-se a acreditar que os CTT tenham sido "um fenómeno de época balnear", o ex-baterista da banda, Gabriel Matos, afirma que os CTT "ainda continuaram mais uns anos, mas deixou-se de acreditar nas gravações". (...)

Augusto Alves, o "senhor Augusto", como a ele se referem os demais ex-elementos da banda, muito pela diferença de idades, mais ainda pelo respeito àquele que identificam como o "dono" do grupo, foi o homem que levou pela mão o Conjunto Típico Torreense dos bailaricos ao estatuto de banda roqueira, nos tempos do pioneirismo do rock cantado em português. E, se o Conjunto Típico Torreense dos bailes sobreviveu até 1994, os CTT que entraram nos tops dos inícios dos anos 80, a cantar "Destruição, Destruição, Destruição", já há muito tinham ficado para trás.

DISCOGRAFIA
Destruição/Vai No Ar (Single, Polygram, 1981)
Hora de Ponta/A Moda Que Eu Quero (Single, Polygram, 1982)
Oito Encomendas (LP, Polygram, 1982)

NO RASTO DE...
O baixista da banda, Tozé Monteiro, 44 anos, deixou o grupo por meados da década 80, por dificuldades de compatibilização com o trabalho que desempenha ainda nas Finanças de Torres Vedras. (Pública/99) 

Luís Plácido, 40 anos, o vocalista que tocava guitarra como Jimmy Hendrix - com os dentes - é técnico de electrodomésticos e refrigeração e tomou em braços muito da programação cultural da colectividade da Caixaria, para os lados de Torres Vedras.  (Pública/99)

O baterista, Gabriel Matos, 49 anos, foi desenhador, funcionário público, agora é decorador de interiores, mas continua teimosamente na música, com uma banda que roda pelos circuitos dos bares, a Banda Sonora, em que de vez em quando também alinha Tozé Monteiro.  (Pública/99)

Hernâni Teixeira, 40 anos, dono e senhor dos solos de viola baixo nos CTT é, de todos, o único que permanece como músico profissional. Depois de uma busca de "refúgio" no Luxemburgo, porque só afastando-se conseguiria sair dos CTT, regressou a Portugal e tem acompanhado desde já há algum tempo Luís Represas.  (Pública/99) Nani Teixieira também chegou a acompanhar Mafalda Veiga.

Augusto Alves tem uma empresa de produção e promoção de bandas.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Cantoras dos Anos 80 - Debbie Harry


Embora com cinco discos a solo, até com algum sucesso, Deborah Harry é mais conhecida por ser a vocalista dos Blondie. Foi adotada aos três meses de idade e viveu em New Jersey até completar o liceu. Com 18 anos, decidida a fazer da música a sua profissão, mudou-se para Nova Iorque, onde, durante um ano, trabalhou como secretária no escritório da BBC Rádio. Foi empregada de mesa, bailarina e 'coelhinha' da Playboy (Playboy Bunny). 

Começou por cantar com um grupo de música Folk, passou por outras pequenas bandas e, já a meio dos anos 70, quando se cruzou com Harry e Stein, juntos formaram os Blondie. Daqui para a frente, e durante dez anos, Debby Harry, loura e sensual, deu voz e vida a muitos êxitos dos Blondie. 

Quando os Blondie se separaram, em 1982, Deborah seguiu a solo e 'French Kissin' (In The USA)' foi a música com que conseguiu maior êxito. 

Nos anos 90, embora continuasse a gravar, Debbie investiu muito mais no mundo da representação, de tal maneira que, feitas as contas, representou cerca de trinta papéis como atriz. Durante a década de 90, Debbie Harry investiu muito pouco na carreira musical. 

Dezassete anos depois (1999), quando já não se esperava, os Blondie regressaram e com novo álbum, 'No Exit', na bagagem. A música 'Maria' voltou a colocá-los nos top's de venda e animou muitas pistas de dança em todo o mundo! 

Aos 53 anos, o seu nome foi escrito no Guinness World Book of Records , como a cantora mais velha a chegar ao primeiro lugar do top do Reino Unido. Foi em 1999 com a música 'Maria'.

Noticia retirada daqui

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Fairground Attraction


A banda dos anos 80 que, embora pop, apostou em registos mais acústicos e conseguiu pôr a Europa inteira a cantar 'Perfect'. É este o maior êxito dos Fairground Attraction.

Juntaram-se a meio dos anos 80, e começaram por tocar em pequenos clubes e bares ingleses onde foram ganhando reputação até ao dia em que surgiu a oportunidade de gravar o primeiro disco, em abril de 1988. Surpreendentemente, a sua primeira conquista foi o 1º lugar da tabela de vendas do Reino Unido com o single 'Perfect'.

Deste primeiro álbum, 'The First of a Million Kisses', com uma sonoridade que mistura o jazz e o country, as músicas 'Find my love', 'A Smile in a Whisper' e 'Clare' também tiveram direito a bons lugares nos Top's europeus. O disco conquistoua platina e a banda ganhou, em 1989, dois Brit Award. Um com a música 'Perfect' como Melhor Single do ano e o prémio de Melhor Álbum.

Quando tudo parecia não poder correr melhor, em setembro deste ano, surgem os primeiros rumores sobre o protagonismo da vocalista, Eddi Reader, que acabou mesmo por levarà separação da banda que, na altura, estava já a gravar o segundo disco que foi lançado, mas foi também o último.

Sempre fiel às influências do jazz e da folk, Eddi seguiu carreira na música e, há dois anos atrás, lançou o seu oitavo disco ('Peacetime'). Teve uma participação como atriz numa serie da BBC e, desde 1992 que lança um novo álbum de dois em dois anos. Faz parte do elenco do 'Me and Orson Welles' que se prevê seja realizado ainda este ano.

Mark Nevin, o guitarrista, enquanto compositor, já lançou 3 discos. Simon Edwards faz parte de um grupo onde compõe, canta e toca acordeão. O baterista Roy Dodds, continua a tocar com várias bandas, inclusive a acompanhar Eddi Reader dos Fairground Attraction.

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Grupos Musicais Portugueses - Construção


Em 1978, Aníbal Raposo regressa a S. Miguel onde com Luís Alberto Bettencourt, Emanuel Frazão, Carlos Frazão, Gil Alves, Luísa Alves e Zeca funda o grupo Construção.

É com a edição de "Há Qualquer Coisa" do agrupamento Construção, em 1982, que se começa a acreditar mais a sério na existência de uma nova geração de músicos e compositores açorianos abertos a sonoridades até então pouco exploradas no arquipélago.

Na era pós –"Baile no Bosque" dos Trovante, os açorianos Construção surgem com uma apelativa fusão de sons onde as influências vão do jazz à canção folk urbana, passando por baladas intimistas onde se fala muito do mar como limite e limiar da aventura por fazer, dentro e fora da ilha, e onde o amor se descobre em "compasso de maré".

O Construção é considerado pela imprensa continental e publicações da especialidade como o grupo revelação do ano.

Para além do único disco que editou, foi pouca a prática de trabalho colectivo do grupo Construção. Mas, por mais efémera que tenha sido a sua existência, ela permitiu o cruzamento e síntese de ideias de gente que, separadamente, tem continuado a levar bastante a sério a actividade musical.

O grupo desfez-se por razões que tiveram a ver com a deslocação para o continente de parte dos seus membros.

O álbum "Há Qualquer Coisa" foi reeditado em CD em Fevereiro de 2001.

DISCOGRAFIA
Há Qualquer Coisa (LP, Disrego, 1982)

NO RASTO DE ...
Mais ao menos no mesmo período em que os Construção editam "Há Qualquer Coisa", vamos encontrar José Medeiros, então a viver em Lisboa, integrado no grupo Rosa dos Ventos, no qual se fez sentir também a mui inspirada presença do micaelense João Miguel. No LP "Rimando Contra a Maré" (Diapasão/83), o único disco do grupo Rosa dos Ventos, José Medeiros contribuiu com poemas e canções que, tal como foi realçado pela crítica da especialidade da altura, deixavam já transparecer um raro poder criador. (AMS)

Gil Alves e Emanuel Frazão viriam a fixar-se em Lisboa e a abraçar a música como modo de vida.(AMS)

Aníbal Raposo e Luís Alberto Bettencourt, juntamente com Carlos Guerreiro, estiveram na origem de um grupo [Rimanço] que, com várias e interessantes transformações tanto a nível de estilo como de repertório, se manteve em existência durante um largo período de tempo. (AMS)

Aníbal Raposo participou como compositor e intérprete em diversos programas da RDP e RTP dos quais se destacam os temas escritos para as séries televisivas de José Medeiros "Balada do Atlântico" e "O Barco e o Sonho" - ("Comércio de Angra", com letra de Álamo de Oliveira e "Maré e Natividade"). Estes e o "Tema para Margarida" fazem parte do conhecido CD de temática açoriana "7 anos de música" editado pela Disrego. Foi um dos fundadores dos grupos Albatroz e Ala Bote. Em 1999 lançou a solo o disco "Maré Cheia".

José Medeiros notabilizou-se como autor e realizador de várias séries de televisão para a RTP-Açores. As últimas foram "Gente Feliz Com Lágrimas" e "Mau Tempo No Canal". Na música tem lançado alguns discos, taís como "Cinefílias e Outras Incertezas" (Memórias/1999) , tendo recentemente vencido o Prémio José Afonso.

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sábado, 21 de dezembro de 2013

Cantores dos Anos 80 - Meat Loaf


Traduzindo à letra, 'pedaço de carne' é o significado de Meat Loaf; onome pelo qual é reconhecido o líder e vocalista da banda com o mesmo nome. Filho de um veterano da II Guerra Mundial, com problemas sérios de alcoolismo, e de uma cantora de Gospel que faleceu quando Meat Loaf tinha 20 anos. O seu desaparecimento foi a 'gota de água' para sair de casa e mudar-se para o Norte do Texas. 

Foi nesta altura que se formou a banda, 'Meat Loaf Soul', ao mesmo tempo que trabalhava como mecânico. Fez parte do elenco da Ópera Rock 'Hair' e, em 1976, casou-se com Leslie Edmond, manager de Bob Dylan e Janis Joplin, de quem tem uma filha. 'Bat Out Of Hell' foi o primeiro disco da banda. Uma infecção nas cordas vocais, fez com que Meat Loaf não pudesse avançar com o projeto de um segundo álbum que já estava preparado. 

No início dos anos 80, o seu disco mais recente, 'Dead Ringer', não teve o êxito esperado e não conseguia trabalho enquanto ator, deixou Meat Loaf com sérias dificuldades financeiras. Dois anos depois, fez uma digressão europeia que até correu bastante bem, mas, ainda assim, os seus problemas financeiros agravaram-se, ao ponto de ficar na ruína. Só em 1989, é que Meat Loaf volta a dedicar-seà produção de um novo disco, 'Bat Out Of Hell II', lançado em 1993 e que, muito por conta da música 'I'd Do Anything For Love (But I Won't Do That)', conquistou o 1º lugar dos principais Top's Mundiais, teve direito a um prémio Grammy e, acima de tudo, valeu a Meat Loaf o reconhecimento internacional. 

O disco que veio depois já não teve o mesmo êxito, no entanto, a sua agenda encheu-se de concertos e de participações, como ator, em filmes como 'Loucos em Alabama', com António Banderas, e 'Clube da Luta', de David Fincher. Entretanto, já editou mais dois álbuns (2003 e 2006) e continua a apresentar-se em concertos com regularidade, principalmente, nos Estados Unidos.

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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Grupos Musicais Portugueses - Clube Naval


As duas cantoras, Godinho e Salema, tinham sido descobertas por Sara Anahory. 
O disco do grupo, num formato invulgar já que incluía dois singles, foi o primeiro lançamento da editora Fundação Atlântica.
O primeiro single incluía o tema "Professor Xavier" e "Salva-Vidas (mistura muito rica)". No segundo single aparecia o tema "Salva-Vidas" e  "Professor Xavier (especial para dançar)".
Os dois temas tinham letra de Miguel Esteves Cardoso e música de Ricardo Camacho. Este último assinou também a produção do disco.

DISCOGRAFIA
Professor Xavier/Salva-Vidas  (2xSingle, Fundação Atlântica,1983)

DADOS DO DISCO
Godinho e Salema são as cantoras
Ricardo Camacho é o compositor
Miguel Esteves Cardoso escreveu as letras
As canções são lindas

Quem as produziu? O Ricardo Camacho
Quem as descobriu? A Sara Anahory
Quem as fotografou? O Carlos Vilela
O Atlântico é lindo

Vêm vestidas pela Tara
Numa capa de Carlos Vilela
Com naturezas vivas de Miguel Esteves Cardoso
A cor mais linda é o Azul

Gravado em Paço d'Arcos por Tó Pinheiro da Silva

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Cantoras dos Anos 80 - Cher


É um ícone da resistência pop. Com uma carreira com mais de 40 anos, Cher divide-se entre a música e o cinema, com direito a prémios Grammy, Emmy, Globo de Ouro, uma estrela no passeio da fama de Hollywood e um Óscar como Melhor Atriz pelo seu desempenho no filme 'Moonstruck'. 

Uniu-se a Sonny, 11 anos mais velho e, no verão de 1965, uma das suas músicas chegou, 'I Got You Babe', atingiu o primeiro lugar do Top americano. Daqui para a frente, os êxitos sucederam-se uns atrás dos outros, correram mundo e casaram (Cher tinha ainda 19 anos). Tiveram um programa de variedades na televisão que os tornou ainda mais reconhecidos, mas que terminou quando terminou também o seu casamento - junho de 1975. Três dias depois do divórcio, Cher casou-se de imediato com o músico Gregg Allman e teve, no ano seguinte, teve mais um filho. 

Foi nos primeiros tempos da década de 80, que teve o seu primeiro papel enquanto atriz, ao qual se seguiram muitos outros, entre os mais marcantes, 'As Bruxas de Eastwick'; 'SilkWood'; 'Mask' e, o filme que lhe valeu o Óscar de Melhor Atriz, 'Moonstruck'. A sua participação no filme 'A Minha Mãe é uma Sereia' também deu que falar, principalmente pela sua contribuição com as músicas 'The Shoop Shoop Song', mais uma das que Cher levou aos primeiros lugares dos Top's Mundiais. 

Em 1992, depois de lhe ser diagnosticado o síndrome da fadiga crónica, Cher viu-se obrigada a fazer uma pausa na sua carreira mas, quando regressou, fê-lo em grande: A música 'Believe' vendeu mais de 10 milhões de cópias em todo o mundo e até hoje é reconhecida como o seu maior êxito. Do mesmo disco, também não passaram despercebidas as músicas 'Strong Enough' e 'Dov' e L'Amore'. 

Embora ainda sem data para o seu lançamento, Cher confirmou que está a trabalhar em mais dois discos. Entretanto, e com 61 anos, assinou contrato com o Caesars Palace, em Las Vegas, onde estará, durante 3 anos com o espetáculo 'Cher at the Colosseum'.

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sábado, 7 de dezembro de 2013

Grupos Musicais Portugueses - Clandestinos


Formaram-se a partir das cinzas dos Taedium Vitae (Carlos Antunes, José Fabião, Isabel Duarte, Rui Geada e Carlos Coelho). A formação original dos Clandestinos incluía Carlos Antunes (bateria), Isabel Duarte (voz), João Marques (baixo) e José Fabião (guitarra). Mais tarde entrou Rodrigo Dias para a 2ª guitarra.

A primeira vez que tocaram ao vivo foi no dia 14 de Março de 1987.  O nome foi escolhido quando participaram num concurso do Luís Armastrondo, no Porto.

Actuaram ainda no RRV, no ciclo "O Som dos Gatos" com K4 Quadrado Azul e Jardim do Enforcado.

Participaram no 6º concurso de música moderna do RRV onde ficaram em segundo lugar. Um dos temas mais marcantes era "Fado do Soldado". O grupo tinha algumas letras em inglês mas que não puderam ser apresentadas no concurso.

Por altura dos concertos de protesto pela morte do Zé Carvalho (PSR) tocaram com João Aguardela (Sitiados). A "Plataforma Contra o Serviço Militar Obrigatório" (o celebérrimo "Tropa, Não!") gravou e pôs a circular uma cassete com temas do grupo e de outros. A cassete foi gravada a partir dos concertos de Abril de 1989, no RRV. 

O João Marques saiu para acompanhar os Sitiados. Rodrigo Silva passou para o baixo e Paulo Vitorino entrou para a 2ª guitarra. Em Agosto de 1991 lançaram uma maqueta com os temas "Alfaces", "Frágeis Olhos", "Couraçados " e "Pai Pátria".

José Fabião saiu do grupo em Novembro de 1992. Em 1993 a formação do grupo era constituída por Isabel (voz), Necas (bateria), Paulo (guitarra) e Frederico (baixo). Dos 19 temas que tocaram, em Abril de 1993, na Galeria Norte apenas um tema ("Clandestino") era cantado em português. Segundo a jornalista Raquel Pinheiro, «a música continuava a ser Rock mas a raiva e o radicalismo deram lugar à diversão, ao funk e ao noise». 

O novo som dos Clandestinos foi apresentado no dia 8 de Dezembro de 1993 na discoteca Europa

Em Setembro de 1994 actuaram na 3ª edição das Noites Ritual Rock , com Paulo Coelho (More República Masónica, Ik Mux) nas vozes. O grupo, numa onda mais ligada ao estilo dos Lesma e Braindead, apresentou temas como "Silicone Girl" e "Cores Unidas".

Em 1995 foi editada a compilação "Ritual Rock 1" que incluía o tema "Silicone Girl" de Clandestinos / Uppercut.

-- O grupo teve durante algum tempo uma ligação muito próxima aos Sitiados. O tema "Vida de Marinheiro" é dedicado a Necas.

DISCOGRAFIA
Colectâneas
Ritual Rock 1 (1995) - Silicone Girl

NO RASTO DE...
João Marques e Rodrigo Dias estiveram nos Sitiados.
Rodrigo Dias faz parte dos In Her Space.
Paulo Vitorino esteve nos More República Masónica (1996-2000).

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domingo, 1 de dezembro de 2013

Dr.Hook


São americanos e sempre tocaram num estilo muito próprio onde o country, o pop e o rock se misturam. Formaram-se em 1969 como Dr Hook, mas já há algum tempo que os quatro amigos tocavam juntos de bar em bar. George Cummings, Dennis Locorriere, Ray Sawyer e Billy Francis. No dia em que lhes foi pedido um nome para colocar num cartaz que anunciaria a sua presença num bar, de um momento para o outro, surgiu o nome 'Dr. Hook and The Medicine Show'. 

Quando as suas músicas fizeram parte da banda sonora de um filme com Dustin Hoffman, no início dos anos 70, chamaram a atenção da editora CBS Records. Foram chamados para uma entrevista onde conseguiram surpreender o diretor: David puxou de um cesto do lixo para marcar o ritmo, enquanto os restantes membros da banda cantaram algumas canções e acabaram a dançar, literalmente, em cima da secretária. Saíram de lá com o primeiro disco combinado. 

Daqui para a frente, foram 12 anos de muito sucesso. Nos Estados Unidos e na Europa. 'Sylvia's Mother' foi o primeiro grande êxito, a irreverência do segundo single, 'The Cover of The Rolling Stone' levou-os para a capa da revista Rolling Stone, em formato caricatura. 

'A Little Bit More','Only Sixteen'; 'Sharing the Night Together', 'Sexy Eyes' e'When You're in Love with a Beautiful Woman' todas estas músicas, editadas, na altura em single, venderam milhões de cópias. 

A formação do grupo foi mudando, várias vezes, ao longo dos anos. Hoje, Sawyer, ainda da banda original, seguiu uma carreira a solo, Locorriere mudou-se para Nashville e compõe música para outros artistas, John Christian Wolters, que tocou teclas na banda durante 10 anos, faleceu em junho de 1977 e Robert Jance Garfat, baterista também faleceu em 2006 num acidente de mota.

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